Quando o primeiro Snapdragon X chegou ao mercado, eu avisei… A performance e eficiência eram incríveis. Sim, existiam problemas, especialmente no lado da compatibilidade. Mas, como primeira grande aposta, aquele processador era um autêntico absurdo. Pois bem, como seria de esperar, as coisas melhoraram ainda mais.
Snapdragon X2 Elite Extreme na bateria destrói Intel e AMD ligadas à tomada? A Intel tem um problema grave!

Se ainda tinhas dúvidas de que a arquitetura ARM no ecossistema Windows veio para virar o mercado dos computadores portáteis do avesso, é melhor puxares de uma cadeira.
Quando a Qualcomm se estreou a sério neste campeonato com a primeira geração do Snapdragon X Elite, muitos olharam para a coisa com desdém, dizendo que o x86 tradicional da Intel e da AMD ia rapidamente colocar o novo concorrente no seu devido lugar. Pois bem, a segunda geração chegou e os resultados laboratoriais não são apenas surpreendentes… São um autêntico massacre para os pesos pesados tradicionais.
Aliás, um conjunto exaustivo de testes independentes realizados pela equipa da Signal65 colocou frente a frente o novo Snapdragon X2 Elite Extreme contra o topo de gama Intel Core Ultra X9 388H e o AMD Ryzen AI 9 465. E o resumo da história é simples! A Qualcomm conseguiu humilhar a concorrência mesmo quando corre apenas com a energia da bateria.
Números que assustam: Até 83% mais rápido em tarefas pesadas!

Antes de olharmos para os gráficos, convém situar a máquina de guerra que a Qualcomm construiu. O modelo Snapdragon X2 Elite Extreme (X2E-96-100) apresenta-se com uns impressionantes 18 núcleos Oryon (12 de performance máxima e 6 de eficiência) com frequências a bater nos 5.0 GHz, um chip gráfico Adreno X2-90 e uma NPU Hexagon brutal capaz de debitar 80 TOPS em tarefas de Inteligência Artificial.
Quando puxado ao limite nos testes de referência:
- Geekbench 7 & Cinebench 2026: O chip da Qualcomm foi até 53% mais rápido do que o Intel Core Ultra X9 388H e esmagou o AMD Ryzen AI 9 com uma vantagem de 83% em processamento multinúcleo, chegando aos 87% de diferença no teste de renderização pura do Cinebench.
- Tarefas de Inteligência Artificial (Procyon AI): A NPU de 80 TOPS cilindrou a concorrência, oferecendo o dobro do desempenho da Intel e cerca de 2,4 vezes a velocidade da solução da AMD.
O detalhe que importa? É o desempenho na bateria vs máquinas ligadas à corrente
Mas o dado mais chocante de todo este relatório nem são as pontuações brutas no teto máximo.
É a forma como o chip gere a energia. Nos testes práticos da Signal65, o portátil com Snapdragon a funcionar apenas na bateria em modo ‘Equilibrado’ superou a máquina da Intel ligada diretamente à tomada em modo de ‘Desempenho Máximo’ em praticamente todos os testes de CPU e Inteligência Artificial.
Quem usa portáteis de trabalho sabe perfeitamente a dor de cabeça que é ter um computador potente que, assim que tiras o cabo da tomada, corta o desempenho para metade e descarrega a bateria em hora e meia. A Qualcomm conseguiu manter a potência no máximo com temperaturas controladas e um consumo energético minúsculo.
Menos dinheiro? Sim. Mas, muito mais máquina
A somar a isto temos o fator carteira. Os sistemas equipados com o Snapdragon X2 Elite Extreme começam nos 1.699 dólares, enquanto as configurações equivalentes da Intel atiram-se para os 2.299 dólares. (Em Portugal, a diferença deverá ser pior).
Na prática, a solução da Qualcomm oferece quase o dobro do desempenho por cada euro investido, deixando a Intel numa posição muito delicada para justificar o preço dos seus novos portáteis。
A Intel e a AMD continuam a ter a vantagem da compatibilidade legada sem necessitar de emulação em jogos antigos. Mas, no segmento da produtividade pura, eficiência e trabalho diário, o domínio do x86 está a ruir a olhos vistos.







