Prey – Uma boa surpresa da Arkane Studios

Prey é um jogo que foi desenvolvido pela Arkane Studios, o estúdio por detrás de Bioshock 2 e da série de jogos Dishonored. Não é um sucessor do jogo anterior, lançado em 2006 que teve bastante sucesso, mas sim um reboot da série com uma história e um cenário bastante diferente do original.

A ação de Prey desenrola-se num futuro alternativo em que John F. Kennedy sobrevive à tentativa de assassinato. No decorrer do seu mandato houve uma grande aposta por parte dos Estados Unidos no seu projeto espacial e, em em conjunto com a Rússia, construiu-se uma estação espacial chamada Talos I que gira em torno da órbita da lua.

A estação espacial tem como objetivo estudar uma espécie extraterrestre chamada Typhon e trazer os resultados das suas pesquisas para a Terra. Em 2025 a estação é adquirida por uma empresa chamada Transtar Corporation que usa os Typhon para desenvolver neuromods que reestruturam o cérebro humano para dar ao utilizador poderes sobrenaturais.

Neste jogo controlamos Morgan Yu que, nos momentos iniciais do jogo, está a fazer testes para se juntar a uma equipa de desenvolvimento liderada pelo seu irmão Alex em Talos I. Durante um dos testes, um dos cientistas é atacado por um Typhon e Morgan é imediatamente sedado. Quando acorda, Morgan apercebe-se de que tudo o que tinha visto até à realização dos testes era uma simulação e que já se encontrava na estação há três anos.

Em suma, Morgan encontra-se numa estação espacial repleta de aliens altamente perigosos e conta com apenas a voz de um indivíduo chamado January como guia ao longo do jogo.

Este jogo é uma mistura de first person shooter, stealth, survival e um pouco de terror.

Os inimigos os Typhon podem assumir a forma de qualquer objeto numa sala criando momentos de tensão em que o jogador fica paranoico para descobrir onde se encontram estas perigosas criaturas.

O jogador dispõe de um arsenal variado para sobreviver na Talos I, desde uma chave inglesa, uma shotgun ou um poderoso Q-Beam. Na minha opinião, a arma mais interessante é o GLOO Cannon que serve tanto para imobilizar inimigos como para chegar a plataformas mais altas que sem o uso desta não seria possível.

Para além de armas, o jogador também tem a acesso a um leque de poderes sobrenaturais que são desbloqueados com o uso de neuromods.

O jogador pode criar munições, neuromods e até health packs usando o sistema de crafting. Este sistema funciona de uma forma interessante sendo possível trocar elementos que se encontram pelos laboratórios e corredores da estação espacial ou usando Recicler charge para desconstruir objetos para os obter.

À primeira vista, este título parece uma imitação de Bioshock. Mas, apesar do estilo retro dos ambientes e o facto da personagem jogável ter acesso a poderes, não poderiam ser dois jogos mais diferentes. Prey conta a sua narrativa através de logs nos computadores e de objetos que se encontram espalhados por Talos I, enquanto Bioshock recorre mais a momentos cinematográficos para contar a sua história.

Os gráficos deste jogo, apesar de não serem particularmente impressionantes, são bastante eficazes a emergir o jogador. Há que realçar que a versão do computador está bastante bem otimizada e qualquer computador de gama média consegue correr o jogo a mais de 60 frames por segundo.

Prey

Veredito:

Este jogo foi uma boa surpresa que a Arkane Studios nos trouxe. Conseguiu criar um  título que, apesar de apresentar várias mecânicas de outros jogos, consegue aperfeiçoá-las e criar algo muito próprio.

É um jogo que agarra o jogador desde o momento que entra em Talos I. Dependendo da aproximação que tomar perante os encounters com os Typhoon e se decidir completar todas as side-quests, uma playthrough pode durar entre 17 a 40 horas.

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