Os smartphones estão todos iguais? A Tecno, que é quase sempre uma das marcas que mostra coisas “giras” nos grandes eventos, acha que sim… e por isso decidiu tentar algo completamente diferente. Um smartphone modular, magnético e até “empilhável”. Sim, tipo LEGO!
Portanto, durante a MWC 2026, a Tecno apresentou dois conceitos que chamaram a atenção. O Atom e o Moda. Dois smartphones ultrafinos, mas com uma ideia muito diferente daquilo a que estamos habituados.
O problema aqui é… A Tecno apresenta sempre coisas muito interessantes, mas depois nunca as lança.
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Um smartphone que cresce contigo?

A base é simples. Tens um smartphone extremamente fino, com apenas 4.99 mm de espessura. Bonito, leve… mas com especificações bastante limitadas e tímidas. Mas, não tem de ser sempre assim, e é aqui que entra a magia.
A Tecno criou um sistema de módulos magnéticos que se ligam ao smartphone. Baterias extra, câmaras, colunas, carteiras, extensores Bluetooth… e até uma câmara mirrorless completa com lente dedicada.
E o mais curioso? Podes empilhar tudo.
Sim, podes literalmente colocar módulos uns em cima dos outros. Mais bateria, mais câmaras, mais funcionalidades. Tudo encaixa automaticamente com ímanes e pinos, sem configurações complicadas.
O limite… É o dinheiro que tens para gastar em módulos, basicamente.
Já vimos isto antes… mas não assim.
Claro que isto não é uma ideia completamente nova. Já tivemos tentativas como o Project Ara da Google, os Moto Mods da Motorola ou até experiências da LG como foi o caso do G5.
Mas nenhum destes sistemas chegou a este nível de flexibilidade.
De facto, aqui tens algo mais próximo de LEGO do que de um simples acessório.
Menos smartphone… mais liberdade?
A ideia da Tecno é interessante. Em vez de andares com um “monstro” no bolso, levas apenas o essencial… e acrescentas o resto quando precisares. Precisas de bateria? Mete mais módulos. Precisas de melhor câmara? Encaixa uma lente dedicada. Precisas de som? Junta uma coluna.
É uma abordagem modular a sério, não apenas um truque de marketing.
Mas há um problema…
Este tipo de conceito já falhou várias vezes no passado. Não por falta de ideia, mas por falta de adoção. Criar um ecossistema de acessórios proprietários nunca é fácil. E normalmente, as marcas acabam por desistir antes de a coisa ganhar tração.
Especialmente uma marca como a Tecno, que já provou ser capaz de fazer, mas está muito longe de ter o volume de uma fabricante top 5.
Ou seja, ninguém sabe quanto isto iria custar… e isso pode matar o projeto logo à partida.
No fim do dia… isto faz falta!
Mesmo sendo apenas um conceito, há aqui algo refrescante. O mercado está parado, repetitivo e sem grandes ideias novas.
A ser bem feito, isto tinha a sua piada nas prateleiras.







