Eu acredito muito honestamente que a corrida ao melhor hardware do planeta já não faz grande sentido no mundo dos smartphones. Mas, mesmo em tempos de crise, a Qualcomm parece ter uma surpresa reservada para o novíssimo Snapdragon 8 Elite Gen 6 Pro, que acabou de fazer a sua primeira aparição pública no AnTuTu.
Afinal, segundo uma fuga de informação partilhada na rede social Weibo, o novo monstro da Qualcomm registou uns astronómicos 4.835.412 pontos na versão 11 do teste de referência. Ou seja, estamos a falar de um salto que ronda os 20% face aos modelos mais bem pontuados equipados com o atual Snapdragon 8 Elite Gen 5 (como o REDMAGIC 11 Pro).
É um salto muito significativo!
A grande revolução está no GPU Adreno 850 e nos 2nm

Portanto, olhando com detalhe para as pontuações individuais deste protótipo (identificado internamente como a plataforma SM8975), há ganhos tanto no processamento geral como no lado gráfico, mas é no departamento visual que a coisa impressiona a sério. O novo chip gráfico Adreno 850 foi responsável pela maior fatia deste disparo de performance.
Isto dá força aos relatos recentes de que a variante “Pro” do processador vai trazer armas pesadas: fala-se em 18MB de memória gráfica dedicada, suporte nativo para memórias ultrarrápidas e algoritmos exclusivos de upscaling e geração de fotogramas por hardware. Exatamente o tipo de tecnologia que o mundo mobile precisa para aguentar os jogos AAA mais pesados sem derreter os componentes.
Do lado do CPU, a aposta passa por uma nova arquitetura de núcleos com uma configuração 2 + 3 + 3, onde os núcleos de performance máxima apontam para frequências brutais que podem chegar aos 5.00 GHz. É poder de cálculo de sobra para liderar qualquer tabela do Geekbench ou do AnTuTu durante meses a fio.
Números bonitos ou utilidade real no bolso?
Agora, temos de fazer o meu papel do costume e colocar alguma água na fervura. Bater perto dos 5 milhões de pontos no AnTuTu com um aparelho de testes é muito giro para fazer títulos de notícias e alimentar guerras de fórum na internet. Mas no mundo real, o que interessa verdadeiramente é saber como é que este processador se vai comportar fechado dentro de um telemóvel fino e sem ventoinhas dedicadas a soprar ar.
Se as marcas não conseguirem dissipar o calor gerado por velocidades de relógio a bater nos 5.0 GHz… O estrangulamento térmico (thermal throttling) vai entrar em ação aos 5 minutos de jogo. Como tal, a performance cai a pique. Além disso, com a transição para os 2nm e os custos de produção no teto, resta saber quanto é que os fabricantes de telemóveis vão ter de cobrar por estes novos topos de gama.
Performance a sério? Com um aumento de 20%? Incrível! Mas… Pagar mais 500€ em cima dos 1500€ da praxe? Se calhar não há grande necessidade.
Achas que este salto de potência faz falta aos smartphones modernos ou a indústria devia focar-se em baixar o consumo e os preços? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







