Samsung pode ultrapassar a NVIDIA em lucros puros e duros. E ainda vai ganhar muito dinheiro com o iPhone dobrável da Apple!
A Samsung anda numa fase muito curiosa. Enquanto muita gente continua a olhar para a marca apenas como fabricante de smartphones, a realidade é bem diferente. A gigante sul-coreana está a ganhar força em várias frentes ao mesmo tempo, e pode estar prestes a fazer algo que parecia quase absurdo há pouco tempo. Tornar-se mais lucrativa do que a NVIDIA.
Aliás, ao mesmo tempo, a empresa terá também garantido um contrato exclusivo de três anos com a Apple para fornecer os ecrãs dobráveis do futuro iPhone Fold, ou iPhone Ultra, dependendo do nome que a marca decidir usar.
A Samsung está a ganhar em todo o lado
A Samsung não faz apenas e só smartphones. Faz tudo ou quase tudo. Dito isto, no mundo da tecnologia de consumo, a gigante Sul-Coreana faz memória, ecrãs, SoCs, modems, armazenamento, etc… É um absurdo, e como é óbvio, é uma máquina de fazer dinheiro.
Por isso, segundo as previsões mais recentes, a Samsung pode fechar 2026 com lucros operacionais absolutamente absurdos. E se os números se confirmarem, a empresa pode mesmo passar para a frente da NVIDIA, ainda que por uma margem curta.
Isto diz muito sobre o momento do mercado. A NVIDIA continua fortíssima por causa da febre da inteligência artificial, claro. Mas a Samsung está a aproveitar várias ondas ao mesmo tempo, especialmente a crise da memória, que continua a empurrar preços para cima e margens para níveis ridículos.
Mas o detalhe mais interessante pode estar na Apple!
No meio de toda esta força, há um detalhe que chama logo a atenção. A Apple terá escolhido a Samsung como fornecedora exclusiva dos ecrãs dobráveis para os próximos três anos.
Isto não é uma vitória qualquer. É um selo de confiança vindo da empresa que mais gosta de controlar tudo, apertar fornecedores ao máximo e exigir níveis absurdos de qualidade em cada componente.
Ou seja, se a Apple vai mesmo depender da Samsung para o seu primeiro dobrável, é porque percebeu uma coisa muito simples. Neste momento, ninguém faz isto ao mesmo nível.
A BOE e a LG ficam para trás. E isso também diz muito.
Esta escolha da Apple também serve para expor a dificuldade que outras fabricantes continuam a ter neste segmento. A BOE ainda não convence a sério no lado dos OLED dobráveis, e a LG Display continua sem o mesmo historial neste tipo de painel.
No fundo, a Apple pode até querer diversificar fornecedores, como sempre faz. O problema é que, neste caso, a margem para inventar parece muito curta.
Se queres lançar um iPhone Fold que não envergonhe a marca, tens de ir ter com quem realmente sabe fazer o componente mais importante. Neste caso, isso significa Samsung.
Isto é quase humilhante para a Apple? Talvez um bocadinho.
Há aqui uma ironia deliciosa. A Apple vai entrar tarde no mercado dos dobráveis, muito provavelmente vai vender o produto como se tivesse reinventado o segmento, e pelo meio vai depender diretamente da empresa que mais fez por manter esta categoria viva durante anos.
Ou seja, a Samsung não só abriu caminho para os dobráveis, como agora ainda vai ganhar dinheiro com a entrada da Apple no mesmo segmento.
É o melhor dos dois mundos. Continua a vender os seus Galaxy Z, continua a dominar a produção de painéis, e ainda recebe uma bela fatia do hype que a Apple inevitavelmente vai gerar.









