Se calhar já não te lembras, mas, quando a Microsoft deu o pontapé de saída nesta geração de consolas, uma das jogadas mais inteligentes foi o lançamento da Xbox Series S por uns apetecíveis 299 dólares (que por cá se traduziram nos habituais 299 euros). Era a porta de entrada perfeita para a nova geração sem ter de arruinar a conta bancária.
Dito isto, avançamos seis anos no tempo e o cenário atual do mercado de hardware é simplesmente surreal… Afinal de contas, hoje em dia, comprar um cartão de expansão SSD de 2TB para a consola custa mais do que o preço a que a Series S chegou às lojas em 2020.
Ou seja, a ideia de expandir o armazenamento de uma consola agora não faz qualquer sentido. Uma das grandes novidades da “nova geração”… Caiu por terra.
Preços absurdos? Sim, em todos os SSD. Mas, o facto de ser um formato proprietário piorou tudo.

Portanto, ao contrário das consolas PS5, as consolas Xbox da Microsoft usam um formato proprietário para a expansão do armazenamento interno. Algo que não era um grande problema na altura, porque a coisa até era acessível. Mas, agora… Que não há chips de memória para ninguém, a coisa tornou-se num pesadelo.
Um cartão SanDisk Optimus GX C50 de 2TB custa agora 340 dólares, enquanto a versão de 1TB anda nos 200 dólares. Em euros a coisa não é muito diferente.
Além disso, se quiseres aproveitar o SSD para outra coisa, não podes… Aquele SSD só dá para aquelas consolas.
A inflação no gaming veio para ficar?
Ver os preços do hardware e dos componentes a subirem desta forma a meio ou no final do ciclo de vida de uma consola é algo que desafia toda a lógica a que estávamos habituados na indústria. Antigamente as consolas e os seus acessórios iam ficando mais baratos com o passar dos anos. Hoje em dia parecem bens de luxo que só sobem de preço.
Se vai ser sempre assim? Eu quero dizer que não. Mas… Quem sabe!







