Inicio Jogos SPECTRUM: O MAIS RELEVANTE DE 2017 (PARTE 3)

SPECTRUM: O MAIS RELEVANTE DE 2017 (PARTE 3)

Finalmente revelamos aquilo que de mais importante se passou no último trimestre de 2017. E logo no primeiro dia de outubro dá-se o lançamento do já anunciado Em Busca do Mortadela, sendo o regresso de Borrocop aos jogos do Spectrum, depois de nos ter dado tantas alegrias nos finais dos anos 80 e início dos 90.

Passadas 48 horas é a vez de surgir a nova aventura de John Blythe, com o estranho nome de Peculiar Perplexing Perils of Professor Poldark: The Incredible Shrinking Professor!. Mas se o título é difícil de ser pronunciado, o jogo mantém a bitola muito elevada no que toca aos lançamentos deste talentoso artista gráfico, apresentando cenários absolutamente divinais.

Outro importante lançamento de outubro foi o novo jogo de Jaime Grilo, Zukinox, um muito interessante clone de Cybernoid (a fazer também lembrar Hyperkill, lançado durante o presente ano), sendo o jogo mais elogiado até à data do programador português, que começa agora a ter alguma projecção internacional.

Mas também os brasileiros dão cartas na cena Spectrum com o suspeito do costume, Einar Saukas, que coloca no mercado um puzzle muito simples baseado nos passatempos matemáticos japoneses, os nanogramas.

Começam ainda neste mês a surgir os primeiros jogos a concorrer ao ZX-Dev Conversions e que vai manter muito programador ocupado nos meses seguintes.  RetroForce é um deles e sério candidato à vitória, apresentando um shooter ao bom estilo dos que surgiam nos dos anos 80, com muitas parecenças com Slap Fight e W.A.R..

E com o aproximar da noite das bruxas aparecem também alguns jogos dedicados a essa temática, destacando-se o platformer Pumpkin Poe, do estreante  Ariel Endaraues, inspirando-se claramente em Edgar Allan Poe, e Sophia, belíssimo jogo de arcada de Alessandro Grussu, sendo o mais refinado jogo que, na nossa opinião, foi lançado por este profícuo programador.

Novembro é o mês da mais importante feira de videojogos do país, a Lisboa Games Week. E como não podia deixar de ser tinha um espaço retro, fruto da colaboração entre a Leak e a Retroshop, tendo sido convidados alguns parceiros e entusiastas do Spectrum (caso do João Ramos), e que tiveram oportunidade de mostrar algumas das peças da sua colecção.

E depois de um outubro fortíssimo em termos de bons lançamentos, só em meados de novembro é que o panorama começa a aquecer. Vade Retro II (sequela de Vade Retro), apresenta uma aventura com laivos inovadores, e que consegue cativar-nos desde o primeiro momento.

Xelda, tributo ao famoso Zelda, é outra excelente aventura que vai manter-nos ocupados por muito tempo. Para a a completar, e para quem já tenha deslindado os puzzles que compõem este jogo, alguns diabólicos, são necessárias cerca de duas horas e meia. Não é pêra fácil, mas é desde logo um dos candidatos a jogo do ano.

É também por essa altura que surge Return to Holy Tower, jogo para o Zx Uno traduzido para português, e que fará as delícias de todos os amantes de puzzles que gostem de puxar pelas células cinzentas, tendo sido apresentado em primeira mão pela Leak e por Planeta Sinclair.

E a competição ZX-Dev Conversions continua a dar cartas, desta vez com um surpreendente clone de Pong, jogo que já soma a bonita idade de 45 anos. Apesar de extremamente simples, como seria de esperar, a grande variedade de opções, incluindo naturalmente a de dois jogadores em simultâneo, faz deste um excelente programa.

Na senda dos jogos simples, é também lançado B-Squared, da autoria de Paul Jenkinson, que já tinha trazido este ano Code Zero, e volta à carga com um original e divertido jogo de arcada.

E quem pensava que Minesweeper era jogo que não podia evoluir, desengane-se. Blerk consegue apresentar uma nova versão deste popular jogo, em que vamos revelando alguns dos heróis dos 8 bit.

É ainda anunciado Treasure Island, embora apenas venha a sair em 2018. Dos autores do remake de Crystal Kingdom Dizzy, o trailer que apresentaram dá já a entender que será sério candidato a jogo do ano. No próximo ano, apenas.

Mas sem dúvida a grande novidade desse mês é o lançamento do segundo número da revista Espectro, que ainda por cima vem acompanhado de um type-in em Basic da autoria de Filipe Veiga, fazendo lembrar os primeiros tempos do Spectrum, pródigo no aparecimento de revistas e livros com programas para teclar. O jogo é o ESPECTROids, sendo o nosso objetivo ultrapassar sãos e salvos um campo de minas.

Para os fãs da mítica Ultimate Play the Game, dezembro arranca com uma bela surpresa, Gunfright Returns – Reloaded, que lança uma nova versão de Gunfright, contemplando muitas novidades, nomeadamente novas músicas e efeitos especiais, mais de cem diferentes mapas de cidade, possibilidade do uso do rato nos mini-jogos e muitas opções para mudar a jogabilidade, incluindo níveis de dificuldade e agressividade dos bandidos e dos habitantes.

Finalmente as boards do Next começam também a chegar aos seus destinatários, com um atraso de cerca de 3 meses e não isentas da necessidade de pequenas afinações, que vão sendo detetadas pelos backers à medida que as vão recebendo. Já o computador completo apenas está previsto para o primeiro trimestre de 2018.

Entretanto Jaime Grilo está imparável e lança Knight Hero, desta vez um original platformer, criado com o AGD (Arcade Games Designer) e baseado nas peças do xadrez. Ao mesmo tempo está a trabalhar em novos projetos, embora apenas se preveja que sejam lançados em 2018.

Também criado com o AGD, os nossos vizinhos espanhóis lançam Qbox, dificílimo jogo isométrico, a fazer lembrar clássicos como Marble Madness ou Revolution, e a provar que também é possível criar-se este tipo de jogos com este motor. O seu autor: thEpOpE.

Outro formato que está de volta são os magazines digitais (.tap). R-Tape volta a fazer aquilo que tinha feito em 2016 e lança WOOT! ZXMAS Tape Magazine 2017, que incluí artigos, demos, jogos e muito, muito humor.

Com o aproximar-se do Natal e do final do ano a cadência no aparecimento de novos jogos também aumenta, alguns bastante interessantes e que todos aqueles que gostam de um bom puzzle não vão dispensar. É o caso de BoxeS, de Kas29, e Jilly´s Farm Volume 1… SokoBAArn, de Bob’s Stuff, apresentando ambos um conceito semelhante, mas este último com gráficos tipo cartoon que são uma pequena maravilha.

Mas também os platformers e jogos com motivos natalícios não são esquecidos. Grumpy Santa é a nova brincadeira de Paul Jenkinson, apenas um mês após o seu último lançamento, e que apesar de ser extremamente simples, consegue fazer com que este período festivo se torne efetivamente mais alegre.

Por outro lado, Jonathan Cauldwell, o criador do Arcade Games Designer, e que num momento infeliz disse que se fosse necessário criava os 1.000 jogos prometidos para o lançamento do Vega +, consola que cada vez parece mais distante de alguma vez vir a sair, lança a nova aventura de Egghead (Egghead Goes to Town). Se bem que sendo bastante divertida, tem um custo elevado, £ 9.99 + portes, não sendo portanto para todos os bolsos.

Outro importante lançamento em 2017 foi o anuário da revista Crash, que durante quase 10 anos e juntamente com a Your Spectrum / Your Sinclair e a Sinclair User, dominou o mercado britânico (e não só) relativamente às publicações para o Spectrum. Quem era nascido nessa altura certamente se lembra desta revista. O anuário, da autoria de Chris Wilkins, passou por um muito bem sucedido crowdfunding, demonstrando que o interesse na cena está vivo e bem vivo. Além disso, é uma pequena obra-prima gráfica, que nos cativa do início ao fim.

Continuam também a ser lançadas aventuras isométricas criadas com o 3D Game Maker, como aconteceu com Dredd Over Eels, de Malcom Kirk, e com uma nova versão de Abu Sinver Propagation. E é mesmo com este motor que surge outra das grandes surpresas do ano: Borrocop presta tributo à Topo Software (e também à sua filha), lançando no mercado um novo jogo, e que tal como com Em Busca Do Mortadela, é lançado em primeira mão em Portugal através de Planeta Sinclair, responsável pela tradução mais uma vez para português. Topo Mix Game traz à memória muitos jogos da extinta Topo Software, apresentando algumas inovações aos jogos habitualmente criados com o 3D Game Maker.

E assim terminou o ano da melhor maneira. As perspetivas para 2018 são ainda melhores, uma vez que o lançamento do Spectrum Next virá a impulsionar certamente a cena Spectrum. Gosta da Leak? Contamos consigo! Siga-nos no Google Notícias. Clique aqui e depois em Seguir.

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André Leãohttp://planetasinclair.blogspot.pt/
Tive o meu primeiro computador em 1985, um TC 2048, que me iniciou na informática. Apesar de no final dos anos 80 ter definitivamente passado para os 16 bits, o bichinho do Spectrum e clones sempre ficou, até aos dias de hoje. Atualmente coleciono tudo o que tenha a ver com o Spectrum e vou estando a par das novidades deste mercado, sendo fundador do blogue Planeta Sinclair.

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