Galaxy A18 4G: A Samsung perto de zero, mas quer mais 100€ na fatura? – Há dias em que olhar para os lançamentos da gama média me faz ferver o sangue, e este é um deles.
A Samsung domina as tabelas de vendas em Portugal há anos com a sua série Galaxy A, coisa que eu achava não ser possível, tal é o poder dos Redmi Note da Xiaomi no nosso mercado. Mas, estes são os telemóveis que a malta compra às carradas nas operadoras, que oferece aos pais no Natal ou que compra quando o antigo parte o ecrã.
Sabendo disso, o que é que a gigante sul-coreana faz? Aumenta o preço.
Samsung: Até os smartphones low-cost vão ficar caros.

Portanto, as especificações e imagens do novo Samsung Galaxy A18 4G acabam de ser reveladas na totalidade e o cenário é de quase insulto à inteligência de quem compra. O aparelho é rigorosamente idêntico ao Galaxy A17 do ano passado, mas vai chegar às lojas com um salto de preço absurdo de 100 euros!
Ou seja, enquanto o modelo anterior estreou no mercado por uns simpáticos 199€. Agora, sem vergonha nenhuma na cara, a marca prepara-se para pedir 299€ pela versão base deste A18. Uma subida de 50% de um ano para o outro num smartphone de entrada que nem 5G traz de origem!
O que mudou?
Se colocares o Galaxy A18 ao lado do A17 em cima de uma mesa de café, desafio qualquer pessoa a distingui-los sem olhar para a caixa. A Samsung limitou-se a carregar no botão “copiar e colar” nas linhas de montagem:
- A mesma frente: Temos um ecrã AMOLED de 6,7 polegadas FHD+ a 90Hz, mas com a velhinha monocelha em gota no topo e aquele “queixo” inferior bem grosso que já devia ter desaparecido há três gerações.
- A mesmíssima estrutura: Mantém a protuberância “Key Island” na lateral onde moram os botões de volume e energia, traseira lisa com as três lentes alinhadas na vertical e as mesmas cores de sempre (Preto, Azul Claro e Prateado).
- Proteção básica: Certificação IP64 contra salpicos e poeiras, corpo com 7,7 mm de espessura e 193 gramas de peso.
Helio G99 e 4GB de RAM em pleno 2026? A sério, Samsung?!
O verdadeiro escândalo está debaixo do capô. Pedir praticamente 300 euros por um telemóvel e enfiar lá dentro o processador MediaTek Helio G99 acompanhado por uns miseráveis 4GB de RAM na versão base devia dar direito a intervenção das autoridades do bom senso.
O Helio G99 foi um chip honesto no seu tempo? Foi. Mas anda a equipar telemóveis baratos há anos. Meter 4GB de memória RAM com a pesada interface One UI da Samsung em cima é pedir para ter soluços e lentidão ao fim de seis meses de uso com aplicações como o WhatsApp, Instagram e navegação web aberta em simultâneo.
O resto do pacote segue o mesmo caminho.
- Câmaras recicladas: Sensor principal de 50 MP (f/1.8), acompanhado por uma ultra grande angular anémica de 5 MP e a velha câmara macro inútil de 2 MP apenas para fazer número na carcaça.
- Bateria e carregamento: Mantêm-se os clássicos 5.000 mAh com suporte para carregamento a 25W (e boa sorte a encontrar o carregador dentro da caixa).
- Armazenamento: Opções de 128GB e 256GB, mantendo pelo menos a ranhura para cartões microSD até 2TB.
A desculpa dos custos aqui não cola.
Sim, a memória está cara. Mas, 4GB de RAM, um SoC velho e sem 5G a 300€? Não pode ser. Nem a Apple era capaz disto.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Darias 300 euros por um smartphone com 4GB de RAM e processador antigo? Só porque tem o símbolo da Samsung na traseira, ou isto já ultrapassa todos os limites do razoável?






