A Samsung acordou para a vida e rende-se às baterias de Silício-Carbono com os novos dobráveis.
Ora bem, enquanto as marcas chinesas andam há meses a enfiar baterias gigantescas em corpos super finos, a gigante sul-coreana continuava presa às velhinhas células de lítio. Mas a espera acabou! A linha Galaxy Z Fold 8 e Z Flip 8 são os primeiros da marca a adotar a tecnologia de Silício-Carbono (Si-C).
Claro que a Samsung não inventou a roda e chega extremamente atrasada a esta corrida. Contudo, ver a maior fabricante de smartphones do mundo dar finalmente este passo é o sinal claro de que o mercado mudou de vez.
Caso para dizer finalmente.
O trauma do Note 7 e a desculpa da “segurança”!

A grande vantagem do Silício-Carbono é a densidade energética. Isto significa que consegues enfiar muito mais capacidade (mAh) no mesmo espaço físico, ou manter a capacidade reduzindo a espessura do telemóvel ao mínimo. Mas então porque é que a Samsung demorou “anos de trabalho” para lançar isto quando a concorrência já o faz aos pontapés?
A resposta é simples e tem um nome: Galaxy Note 7. O fiasco das baterias a explodir há dez anos deixou marcas profundas na cultura da empresa. A ordem em Seul passou a ser prioridade absoluta à segurança e à fiabilidade, mesmo que isso significasse levar uma coça da concorrência na velocidade de carregamento e na autonomia dos aparelhos.
Mas, também temos de ser honestos. Apesar de muita resistência na implementação destas baterias, a verdade é que a Samsung nunca foi criticada por falta de autonomia nos seus aparelhos de topo, o que é sempre o objetivo.
Ditot udo isto, depois de anos de testes exaustivos para garantir que os novos dobráveis não viram autênticos pirómanos no teu bolso, a marca lá decidiu dar o luz verde para implementar as células de Si-C no Z Fold 8 Ultra (que traz agora 5,000 mAh num corpo bastante mais fino), no Z Fold 8 standard e no novo Z Flip 8.





