A minha família tem um Alojamento Local numa aldeia perto da minha vila, que anda a ser dinamizado, melhorado, etc… Para servir de investimento e, de facto, também honrar a memória do meu avô, que sempre fez das tripas coração para conseguir manter tudo de pé e toda a gente de barriga cheia.
Mas, como em qualquer alojamento secundário, a realidade é que ter um contrato tradicional de TV e Net com fidelização é… um completo desperdício de dinheiro.
A casa não está ocupada todos os dias, e de facto, o uso é muito ligeiro. Por isso, quando a DIGI anunciou o lançamento do seu pacote de Net Fixa 5G, fiquei muito honestamente em pulgas. Afinal, seria a oportunidade perfeita para acabar com o serviço de segunda habitação que tenho lá (que custa quase 30€ por mês) e passar para uma solução muito similar a custar apenas 5€ ou 7€.
Plano A falhou, entra o Plano B: nPerf, Woo e um router em segunda mão
Infelizmente, a DIGI ainda não tem esse serviço disponível naquela zona específica e, como tal, não foi possível avançar com o plano A. Foi aí que decidi montar o meu plano B.
Primeiro, fui ao mapa do nPerf para perceber que operadoras tinham cobertura 4G e 5G com qualidade naquela área. Percebi que a rede da NOS estava com excelente sinal e mandei vir logo um cartão móvel da Woo (a submarca low-cost deles com dados ilimitados).
Depois, fui à procura de routers com ranhura para cartão SIM.
Algo curioso, porque, para 4G existem centenas de alternativas de qualidade ao desbarato, mas quando saltamos para o 5G as coisas mudam de figura e os aparelhos novos são caríssimos. Porém, se deres um salto à Vinted, Wallapop ou OLX, encontras facilmente routers 5G de topo a metade do preço. Muitos deles novos e selados, porque as operadoras lá fora oferecem-nos em contratos e as pessoas vendem logo a seguir para fazer dinheiro.

No meu caso, depois de ler algumas coisas para ter a certeza de que fazia sentido avançar, comprei um Router 5G FlyBox numa destas plataformas por 75€.
Resultado final e velocidades no mundo real

A configuração foi ridícula de tão simples: meter o cartão SIM na ranhura e ligar o router à tomada. Não foi preciso configurar APN, portas nem inventar nada. Bastou ligar o telemóvel à rede Wi-Fi que o aparelho criou e ficou logo tudo a debitar internet.
Quanto à cobertura, no meio da aldeia onde fica o alojamento, consegui uma ligação extremamente estável a rondar os 80 a 100 Mbps de download, com uma taxa de upload que por vezes ultrapassa os 50 Mbps.

As contas não mentem: Mais de 200€ poupados logo no primeiro ano
Se esta solução é melhor do que ter fibra ótica dedicada? Obviamente que não. Nem tem de o ser.
Mas para o propósito que é, está excelente. Estamos a falar de servir quem está de passagem num alojamento ou numa casa de férias para ver streaming, trabalhar ou navegar. É pura e simplesmente brutal, especialmente quando olhamos para a carteira.
A fatura mensal caiu dos quase 30€ para apenas 7€. Assim, mesmo somando o investimento inicial de 75€ pelo router, a matemática ao fim de 12 meses é simples:
- Solução 5G própria: 75€ (router) + (7€ x 12 meses) = 159€ no primeiro ano (e apenas 84€/ano a partir daí).
- Contrato Fibra tradicional: 30€ x 12 meses = 360€ por ano (com fidelizações chatas à mistura).
Estamos a falar de uma poupança direta de 201€ logo no primeiro ano, que sobe para quase 280€ de poupança em cada ano seguinte. É dinheiro que fica no bolso sem qualquer quebra no conforto dos hóspedes.
Não recomendaria isto para uma casa normal. Até porque não é suposto usar estes tarifários para este tipo de coisas (apesar do facto de as operadoras fingirem que não sabem). Mas, para desenrascar? Eu estou convencido.







