Rússia quer construir canhão laser gigante para o lixo espacial

O lixo espacial é um grande problema. A quantidade de lixo a flutuar na órbita da Terra tem-se acumulado gradualmente ao longo das décadas. A situação é tão grave que chegámos a um ponto em que a NASA e outras agências espaciais de todo o mundo são forçadas a pensar numa forma de conseguirem acabar com partes aleatórias de lixo.

A NASA chegou a instalar um sensor especial na Estação Espacial Internacional para acompanhar o número de vezes que a mesma é atingida por pequenos fragmentos de lixo espacial. Agora, novas informações deixam adivinhar que a Rússia está a pensar numa abordagem diferente para o problema do lixo espacial. Na prática, este país, poderá utilizar um enorme “canhão” de laser para acabar com os destroços.

Segundo o relatório, a agência espacial russa Roscosmos está atualmente no processo de construção do laser, que tem a dimensão de três metros e baseia-se num telescópio óptico. A ideia é a seguinte. Assim que uma quantidade específica de detritos espaciais forem detectados, o laser vai atingir o objeto e vai aquecê-lo a um ponto em que será vaporizado.

É um plano incrivelmente ambicioso e também muito diferente da maioria dos conceitos de limpeza de lixo espacial que observámos recentemente. A maioria das soluções propostas para o problema tem como principal objetivo puxar os pedaços maiores de detritos para a atmosfera da Terra, onde a fricção da reentrada os incineraria. Ferramentas como cabos e arpões já foram testados com níveis variados de sucesso.

No entanto isto não significa que um laser seja uma solução totalmente inédita, já que a China propôs a utilização de um sistema semelhante no início deste ano. O conceito da China incluía uma “estação de laser” em órbita para eliminar detritos à medida que voava. No entanto, a Rússia quer apostar num sistema baseado na terra. Este é um ponto importante, já que a ideia de um canhão laser em órbita parece algo perigoso.

Neste momento não se sabe se esse canhão vai ser mesmo desenvolvido, mas se isso acontecer importa testar a eficácia. É que se um objeto não for bem destruído corre-se o risco de transformar um fragmento em vários.

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