A Valve teve de travar um bocadinho o entusiasmo à volta da sua nova consola, a Steam Machine. Ou seja, apesar de a CEO da AMD, Lisa Su, ter afirmado recentemente que o sistema começaria a chegar ao mercado no início de 2026, a realidade parece ser outra.
De facto, a própria Valve confirmou um ligeiro atraso no lançamento da Steam Machine, do Steam Frame e do novo Steam Controller. E claro, o motivo é exatamente aquele que já começa a cansar toda a indústria… Escassez de memória e custos absurdos dos componentes.
No final do dia, uma consola, apesar de parecer mais PC do que consola, tem de ter um preço decente. Caso contrário, não vale a pena.
A promessa era início de 2026. Agora aponta para a primavera… tardia

Portanto, num novo comunicado oficial, a Valve admite que teve de rever o calendário de envios e, mais importante ainda, a estratégia de preços. A ideia inicial passava por lançar o ecossistema de hardware logo no primeiro trimestre, mas isso deixou de estar em cima da mesa.
Neste momento, o objetivo passa por lançar tudo algures na segunda metade da primavera. Ou seja, maio ou junho, isto se tudo correr bem.
Não é um adiamento dramático, mas é mais um sinal claro de que ninguém está imune ao caos atual do mercado de memória e armazenamento.
O verdadeiro problema não é o atraso. É o preço
Se o atraso é relativamente pequeno, o que está a deixar os potenciais compradores nervosos é outra coisa. O preço.
A Steam Machine nunca foi pensada para ser subsidiada como uma consola tradicional. A Valve já deixou claro que não quer perder dinheiro em hardware. Mas, se calhar vai ter de mudar de estratégia.
A consola já ia custar cerca de 1000€ na sua versão base. Agora? O céu é o limite… O problema é que 1000€ já era uma quantia absurda, mais do que isto… Se calhar faz mais sentido nem lançar nada.
O que a Steam Machine promete, afinal?
Apesar dos problemas logísticos, a Valve aproveitou para esclarecer alguns pontos importantes.
A Steam Machine deverá conseguir correr a maioria dos jogos Steam a 4K a 60 FPS com recurso ao FSR da AMD. Em títulos mais pesados, será necessário baixar a resolução interna para 1080p e recorrer a VRR.
Há boas notícias para quem gosta de mexer no hardware. Tanto a RAM DDR5 como o SSD NVMe vão ser acessíveis e atualizáveis pelo utilizador.
A Valve também promete melhorias contínuas em ray tracing, upscaling e suporte para HDMI VRR.

