Normalmente, especialmente nas gamas mais altas, é normal ver números maiores na folha de especificações de um ano para o outro. Por vezes até pode nem ter grande impacto no uso do dia a dia, mas existe uma preocupação num aumento das especificações técnicas entre gerações de aparelhos.
Isto não vai acontecer na nova geração pensada para o próximo ano. Aliás, já estamos a assistir a isso mesmo com os recentemente lançados Pixel 11 da Google.
Smartphones: Isto nunca tinha acontecido… E é grave!

Portanto, isto é até curioso, porque a Google até foi uma das primeiras fabricantes a aumentar a capacidade de memória dos seus aparelhos, naquilo que foi uma gigantesca aposta na Inteligência Artificial.
Afinal de contas, o modelo base Pixel já contava com 12GB de memória RAM, enquanto os modelos Pro e Pro XL iam até aos 16GB. Isto era importante, porque apesar de serem aparelhos de gama alta, os Google Pixel eram significativamente mais baratos do que os rivais diretos.
Mas, com o lançamento do Pixel 11, a coisa mudou um bocadinho.
A crise de memória RAM anda a dificultar as coisas para as fabricantes, e claro, a Google não é exceção. (De facto, nem a Apple, que movimenta mais de 200 milhões de iPhones por ano é…)
Assim, o novo Pixel 11 continua com 12GB de memória RAM, porém, os modelos Pro e Pro XL começam nos 12GB em vez dos 16GB para a versão mais barata. De facto, continuam a existir versões com 16GB, mas, se as quiseres, terás de dar o salto para os modelos de 512GB ou 1TB.
Qual é a diferença de preço?
Bem, o modelo base do modelo Pro começa nos 1219€ com 12GB de RAM e 256GB de armazenamento. A versão Pro com 512GB de armazenamento interno e 16GB de memória RAM salta para os 1359€. Uma diferença de 140€.
Se vale a pena?
A realidade é que, além de mais espaço de armazenamento e mais memória RAM, os chips também são mais rápidos. Por isso, até fica um modelo bastante interessante. Ainda assim, a mais pura das verdades é que a esmagadora maioria dos utilizadores não vai notar grande diferença entre os 12GB e os 16GB de memória RAM. Isto é especialmente verdade na União Europeia (onde temos de incluir o nosso pequeno Portugal), onde algumas funcionalidades ainda estão limitadas ou nem sequer estão disponíveis.
O mais importante a reter no meio de tudo isto, é que o mercado está a mudar, e não é para melhor, nem é para mais barato.







