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Review: no reino do multimédia com o BQ Aquaris M10

Quando conhecemos o BQ Aquaris M10, em Setembro de 2015, não pudemos deixar de ficar extremamente interessados no novo Tablet da tecnológica espanhola: excelente design, hardware potente, áudio avançado e um preço agressivo indiciavam um dispositivo muito único.

A primeira versão que testamos, no entanto, foi a Ubuntu Edition e não ficamos impressionados pelo software. O Ubuntu era lento, as apps em boa medida não funcionavam num dispositivo móvel, e tudo parecia inacabado.

A versão Android, pelo contrário, é um diamante bem polido. Vamos lá conhecê-la a fundo?

Design e construção

Os dispositivos da BQ têm uma já longa tradição estilística minimalista que o recente X5 evoluiu. O BQ Aquaris M10, no entanto, herda os traços dos smartphones anteriores, como o M5, apresentando um ligeiro degrau na traseira cujo painel central é discretamente abaulado.

BQ Aquaris M10
O design do Aquaris M10 é elegante e simples.

A concha é de plástico, mas com um acabamento acetinado muito agradável ao toque que não só é pouco propenso a marcas, como mostra resistência à usura, e é esteticamente apelativo.

A câmara encontra-se aqui centrada, considerando a BQ que a maioria das vezes estaremos a segurar no tablet na horizontal. Nesse mesmo prisma, conexões e controlos de bloqueio de ecrã e ajuste do volume encontram-se firmemente afastados das nossas mãos, nos cantos “superiores” das laterais”.

Na frente, dois únicos pontos distinguem a identidade do M10 do que é um mercado de tablets bastante saturado de dispositivos indiferenciados. Por um lado, a tecla capacitativa que é agora a imagem corporativa da tecnológica Espanhola.

Por outro, os dois altifalantes estéreo frontais, com tecnologia Dolby Atmos e Smart Amp.

Principais características:

  • Ecrã: 10.1 polegadas HD/FHD com tecnologia LCD AHVA
  • Processador: MediaTek Quad Core MT8163B até 1,3 GHz ou MT8163A até 1,5 GHz
  • Gráfica: Mali-T720 MP2 até 520 MHz
  • Memória: 2GB de RAM e 32GB de ROM expansíveis por microSD até 64GB
  • Conectividade: micro-HDMI, micro-USB OTG, Wi-Fi 802.11 b/g/n, Bluetooth 4.0 e GPS

Experiência de utilização multimédia

Multimédia e ebooks são, para o autor, a principal razão para se ter um tablet destas dimensões. Por isso não estranhem que este seja talvez o foco desta análise.

BQ Aquaris M10
Um filme no sofá? O ecrã HD não se presta a altas resoluções, mas luminosidade e cores são excelentes.

Como vimos, se há vocação que o BQAquaris M10 tem, é para multimédia. O áudio estéreo com Dolby Atmos é o primeiro ponto a realçar neste campo. Falta-lhe a profundidade dos graves dos melhores (e mais caros) no mercado, como o Huawei P9 Plus, mas os altifalantes são, pelo menos, bem-sonantes e com som limpo até realmente puxarmos por eles.

Inquestionavelmente, o Aquaris M10 seria uma excelente opção para nos sentarmos numa viagem ou num acampamento a ver uma série, um filme, ou um concerto. A conjunção de um bom ecrã com um áudio de qualidade convida a isto. Por isso, quer víssemos um filme a partir do YouTube ou da Netflix, fomos sempre saudados com excelente imagem e contrastes profundos, embora os pretos se transformem rapidamente em cinzentos muito escuros com alterações do ângulo de visão.

Toda a experiência é, no entanto, algo manchada pela resolução HD do nosso dispositivo de testes. Em distâncias normais de visualização não veremos os pixéis separados, claro, mas temos a noção de que há uma ligeira falta de nitidez que seria facilmente resolvida com resolução FHD. É algo que poderá passar-nos despercebido, mas que será facilmente detectado se pegarmos nos mesmos conteúdos Netflix, por exemplo, e os transferirmos para um dispositivo FHD ou 2K.

Quando passamos para os livros, a resolução do ecrã, em conjunto com a sua gama tonal, é mais do que suficiente para uma agradável leitura, mesmo no exterior, se a luz não for demasiado intensa. Conteúdos como revistas podem ser graficamente intensivos, e equipamentos menos potentes vão demorar a carregar as páginas e os gráficos mais pesados.

A renderização levada a cabo pelo Aquaris M10 é rápida por regra, com poucos soluços, e a experiência acaba por ser bastante fluída. A resolução algo baixa continua a fazer-se notar quando nos concentramos em imagens detalhadas.

BQ Aquaris M10
O BQ Aquaris M10 mostra-se soberbo para e-books graficamente intensos.

Por outro lado, quem for mais de jogos e menos de leituras pode ficar tranquilo. Corremos N.O.V.A., Atlantic Fleet e World Of Tanks sem problemas. São todos jogos com ambientes pesados e múltiplos objectos a serem renderizados fora do ecrã.

A Mali encaixa-os geralmente bem, com soluços apenas nas partes onde as coisas ficam apertadas com o número de objectos no ecrã. De resto, a fluidez dos gráficos só não passará o crivo dos gamers aficionados.

Existe, obviamente, uma versão FHD, onde a experiência deverá ser apreciavelmente melhor. É de destacar que a BQ equipou essa versão com uma iteração ligeiramente mais poderosa da Mali-T720 MP2. Será eventualmente suficiente para manter a mesma ligeireza do funcionamento do dispositivo, apesar dos pixéis extras.

Claro que, transversal a tudo isto está a bateria. A bateria é fundamental para qualquer tablet, um dispositivo que, por excelência e função, vai levar com bastantes horas de utilização pesada, e foi precisamente isto que aconteceu com o M10. A bateria, de 7280mAh, é particularmente longa para a utilização mais intensa que colocamos em prática, e depois de vermos um filme, ainda podemos jogar um jogo e levar o tablet para o trabalho no dia a seguir com algumas horas de e-books pela frente se for necessário.

Software

O BQ Aquaris M10 chega com Android Lollipop, que nesta fase já tem algo de idade em cima, mas é perfeitamente normal para um dispositivo do início do ano. Entretanto, a BQ já prometeu que será actualizado para o Marshmallow, mas tendo em conta a história recente da MediaTek quanto a actualizações, este é um ponto onde, infelizmente, não colocamos toda a nossa esperança

BQ Aquaris M10
Característica fundamental: o áudio estéreo frontal.

Tipicamente BQ, o Android é praticamente stock, carregado com as apps Google e pouco mais. Não há aqui bloatware que se veja e, por isso, o sistema corre realmente bem, enquanto os utilizadores habituados a colocar todos os ovos no cesto da Google não sentirão a falta de funcionalidades.

Quando analisamos a versão Ubuntu do M10, não fomos particularmente simpáticos. Os problemas do OS confundiam-se com a performance do dispositivo, e tudo parecia francamente desagradável.

É completamente diferente com o Aquaris M10 Android. A máquina responde bem às solicitações, sem dúvidas sobre quem é que manda, embora, sem surpresas, os jogos e apps mais pesadas carreguem com alguma demora.

O ecrã, por seu turno, responde excepcionalmente. Não o era assim com a versão Ubuntu, onde a tecla capacitativa parecia não fazer nada e alguns pontos de pressão não respondiam. O Aquaris M10 Android é, sem dúvida, um dispositivo bem afinado.

Se o carregarem com algumas apps mais pesadas para trabalho sério, no nosso caso sempre diversas aplicações Office, incluindo o Outlook

Conclusão

BQ Aquaris M10
Os botões, localizados no topo direito, não interferem com a utilização regular.

O BQ Aquaris M10 é um tablet de preço bastante razoável que pontua por uma performance sólida, áudio interessante e um excelente ecrã, se descontarmos que a resolução HD pode ser manifestamente insuficiente para quem está apostado em multimédia de elevada qualidade.

Neste campo, no entanto, o M10 cumpre com grande mérito aquilo que esperamos dele, em termos de ser capaz de rodar a maioria dos conteúdos em condições que nos permitirão passar o tempo com prazer, quer desejemos jogos, séries no Netflix em qualquer lado ou e-books.

Se a isto acrescentarmos a qualidade de construção e o design minimalista muito elegante, a conclusão possível é que o BQ Aquaris M10 é uma das melhores propostas atualmente no mercado abaixo de 300€. A reputação da tecnológica Espanhola é, além do mais, suficientemente sólida para merecer uma opção, face a outras ofertas semelhantes das marcas brancas que inundam actualmente o mercado.

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