A Samsung pode não estar a dominar o mercado dos smartphones como já conseguiu no passado, mas continua a fazer aquilo que mais ninguém faz tão bem… Empurrar a tecnologia que serve de base para tudo, para a frente.
Ou seja, depois de semanas a falar-se de DRAM mais cara, escassez de chips e SSDs a subir de preço, eis que a gigante coreana chega-se à frente com um avanço daqueles que podem mudar tudo.
Samsung descobriu armazenamento super poupadinho!
Segundo um artigo publicado na revista científica “Nature”, assinado por 34 investigadores, a Samsung desenvolveu um novo tipo de NAND flash capaz de reduzir o consumo energético em uns impressionantes 96%. Não é um erro. São mesmo 96%.
Algo incrível que pode ser uma revolução tanto para smartphones como para centros de dados dedicados à inteligência artificial.
O que muda?
O truque está no uso de transístores ferroelétricos, que permitiram aos investigadores criar uma forma de controlar o consumo elétrico mesmo quando o número de camadas e a densidade de memória continua a crescer. Hoje, cada nova geração de NAND consome mais energia, especialmente quando se fala em operações de leitura e escrita. Essa tendência só ia piorar com memórias de 400, 500 ou 700 camadas que estão no horizonte.
Ao usar estes transístores especiais, a Samsung encontrou uma forma de bloquear correntes abaixo do limite considerado útil, o que reduz drasticamente as perdas por fuga de corrente. É precisamente esse desperdício que faz as NAND tradicionais gastarem energia mesmo quando não deviam.
Num smartphone, isto traduz-se facilmente em mais autonomia.
Além disso, também significa menos calor, menos gasto energético em standby e mais eficiência geral. Para centros de dados focados em IA, significa contas de eletricidade muito mais baixas. E com GPUs e NPU cada vez mais esfomeados, isto pode ser a diferença entre escalar uma infraestrutura ou ficar preso aos custos operacionais.
Mas agora chega a pergunta que interessa: quando é que isto chega aos produtos reais?
Essa é a parte menos glamorosa. O artigo não menciona datas, nem sequer pistas. A tecnologia funciona, bate recordes e é promissora, mas transformá-la num chip UFS 6.0 ou 7.0 pronto para smartphones demora tempo. E claro, não falta espaço para imprevistos técnicos pelo caminho.
Entretanto, pelo menos por agora, a indústria está de olho na chegada dos chips UFS 5.0, que serão o próximo grande salto nos smartphones Android premium. O que vier a seguir depende desta investigação avançar para produção. Se correr bem, poderá ser o maior avanço na eficiência de memória em décadas.
Em suma, até lá, fica uma certeza. Se esta tecnologia chegar ao mercado, a Samsung volta a colocar-se num patamar que nenhum outro fabricante de memória consegue tocar.







