Durante muitos anos, a memória era vista como uma parte importante do mercado, claro. Mas nunca como a grande estrela da festa. Aliás, até há bem pouco tempo, podias comprar um belo kit de RAM DDR5 ou 1TB de armazenamento interno, a um preço que te deixaria com um sorriso no rosto. Isso mudou. Hoje, no meio da corrida louca à inteligência artificial, a DRAM e a NAND passaram de componente essencial para ouro puro.
Pois… Poucas empresas estão a aproveitar isso tão bem como a Samsung.
Só a DRAM da Samsung já vale uma fortuna
Os números mais recentes mostram bem o tamanho da loucura. Só o negócio de DRAM da Samsung terá gerado qualquer coisa como 37 mil milhões de dólares no primeiro trimestre de 2026. Se juntarmos a NAND, a receita total do lado da memória sobe ainda mais, para valores que há uns anos pareceriam completamente absurdos.
Isto ajuda a perceber uma coisa muito importante. A Samsung não está apenas a beneficiar da onda da IA. Está a surfar em cima dela com uma prancha gigante.
A escassez virou oportunidade?
O curioso no meio disto tudo é que aquilo que para o mercado tem sido um problema, para a Samsung transformou-se numa oportunidade histórica. A falta de memória no mercado, os gargalos na cadeia de abastecimento e a incapacidade de responder a toda a procura criaram exatamente o cenário perfeito para quem já tem escala, capacidade de produção e clientes a bater à porta.
No fundo, enquanto muita gente se queixa dos preços, a Samsung está a olhar para esta fase como uma mina de ouro.
A IA não quer só chips. Quer memória em quantidades absurdas
Muita da conversa à volta da inteligência artificial anda sempre à volta da NVIDIA, dos aceleradores, das GPUs e dos processadores mais avançados. Tudo isso é importante, claro. Mas a memória está a tornar-se quase tão crítica como o resto.
Porque de pouco serve ter hardware brutal se depois não tens largura de banda, capacidade e velocidade de memória para acompanhar a carga. É exatamente aqui que a DRAM entra com força total, e é também por isso que a Samsung está tão bem posicionada.
HBM, LPDDR, DDR. Está tudo a mexer!
Outra parte importante desta história é que não estamos a falar apenas de um tipo de memória. A procura está forte em várias frentes. Há DRAM tradicional a alimentar servidores e infraestrutura em escala, há LPDDR e DDR a continuarem importantes em várias categorias, e depois há o lado da HBM, que se tornou absolutamente essencial para o novo hardware focado em IA.
Ou seja, a Samsung está a ganhar em várias frentes ao mesmo tempo. E isso ajuda a explicar porque razão este ciclo parece tão agressivo.
Quem tem capacidade manda…
No fim do dia, esta fase do mercado resume-se a uma coisa muito simples. Quem tem capacidade de produção, manda. Quem não tem, espera e paga.
A Samsung continua a ter uma das maiores estruturas de produção do mundo, e isso coloca a empresa numa posição privilegiada para servir tanto o lado empresarial como o lado do consumo. Não é apenas uma questão de tecnologia. É escala, músculo industrial e timing.
No fim do dia, a Samsung pode ser uma das maiores vencedoras desta nova era. O que é muitíssimo interessante nos tempos que correm.
Muita gente associa a corrida da IA a empresas como NVIDIA, Microsoft, Amazon ou Meta. E faz sentido. São nomes gigantes e estão no centro da conversa. Mas a Samsung está a ganhar uma batalha diferente, mais silenciosa e talvez igualmente importante.








