A Samsung, a par da Apple, domina o mundo dos smartphones a uma escala global. Porém, enquanto a Apple controla quase tudo aquilo que entra nos seus aparelhos, nomeadamente o SoC, a Samsung tem de estar quase sempre agarrada a parceiras, neste caso mais concreto a Qualcomm.
Pois bem, isso pode finalmente estar perto a fazer parte do passado. Os SoC Exynos estão finalmente a crescer em desempenho e eficiência, e como tal, a Samsung quer dizer adeus aos SoC Snapdragon de uma vez por todas.
S27: Samsung tem finalmente o que precisa para virar o jogo!
É inegável que durante vários anos, falar de Exynos foi falar de compromisso.
Níveis de performance quase sempre abaixo da Qualcomm, e talvez mais importante que isso, um desempenho térmico fraco e inconsistente. Mas algo está a mudar, e se o Exynos 2600 já mostra bons sinais, o Exynos 2700 pode ser o primeiro sinal sério dessa viragem.
Afinal, de acordo com analistas sul-coreanos, o novo SoC da Samsung deverá entrar em produção em massa na segunda metade de 2026. Mais importante do que isso, a sua adoção na gama Galaxy S27 poderá subir para cerca de 50%. Metade da linha. Algo impensável até há bem poucos anos.
A Samsung quer acabar com a dependência
Atualmente, tudo indica que a série Galaxy S26 vai usar Exynos apenas em cerca de 25% das unidades, ficando o resto entregue ao Snapdragon 8 Elite Gen 5. Um cenário já conhecido, com mercados europeus a receberem Exynos e outros a ficarem com Snapdragon.
O que até aqui sempre foi bem recebido. Aliás, na grande maioria das vezes, os consumidores preferem Qualcomm a Exynos. O problema é… Desta forma, a diferenciação entre a Samsung e todas as outras fabricantes Android é… Quase nula.
Os calendários são os mesmos, a performance também. Tem tudo o mesmo sabor, e isso é sempre um erro.
Por isso, com o Exynos 2700, a ambição é outra.
Segundo a Kiwoom Securities, a Samsung acredita que os rendimentos do seu processo de 2 nm GAA já estão próximos dos 50%, um valor suficientemente estável para escalar produção e aumentar confiança interna.
Este chip deverá usar a segunda geração do processo de 2 nm da Samsung, conhecida como SF2P. Um processo que já tinha o design base fechado em 2025 e que agora começa a mostrar sinais de maturidade real.
O que ganha a Samsung com isto?
Além de poupar dinheiro em produção e licenciamento, ganha controlo. Os próximos Galaxy podem ser aquilo que a Samsung quiser, e de facto, nem precisam de ser lançados no início do ano.
Como se isto não fosse suficiente, com um processo de 2nm finalmente a dar cartas, a Samsung consegue chamar muitos dos clientes hoje em dia descontentes com os preços da TSMC.
O que isto significa para quem compra um Galaxy S27
Por enquanto nada. Ainda muita coisa vai acontecer. Muita água vai passar debaixo da ponte. Afinal de contas, ainda nem temos o Galaxy S26 no mercado.
Mas, tudo isto pode significar uma Samsung mais forte, mais independente, e por isso muito diferente daquilo que o mercado tem trazido para cima da mesa. Isso é obviamente muito positivo.







