Já todos vimos isto no cinema. Assim a personagem olha pelo espelho, percebe que a estão a seguir, carrega no acelerador e transforma a cidade num circuito de rali. Na vida real, se fizeres isso, o mais provável é teres um acidente e continuares em perigo. Se algum dia desconfiares que estás a ser seguido enquanto conduzes, o objetivo não é “dar show”, trata-se de sair dali em segurança.
Como perceber se estás MESMO a ser seguido
Ver o mesmo carro atrás de ti durante algum tempo não significa automaticamente perigo. Pode ser só alguém a fazer o mesmo trajeto. Mas há truques simples para testar a situação sem entrares em pânico.
Na cidade, o clássico é o das quatro curvas: faz quatro viragens à direita, basicamente uma volta ao quarteirão. Se o carro repetir cada uma delas, a probabilidade de ser coincidência cai a pique. Em vias rápidas ou autoestradas, podes sair na próxima saída (mesmo que não seja a tua), andar alguns metros e voltar logo a entrar. Se o carro fizer exatamente o mesmo, há motivo para desconfiança.
Outra forma é mudares o teu ritmo: abrandar uns 10–15 km/h abaixo do limite, numa faixa segura. A maioria dos condutores vai ultrapassar; se aquele carro se mantiver firme atrás de ti durante vários minutos, já não parece apenas “companhia de estrada”.
Em tudo isto, há uma regra crítica: mantém a calma. Conduz normalmente, sem travagens bruscas nem mudanças de faixa agressivas. O objetivo é perceber o que se passa sem criar um segundo problema.
Regra nº 1: nunca vás para casa
Se desconfias seriamente que estás a ser seguido, há um erro gigantesco a evitar. Assim não vás para casa. Ao fazê-lo, estás a entregar a quem te segue o local onde vives, onde estacionas e onde te podem apanhar distraído mais tarde.
Em vez disso, mantém-te em zonas públicas e iluminadas e escolhe um destino seguro: esquadra de polícia, quartel de bombeiros, hospital, grande centro comercial com segurança e câmaras. Se tiveres acesso a um condomínio fechado ou local de trabalho com vigilância e cancela, também pode ser uma boa opção. O importante passa por nunca apontar o carro para casa ou para um sítio isolado.
O que fazer a seguir e o que NUNCA fazer
Se tiveres sistema mãos-livres, liga para o 112 enquanto segues para um local seguro. Assim explica a situação com calma: há quanto tempo o carro te segue, que zona estás a percorrer, como é o veículo e para onde te estás a dirigir. Se estiveres no estrangeiro, convém saber de antemão qual é o número de emergência local.
Se não conseguires falar com as autoridades, liga a alguém de confiança, explica o que está a acontecer e envia a tua localização em tempo real.
O que não deves fazer: entrar em corrida louca, tentar “perder” o carro com manobras perigosas, ir para ruas desertas ou confrontar diretamente quem te segue. Isso só aumenta o risco de acidente ou de confronto físico.
Entretanto casos em que ladrões seguem carros a partir de bancos, centros comerciais ou zonas de movimento existem mesmo. Por isso, se um dia o teu instinto disser “isto não é normal”, ouve-o.







