Certamente já sentiste aquela frustração de abrir a Netflix ou o Spotify e dares por ti a fazer scroll infinito sem encontrar nada de jeito. A fadiga das recomendações é um problema bem real em 2026, uma vez que as plataformas parecem insistir em mostrar-te sempre o mesmo tipo de conteúdo ou, pior ainda, coisas que não têm nada a ver com o teu gosto. No entanto, este fenómeno não acontece por acaso e tu tens o poder de o reverter. Então porque é que o streaming sugere o que não queremos?
Streaming sugere o que não queremos. Porquê?
Por um lado, as aplicações querem manter-te ligado o máximo de tempo possível. Por outro lado, muitas vezes elas dão prioridade a conteúdos originais ou lançamentos populares que precisam de ser promovidos, mesmo que ignorem o teu histórico. Consequentemente, as tuas escolhas personalizadas acabam por ficar enterradas sob uma montanha de publicidade disfarçada de sugestão.
Como as apps decidem o que vais ver
Para começares a resolver o problema, precisas de entender que o algoritmo é como um animal que precisa de ser treinado. A Netflix, por exemplo, não olha apenas para o que vês. Ela analisa a que horas costumas fazer streaming, quanto tempo passas em cada título e até que dispositivos utilizas. Adicionalmente, o Spotify constrói o teu perfil de gosto com base em cada pesquisa, música saltada ou faixa guardada na tua biblioteca.
Desta forma, se passas muito tempo a ver algo apenas por curiosidade ou se deixas música a tocar em segundo plano sem grande critério, o algoritmo fica confuso. Ele interpreta essa atividade como um interesse genuíno. Portanto, se queres sugestões melhores, tens de ser muito mais seletivo na forma como interages com a aplicação.
Truques práticos para limpar o teu algoritmo
Felizmente, existem formas diretas de fazer reset a esta situação sem grandes complicações. Se sentes que a tua página inicial está uma autêntica confusão, experimenta estas estratégias:
Na Netflix: Se o teu perfil estiver estragado, a solução mais radical e eficaz é criares um perfil novo do zero. Caso não queiras ir tão longe, podes ocultar títulos do teu histórico de visualização e, acima de tudo, habitua-te a classificar tudo o que vês. Além disso, refrescar a tua lista de favoritos regularmente ajuda a dar novas pistas ao sistema.
No Spotify: Utiliza a função de excluir uma playlist ou uma faixa do teu perfil de gosto. Esta é a ferramenta ideal para quando ouves ruído branco para dormir ou música infantil para os teus filhos. Outra dica valiosa é usares a Sessão Privada sempre que fores ouvir algo que não queres que influencie as tuas descobertas semanais.
No YouTube: Limpar ou pausar o histórico de pesquisa e de visualização é o método mais rápido para deixares de ver vídeos sobre um tema que pesquisaste apenas uma vez por engano.
Cuidado com o Hate Watching
Um erro muito comum é o chamado hate watching ver algo que detestas apenas para poderes criticar. Para o algoritmo, não existe ódio; existe apenas tempo de visualização. Assim sendo, se vês um documentário ou uma série má até ao fim, a aplicação vai assumir que queres mais conteúdo do mesmo género. Portanto, sê implacável: se não estás a gostar, para de ver e usa as ferramentas de ocultar ou bloquear.
Depois de ajustares a Netflix e o Spotify, é provável que queiras fazer o mesmo com o Amazon Prime Video e o Disney+. Assim vais combater o que o streaming sugere erradamente. Embora estas plataformas pareçam mais simples, elas também guardam cada passo que dás. Consequentemente, se deixaste um filme a meio porque era secante ou se alguém usou a tua conta para ver desenhos animados, o teu perfil vai ficar cheio de sugestões irrelevantes. Portanto, é fundamental saberes onde estão as definições certas para limpares a tua atividade.
Amazon Prime Video: Como apagar o rasto
O Prime Video tem uma forma particular de sugerir conteúdos, baseando-se fortemente no que já viste no passado. Além disso, a interface pode ser um pouco confusa quando tentas encontrar as opções de privacidade.
Se queres que a plataforma pare de te recomendar géneros que não te interessam, deves seguir estes passos:
Em primeiro lugar, acede ao site do Prime Video através de um browser (é muito mais fácil do que na TV).
Vai às Definições da tua conta e procura a secção de Atividade.
Clica em Histórico de visualização. Aqui, vais ver uma lista detalhada de tudo o que viste.
Seleciona a opção para Ocultar ou remover os vídeos que não queres que influenciem o algoritmo.
Desta forma, o sistema deixa de considerar esses títulos para as tuas próximas recomendações. Adicionalmente, podes gerir a tua lista de Seguinte para remover episódios de séries que já desististe de acompanhar.
Disney+: Organiza o teu perfil num instante
No Disney+, o maior problema costuma ser a linha de Continuar a ver, que fica rapidamente entulhada com filmes que só viste durante cinco minutos. Por outro lado, como o catálogo está muito dividido por marcas (Marvel, Star Wars, Pixar), o algoritmo pode ficar viciado num só tema.
Limpeza rápida: Para retirares algo da lista de continuar a ver, entra no conteúdo, avança até ao final dos créditos e deixa o vídeo terminar. Assim sendo, o sistema assume que concluíste a visualização e remove-o da linha principal.
Novo Perfil: Tal como na Netflix, se o teu algoritmo estiver completamente baralhado, a solução mais eficaz é criares um perfil novo. Podes ter até sete perfis diferentes, o que permite separar bem os teus gostos pessoais dos conteúdos que vês com a família ou amigos.
Mantém o teu algoritmo saudável
Lembra-te que a melhor forma de evitar estas limpezas constantes é seres proativo. Se começares a ver algo e perceberes logo que é mau, não deixes o vídeo correr até meio porque isso vai viciar o que o streaming sugere. Além disso, evita partilhar o teu perfil pessoal com outras pessoas, uma vez que os gostos delas vão acabar por contaminar as tuas sugestões. Portanto, ao manteres cada perfil focado num só tipo de utilizador, garantes que o tempo que passas a escolher o que ver é muito mais curto e proveitoso.











