Snapdragon 835 chega a PCs Windows em 2017. E agora, Intel? 


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Os computadores Windows já não precisam de processadores x86. Depois de hoje, o Windows é totalmente compatível com a arquitectura ARM e isso muda tudo. Os primeiros computadores Windows ARM chegarão ao mercado já em 2017.

O anúncio foi feito durante a madrugada, na WinHEC (Windows Hardware Engineering Community) e não deixa margem para dúvidas, tal como o vídeo seguinte o demonstra: a versão base do Windows corre em sistema ARM, incluindo aplicações legacy x86 Win32.

A parceria anunciada hoje entre Qualcomm e Microsoft abre novas portas para a computação, ao libertar a última da dependência de processadores Intel. Mais importante, dá novo impulso à estratégia móvel da Microsoft, que pode consolidar as suas apps e produtos sem os custos acrescidos de versões extra, conforme a arquitectura do hardware.

E porque não computadores e smartphones dual boot?

Com o Windows 10 completo a correr em arquitectura ARM, os fabricantes poderão criar portáteis e 2-em-1 com processadores Qualcomm ou MediaTek, mesmo HiSilicon ou Exynos, onde poderão correr tanto o Windows, quanto o Android, e obviamente os dois.

No futuro não precisaremos de um computador para usufruir do Windows completo, nem precisaremos de um tablet ou smartphone para usufruir de Android.

Para a Intel, as notícias não são tão boas. Expulsa do mercado móvel, a Intel fazia o seu jogo até agora sem contestação no mundo do PC Windows em recrudescimento. A Qualcomm acabará agora com esse quase monopólio e a Intel terá de se adaptar depressa.

E a Google no meio e de tudo isto?

A Google divide a sua acção entre o Android para plataformas móveis e o Chrome OS que tem sido amplamente melhorado mas não possui a biblioteca de funcionalidades e aplicações, nem do Android, nem do Windows.

E até agora a Google não tinha que se preocupar: o Windows nunca foi um concorrente móvel de monta, e as incompatibilidades entre Win32 e ARM mantinham o potencial do Windows base firmemente fechado no mundo dos PCs.

No entanto, em 2017, poderemos correr apps universais Windows e Win32 a partir de um telemóvel ARM sem o continuum e alguns fabricantes poderão optar pelo dual boot.

Entretanto, a Google continua sem o grande sistema operativo unificador, o Andromeda. Não pode continuar sem ele por muito mais tempo e também a Google terá de acelerar a sua resposta a esta investida da Microsoft. Qualcomm e Google, afinal, sempre foram parceiros indissociáveis da revolução Android.

Já para os consumidores, as hipóteses que se abrem hoje são excepcionais.

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