A Steam Deck mudou muita coisa no mundo do gaming portátil. Aliás, apesar de a Switch já ser uma “cena”, a realidade é que a Steam Deck ressuscitou o mundo das consolas portáteis de forma que muitos não achavam ser possível.
Curioso! Não foi a primeira a tentar meter jogos de PC numa máquina pequena, mas foi a primeira a fazer isto de forma realmente séria, equilibrada e, acima de tudo, apetecível para o consumidor normal.
Por isso, é natural que muita gente já esteja à espera de uma sucessora. O problema é que a Valve não quer fazer o mesmo jogo que o resto da indústria. Nem tem o mesmo poder para fugir da crise. Por isso, se os mais recentes rumores estiverem certos, a Steam Deck 2 só deverá chegar em 2028. E, sinceramente, isso pode ser a melhor decisão possível.
Steam Deck 2 pode chegar só em 2028. Mas a razão até faz sentido
Apesar de não fazer grande sentido, hoje em dia há uma pressão absurda para lançar hardware novo a toda a hora. Um ano passa, dois anos passam, e já toda a gente quer uma nova geração, um novo chip, mais performance, mais frames, mais qualquer coisa.
A Valve parece estar a olhar para isso de outra forma. Por isso, em vez de lançar uma Steam Deck 2 só porque sim, quer esperar por um salto que realmente justifique o nome.
Faz todo o sentido! O que é que ganhava o mercado com uma nova Steam Deck que fosse apenas 20% ou 30% melhor, mas que viesse mais cara, com pior autonomia ou com compromissos estranhos? Muito pouco. Especialmente porque a Steam Deck 1 ainda está muito bem viva no mercado.
A Valve percebeu uma coisa que muita gente ainda não percebeu
Uma portátil deste género não vive só de potência. Vive de equilíbrio.
Tem de ter performance suficiente, claro. Mas também tem de ter bateria minimamente decente, temperatura controlada, preço aceitável e uma experiência geral que faça sentido para quem quer jogar no sofá, na cama, em viagem ou onde for.
Além disso, tem de ter uma comunidade ativa, para ir muito além dos jogos propriamente ditos.
2028 parece longe. O problema é que o mercado não está fácil para ninguém.
Também há aqui outra realidade que não pode ser ignorada. O hardware está cada vez mais caro de produzir.
Crise de memória, armazenamento mais caro, componentes sob pressão, cadeias de produção menos previsíveis e margens cada vez mais apertadas. Tudo isto já está a afetar a indústria, e a Valve não vive fora desta realidade.
Aliás, a própria empresa já teve de ajustar a conversa noutros produtos de hardware por causa deste caos. Portanto, acreditar que a Steam Deck 2 vai surgir apenas quando houver condições técnicas e financeiras mais favoráveis não parece nada descabido.
Conclusão
Se a Steam Deck 2 estiver mesmo apontada para 2028, isso pode parecer uma eternidade. Mas a verdade é que a Valve tem boas razões para não ter pressa.
O mercado está complicado, os componentes continuam caros, e lançar uma sucessora sem um salto geracional sério seria provavelmente um erro. Especialmente numa portátil que vive de equilíbrio e não apenas de força bruta. Aliás, basta olhar para as consolas que foram lançadas depois da Steam Deck, que continuam a desiludir os jogadores a sério por falta de performance a sério, apesar de preços que… Assustam.









