Se acompanhas o mundo da tecnologia de perto, sabes que a Samsung revelou recentemente a sua nova linha Galaxy S26. A empresa confirmou que os seus novos telemóveis topo de gama bateram todos os recordes de pré-vendas e alcançaram um crescimento enorme em vários mercados. No entanto, esse sucesso nas lojas pode não ser suficiente para evitar uma crise financeira sem precedentes na divisão que fabrica o teu smartphone. É a primeira vez que a Samsung pode, de facto, ter prejuízo.
O prejuízo da Samsung: o aumento insustentável dos chips de memória
De acordo com as informações divulgadas pelo portal FNNews, a Samsung Electronics colocou a sua divisão mobile em modo de gestão de emergência. Apesar de o Galaxy S26 ser um verdadeiro sucesso de vendas, a fabricante enfrenta um desafio de rentabilidade gigantesco devido à subida galopante dos preços dos chips de memória. Durante o último ano, o custo destes componentes internos disparou uns impressionantes 850 por cento. Consequentemente, esta escalada destruiu quase por completo a margem de lucro da marca.
Uma quebra financeira histórica
Por outro lado, os números previstos são assustadores. A divisão mobile reportou um lucro operacional de cerca de 8,62 mil milhões de dólares no ano passado, mas esse valor pode afundar para apenas 3,34 mil milhões este ano. Ademais, a sua margem de lucro, que se situava nos 11 por cento no início de 2025, pode cair para uns meros 3 por cento.
Vários analistas apontam que manter uma margem de apenas 1 por cento será um autêntico milagre ao longo de 2026. Por conseguinte, a divisão arrisca-se a registar o primeiro prejuízo financeiro de toda a sua história. Importa referir que este problema afeta toda a indústria, pelo que marcas concorrentes como a Xiaomi, Honor, OPPO e Vivo enfrentam exatamente o mesmo pesadelo de custos.
Cortes radicais e reestruturações
De igual modo, as divisões de eletrodomésticos e de televisores da marca também estão a passar por dificuldades idênticas. Para tentar travar esta sangria financeira, a empresa ordenou uma redução drástica de 30 por cento nas despesas gerais de todas as suas divisões de negócio. Como parte destas medidas extremas, alguns funcionários poderão mudar de departamento e vários quadros superiores fortemente incentivados a aceitar reformas antecipadas como refere o site Sammobile.
Em suma, as regras de contenção são tão apertadas que até as viagens de negócios dos diretores sofreram alterações. Anteriormente, os executivos podiam viajar em classe executiva com total conforto. Portanto, com o novo plano de poupança em vigor, são agora obrigados a voar em classe económica sempre que a viagem durar menos de 10 horas.









