O iPhone Duo é um smartphone que, apesar de ser extremamente interessante do ponto de vista tecnológico e esteticamente muito bem conseguido, é absurdamente caro para a realidade da esmagadora maioria dos portugueses. De facto, nem é só dos portugueses, é de qualquer pessoa com 2 dedos de testa.
Basta dar uma vista de olhos pelas caixas de comentários na internet para perceber que a revolta com a etiqueta de preço é generalizada.
Mas desde quando é que o preço foi algum travão para a Apple?

Portanto, o hype à volta do primeiro dobrável da gigante norte-americana corta-se com uma faca, e eu acredito muito honestamente que isto vai ser um autêntico estrondo comercial. Até porque este aparelho leva o conceito de estatuto do ecossistema Apple ao seu expoente máximo. Pousar um iPhone Duo em cima da mesa de um café em 2026 ou 2027 vai ser o derradeiro símbolo de ostentação tecnológica.
Até porque, segundo vários rumores, a produção é um “pouquinho limitada”, com a estimativa de 10 milhões de unidades.
Mas, se um telemóvel que custa 2400 euros esgotar nas primeiras semanas, estamos perante o pior cenário possível para o mercado mobile. E a culpa deste precedente perigoso vai ser inteiramente nossa, os consumidores.
Se o iPhone Duo esgotar: É um pesadelo à vista para a tua carteira!

Como deves imaginar, no fim do dia, a lei do mercado é implacável. Se um produto é caro, mas voa das prateleiras a ponto de rebentar o stock, então não é caro. É uma matemática simples e cruel.
Ou seja, se o iPhone Duo se transformar num sucesso de vendas, a mensagem que os compradores enviam para toda a indústria é devastadora. Significa que o público não se importa de enfiar a mão no bolso e estoirar muito mais dinheiro do que os já absurdos 1500€ que antes pareciam ser o teto máximo do mercado. E aqui bate o ponto central… Se a Apple pode cobrar isto e vender tudo, as fabricantes Android vão achar que têm o direito de fazer rigorosamente o mesmo.
Mas… Os dobráveis Android sempre foram caros.
Verdade! E por isso, não vendiam. Se a Apple legitimar o preço, o jogo muda para todos.
Não tenhas a menor dúvida sobre o que vem a caminho. Se o iPhone 18 Pro arranca agora nos 1499€ e o iPhone 18 Pro Max salta para os 1649€, marcas rivais vão usar isso de desculpa imediata. Os futuros Galaxy S27 Ultra da Samsung, o Xiaomi 18 Pro Max e os topos de gama das marcas chinesas vão todos seguir à risca esta mesma cartilha de inflação forçada.
Em suma, no momento em que o consumidor valida um telemóvel a 2400€, a indústria perde a vergonha toda.








