Galaxy S26 FE parece confirmar o pior. A Samsung já não quer saber desta gama como pareceu em tempos.
Ou seja, houve uma altura em que a sigla FE significava alguma coisa no mundo Samsung. Ou seja, significava uma espécie de atalho inteligente para o topo de gama. Menos dinheiro, menos exagero, mas ainda assim muito smartphone para o dinheiro que se deixava em cima da mesa. Era uma proposta que fazia sentido para quem queria boa experiência sem entrar nos preços absurdos dos Ultra.
O problema é que essa lógica parece cada vez mais morta. Aliás, apesar de ter dado origem a vários bons produtos, a gama FE sempre foi uma confusão. Agora… Parece que existe uma desistência no lado da Samsung. Ou seja, este Galaxy S26 FE volta a dar a sensação de que a Samsung já não olha para esta linha com a mesma ambição de outros tempos.
Galaxy S26 FE pode chegar bem mais fraco do que devia
Portanto, os primeiros sinais não são animadores. O benchmark que apareceu online aponta para um Galaxy S26 FE com Exynos 2500, ou seja, um chip da geração anterior, bem distante daquilo que a Samsung que a Samsung tem em mãos com o muito interessante Exynos 2600 de 2nm.
E isto nota-se… A diferença de desempenho é demasiado grande para ser ignorada, especialmente numa altura em que a própria Samsung continua a vender a ideia de IA, produtividade e longevidade como argumentos centrais do smartphone premium moderno.
No fundo, a marca está a pedir ao consumidor que aceite pagar por um FE com cara de flagship, mas um coração que está longe da gama alta.
O mais estranho é que a Samsung já soube fazer isto (muito melhor)
É isso que mais me chateia nesta gama. Porque a linha FE não nasceu para ser uma versão envergonhada do topo de gama. Nasceu para ser a versão sensata.
O Galaxy S20 FE percebeu isso muito bem. Um smartphone que adorei usar, e que de facto fez imenso sucesso. E foi precisamente por isso que vendeu tanto e ganhou tanta força. A Samsung, nessa altura, ainda parecia interessada em fazer desta linha uma escolha realmente especial.
Hoje já não parece. É apenas uma forma de encher calendário, e responder às rivais.
Depois há a RAM. E aí a história piora.
O outro detalhe que salta logo à vista é a manutenção dos 8 GB de RAM.
Claro que vai dar para o dia a dia. Claro que muita gente nem vai reparar. Mas a questão aqui não é se funciona. A questão é se faz sentido num mercado onde a própria marca anda a empurrar IA para tudo o que mexe.








