Durante muitos anos, o smartphone foi visto como um complemento. Um aparelho para chamadas, mensagens, redes sociais, fotografias e pouco mais. O computador a sério continuava a viver na secretária, e normalmente é a partir do computador que as pessoas fazem compras ou tomam decisões mais a sério. Apesar de fazermos tudo no smartphone, ainda existe uma certa desconfiança, o que é engraçado.
Mas a realidade está a mudar. E está a mudar depressa! Algo completamente natural, porque no fundo, isto é o futuro. Ou seja, eu acredito que, num futuro que já não está assim tão longe quanto isso, a grande maioria das pessoas vai usar o smartphone como computador principal.
De facto, muitas já usam. Mas estou a falar de um nível um pouco mais alto.
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O telemóvel já tem potência a mais para aquilo que a maioria das pessoas faz!
A performance já está lá. E já temos provas disso no mercado. O MacBook Neo, que tanto deu que falar, é baseado no processador do iPhone 16 Pro. Aliás, curiosamente, é baseado numa versão ligeiramente menos poderosa.
Ou seja, o hardware evoluiu de forma absurda, os chips mobile estão cada vez mais eficientes, e o smartphone moderno já chega perfeitamente para o gasto de quase toda a gente.
O verdadeiro salto não vai ser no chip. Vai ser na forma como usamos o aparelho!
É aqui que a conversa fica realmente interessante. Porque o futuro não passa por transformar o smartphone num portátil pequeno. Nem sequer estamos a falar de dobráveis ou de qualquer coisa desse tipo.
Acredito que vai ser mais ou menos assim… Andas com ele no bolso durante o dia. Chegas a casa. Ligas a uma doca. Essa doca está ligada a um monitor, a um rato e a um teclado. E pronto. Tens ali o teu espaço de trabalho, o teu centro multimédia, a tua máquina de produtividade e até a tua plataforma de entretenimento.
Aliás, isso até pode ser uma coisa bem curiosa para a Apple, e um autêntico pesadelo para a Microsoft e o seu sistema operativo Windows. Consegues imaginar meter o iPhone na doca, e do nada tens um computador Mac à tua frente? É que isso já é possível. Mas, do lado Android, não vai haver Windows para ninguém. A Google vai obviamente empurrar a sua própria solução.
No fundo, a ideia é simples. Um único aparelho, vários contextos de utilização. Deixas de precisar de um PC desktop, ou de um portátil para o trabalho.
Também faz sentido porque a tecnologia está a ficar cara demais!
Há aqui outro detalhe muito importante. Tudo está a encarecer.
Smartphones estão caros. Portáteis estão caros. PCs estão caros. Componentes estão caros. Até as consolas estão caras. Assim, quando o mercado entra nesta espiral, começa a fazer cada vez mais sentido olhar para aquilo que já tens no bolso e perguntar uma coisa muito simples. Se isto já faz quase tudo, porque raio é que eu preciso de comprar mais uma máquina?
É precisamente aqui que o smartphone ganha força como computador principal do futuro. Não porque vá matar completamente o portátil ou o desktop. Mas porque, para muita gente, vai começar a tornar esses produtos opcionais.
Claro que ainda há problemas
Isto não significa que o futuro já chegou em pleno. Ainda faltam coisas. Não acredito que isto vá acontecer já. Mas, também acredito que isso não acontece por falta de vontade das fabricantes.
O computador não vai morrer. Vai encolher até caber no bolso?
Estás comigo nesta opinião? Ou estou a sonhar demasiado alto?






