Routers cheios de antenas vs Sistemas Mesh limpinhos: Afinal quem manda na tua rede? – Basta entrar numa loja de informática para dar de caras com dois mundos completamente opostos.
Ou seja, de um lado temos os routers tradicionais, especialmente os modelos virados para gaming, que parecem autênticos monstros com seis, oito ou dez antenas espetadas para todos os lados. Do outro, temos os sistemas Mesh: pequenos cilindros ou cubos brancos, super discretos, elegantes e sem uma única haste de fora.
Não é estranho?
Quem não percebe da poda olha para os dois e assume imediatamente uma coisa errada… Ou seja, se tem mais antenas à mostra, apanha melhor e dá mais velocidade. Pois bem, desengana-te. Ter um aparelho que parece uma aranha virada do avesso na sala não significa que vais ter melhor Wi-Fi do que com uma rede Mesh bem montada.
As antenas continuam lá, tu é que não as vês!

A primeira grande verdade que muita gente desconhece é simples. Os sistemas Mesh também têm antenas, e muitas.
A única diferença é que estão todas escondidas dentro do chassis de plástico, exatamente da mesma forma que tens antenas integradas dentro do teu smartphone ou tablet.

De facto, isto acontece por duas razões muito práticas. A primeira é visual. Um sistema Mesh foi feito para teres dois ou três nós espalhados pela casa, na estante da sala, no aparador da entrada ou na mesinha de cabeceira. Se cada um deles parecesse uma estação de radar dos anos 90 com antenas pretas compridas, ninguém deixava aquilo à vista de toda a gente.
E como qualquer pessoa sabe, esconder o router dentro de móveis fechados é o pior tiro no pé que podes dar na tua ligação.
Direcional vs Omnidirecional: O segredo está no padrão do sinal
A segunda razão é puramente técnica. Os routers convencionais usam frequentemente antenas que podes orientar manualmente para concentrar o sinal numa determinada direção ou andar a brincar aos ângulos. Já os sistemas Mesh apostam em antenas omnidirecionais internas desenhadas de raiz para criar uma bolha de cobertura de 360 graus à sua volta, sem precisares de andar a ajustar posições com a mão.
Além disso, o mito de que ter mais plástico visível dá mais internet tem de morrer de vez. A qualidade do teu sinal não depende da quantidade de hastes de fora, mas sim da potência dos rádios internos, do processador da máquina, de tecnologias como MU-MIMO e, claro, da norma que estás a usar. Um sistema discreto com Wi-Fi 6 ou Wi-Fi 7 dá dez a zero a um router antigo cheio de antenas gigantescas.
No final do dia, a grande vantagem da rede Mesh não é ter antenas gigantes. É poder levar o sinal diretamente aos quartos ou ao escritório através de satélites dedicados, em vez de obrigar um único ponto central a gritar através de paredes de betão armado.






