Se usaste computadores nos anos 90, de certeza que te lembras do botão Turbo. Sim, isto não é um mito da Internet, existiu mesmo e até dava algum jeito. Mas… Não servia para aquilo que estás a pensar.
Quem andou pelo mundo da tecnologia durante a infância ou adolescência nos anos 90 lembra-se perfeitamente do design dos computadores da altura. Eram aquelas caixas beges gigantescas, pesadas, que hoje em dia despertam uma onda de nostalgia brutal em qualquer um. Mas, no meio de tantos botões físicos e ecrãs que mostravam os “MHz” do processador, havia um pormenor que parecia saído diretamente de um filme de ficção científica: o botão Turbo.
Para um miúdo da altura, carregar naquilo dava a sensação de que estávamos a injetar “nitro” no PC para ele correr mais depressa. Bem ao estilo de Need For Speed. Mas… Não era bem esse o objetivo.
Carregar no botão Turbo servia para travar o PC
Ao contrário do que o nome dava a entender, o botão Turbo não acelerava a máquina. Ele servia, na realidade, para a abrandar.
Isto pode parecer não fazer qualquer sentido. Especialmente nos tempos que correm em que a performance é tudo. Mas, se a compatibilidade de software é ainda um problema nos tempos que correm, nos anos 80 e 90 era ainda pior. Ou seja, o botão existia para garantir que o software antigo funcionava em hardware mais recente.
De forma muito resumida, o botão que ficava mesmo na frente da torre, ao lado do botão de On/Off. Forçava o processador (CPU) a funcionar a uma velocidade de relógio (clock speed) mais baixa.
Isto acontecia porque os programadores de antigamente criavam os jogos e os programas a pensar na velocidade exata das máquinas daquela altura. Por isso, se tentasses correr esses jogos num computador mais moderno e rápido, o jogo corria a uma velocidade alucinante, tornando-se completamente injogável, ou simplesmente crashava mal tentavas abrir o executável.
Por exemplo, um PC que funcionasse a 8 MHz, permitia baixar para os 4.77 MHz com o botão turbo.
Pode parecer algo sem qualquer sentido, mas era simples, e de facto, funcionava.





