Houve um tempo em que esperar por um novo topo de gama da Samsung era o ponto alto do ano para quem gosta de tecnologia a sério. A gigante sul-coreana fazia do seu desporto favorito fazer melhor que a Apple, e também melhor que a Huawei, ao adotar tecnologias recentes, muitas delas sem provas no mercado.
- Nota: Esta parte da Huawei é importante reter.
Infelizmente, hoje em dia, olhar para um lançamento da Samsung é assistir a uma aula de pura reciclagem de componentes, com preços cada vez mais altos e quase zero inovação palpável. Mas, isto só acontece porque… A culpa é nossa.
Para quê gastar milhões a arriscar em novidades se o consumidor vai à loja e compra exatamente o mesmo telemóvel ano após ano?
O comodismo da Samsung irrita? Não, é o novo normal.
Basta olhar para a gama Galaxy S.

O smartphone é basicamente igual ao do ano passado, porém com mais IA e preços ligeiramente mais altos. Aliás, de facto, o Galaxy S26 Ultra continua preso a uma bateria de 5000 mAh. Estamos a falar da mesmíssima capacidade de bateria que a Samsung estreou no primeiro modelo Ultra em 2020. São seis anos consecutivos sem mexer uma palha neste departamento.
Enquanto isso, marcas como a Xiaomi, a HONOR ou a OPPO já usam baterias de silício-carbono de alta densidade há anos. Aliás, chegamos ao ponto ridículo de ver aparelhos de gama média chineses com 8000 mAh de bateria, enquanto um monstro de 1500€ da Samsung teima em não sair da sua zona de conforto.
No zoom fotográfico passa-se exatamente o mesmo. Enquanto a Samsung continua com a sua lente de 5x no Ultra, os topos de gama chineses metem sensores periscópicos com zoom de 10x e sensores brutais de 200 MP que deixam qualquer um envergonhado.
A ausência da Huawei também tem culpa.

Tudo mudou quando a Huawei levou com as sanções dos Estados Unidos e foi empurrada para fora do tabuleiro global.
Até aí, a Samsung sentia a pressão da concorrência na nuca e tinha mesmo de apresentar novidades brutais para não perder a coroa. Agora, sem a rival mais perigosa à perna, e com marcas como a Xiaomi e a OPPO praticamente barradas do mercado norte-americano, a Samsung sentou-se à sombra da bananeira.
O resultado está à vista de todos… O Galaxy S26 Ultra foi o smartphone Android mais vendido do mundo no segundo trimestre de 2026, com a gama a vender 15% acima da geração anterior. Mais grave ainda, todos os dez aparelhos Android mais vendidos nesse período pertencem à Samsung. Ou seja, por muito que os entusiastas reclamem nos fóruns e peçam mais bateria, melhor refrigeração ou designs diferentes, a folha de Excel da empresa diz o contrário.
Não é preciso fazer diferente, porque, como sempre, em equipa que ganha não se mexe.
Antes de mais nada, o que pensas sobre tudo isto? Partilha connosco a tua opinião na caixa de comentários em baixo.








