As câmaras dos smartphones modernos são incríveis, isto é um facto. Hoje em dia é raro o consumidor que compra um bom smartphone, e sente falta de mais alguma coisa. Sendo exatamente por isso que o mercado das câmaras dedicadas está hoje em dia muito diferente, e claro, muito mais virado para os profissionais.
Mas, mesmo tendo em conta toda a qualidade dos smartphones modernos, ainda há um “coisinha” a resolver. Apontas a câmara para um monumento iluminado, para um candeeiro de rua ou para os faróis de um carro e, de repente, o ecrã fica inundado por borrões esverdeados, reflexos parasitas e bolas de luz que estragam por completo o enquadramento.
Estamos a falar do infame lens flare.
Samsung tem plano para resolver o maior problema da fotografia

Portanto, o “lens flare” é um defeito ótico que há anos persegue os topos de gama de todo e qualquer marca de smartphones.
E qual é a resposta genial da Samsung para tentar tapar o problema em 2026?
Não vai ser hardware, porque isso é caro e o mercado já anda a roçar o absurdo. A solução da marca é atirar mais Inteligência Artificial para cima do problema!
Ou seja, uma fuga de informação recente revela que a tecnológica está a testar algoritmos avançados de pós-processamento para apagar os reflexos à força por software, preparando a estreia deste remendo digital para a futura família Galaxy S27!
Mas… As outras andam a investir mais.
De acordo com o conhecido leaker “kro”, a Samsung desenvolveu um protótipo de software com processamento generativo que consegue identificar e eliminar por completo os artefactos de luz causados pelos reflexos internos das lentes.
Os resultados internos têm sido descritos como impressionantes, mas a própria necessidade deste recurso expõe algo estranho.
Basta olhar para o que a concorrência asiática tem feito no mundo real:
- A lição da ZEISS na Vivo e na Sony: Fabricantes chinesas de topo não precisam de inventar algoritmos pesados para adivinhar o que estava por trás de um reflexo. Utilizam o lendário revestimento T* da ZEISS nos elementos de vidro das câmaras. Este tratamento físico antirreflexo elimina quase a totalidade das luzes fantasma, mantendo a nitidez natural e preservando a fidelidade da cena sem filtros artificiais.
- O perigo do processamento agressivo: Quando deixas um algoritmo de IA apagar reflexos depois do disparo, a imagem final tende a perder textura, a criar manchas esbatidas nos pontos escuros e a alterar a iluminação real que os teus olhos estavam a ver.
- A estagnação do hardware nos Galaxy: Se olharmos para o atual Galaxy S26 Ultra e para os rumores do Galaxy S27 Ultra, a evolução das câmaras secundárias tem sido dececionante. Sensores ultra grande angular e teleobjetivas que quase não mudam de tamanho de geração para geração, enquanto os concorrentes diretos colocam sensores gigantes de uma polegada em quase todas as distâncias focais.
O que esperar da gama Galaxy S27?
Tudo aponta para que esta novidade de software chegue ao mercado no início de 2027, acompanhando o lançamento dos novos Galaxy S27, S27+, S27 Pro e S27 Ultra.
Mas a verdade nua e crua é que a Samsung já não dita as regras do jogo no campeonato da fotografia móvel. Essa proeza está no lado das marcas Chinesas.








