Como deves saber, a atual geração de consolas tem os dias contados. Sim, o mundo dos componentes está no caos, com preços completamente descabidos no lado da memória (e não só). Mas a Sony não pode simplesmente adiar o lançamento dos projetos já delineados, porque… Seria absurdamente mais caro rasgar contratos do que lançar produtos mais caros.
Aliás, no fim do dia, se uma consola for cara, quem a paga és tu. O custo extra é sempre passado para o consumidor. Isto enquanto o contrato rasgado já seria um encargo da Sony. Isto é especialmente verdade nestes novos tempos em que a Sony se recusa a subsidiar o custo das suas novas consolas.
Por isso, é esperado que a PS6, bem como uma PlayStation Portátil, seja lançada algures entre 2027 e 2028.
Como assim a Sony recusa “subsidiar”?
Portanto, caso não saibas, durante muitos anos, as grandes marcas do mundo das consolas perdiam dinheiro na venda de consolas. Como exemplo, é estimado que, nos tempos de lançamento da PlayStation 3, a Sony perdesse cerca de 100€ a 200€ por unidade. Ou seja, a consola era vendida a 600€, mas a sair das linhas custava 700€ a 800€.
Era uma estratégia arriscada, mas muito inteligente, porque no fim do dia, era mais importante para a Sony vender consolas, e assim criar uma base de utilizadores, do que ganhar dinheiro em cada pedaço de hardware vendido ao público. Porquê? Simples. A Sony ia buscar o dinheiro aos jogos e aos serviços. Alias, isto resultava tão bem, que aconteceu com a PS4 e, de facto, também com a PS5.
O problema é… O hardware está extremamente mais caro e, de facto, a margem no lado do software já não é aquilo que foi em tempos. Desenvolver um jogo custa agora muito mais dinheiro e, como não há espaço para aumentar o preço dos jogos, a não ser que GTA 6 mude esse paradigma, é preciso ir buscar dinheiro a outros lados.
Por isso, a PS6 pode vir a ser lançada perto dos 1000€ na Europa.
Eu, muito honestamente, acho isso difícil.
Uma PS6 a 1000€ derrota completamente aquilo que é o mundo das consolas. Deixa até de fazer sentido a existência de uma consola como produto para as massas. A consola, de facto todas as consolas, sempre foi pensada para ser um produto acessível e francamente poderoso face ao preço, e claro, face ao sempre mais poderoso PC Gaming.
Mas, se uma PS5 Pro custa 849€, faz todo o sentido que uma PS6 mais evoluída, com mais memória, chips mais poderosos, etc… custe 999€. De facto, com algum azar, se as coisas continuarem assim, esse valor até pode ser mais alto.
O que levanta a questão… O que fazer?

Se uma consola for demasiado cara para a grande maioria das pessoas, o que se faz? O que se compra?
Pode acontecer aquilo que aconteceu com a PS4 no início do ciclo de vida da PS5. Ou seja, os jogadores podem continuar “presos” à geração anterior e, como é óbvio, se existirem milhões de consolas “velhas” ainda ativas, é mais do que óbvio que vão continuar a ser lançadas versões dos mais recentes títulos.
Mas existe um outro caminho… O streaming!
Sim, o streaming já esteve nas bocas do mundo, mas também já falhou várias vezes. Ora porque a ligação era má. Ora porque existia um atraso significativo entre o carregar de um botão e a resposta no ecrã, etc… Mas as coisas mudaram muito ao longo dos últimos anos.
Hoje em dia consegues um tarifário de dados ilimitado a 7€ por mês em Portugal, que podes depois usar para… Jogar o que quiseres, onde quiseres, com grande qualidade. Além disso, os serviços de streaming estão também bastante mais evoluídos, eficientes e, por isso, apelativos.
Ou seja, podemos estar prestes a olhar para um futuro onde ninguém tem hardware, para todos terem uma qualquer subscrição a um serviço de streaming para jogar os títulos favoritos. Isto pode mudar por completo o mercado de videojogos. Onde deixa de ser preciso ter hardware específico, para apenas ter uma conta para fazer log-in.
É o fim das consolas como as conhecemos? Talvez. Mas apenas se as consolas de nova geração chegarem às prateleiras a preços absurdos.
Antes de mais nada, o que pensas sobre tudo isto? Compravas uma PS6 a 1000€?








