Review: Mass Effect Andromeda – O quarto título da série

Junta-te à "Andromeda Iniciative"

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Gráficos8
Jogabilidade8.5
Banda-Sonora7.7
Diversão7.5
História7.1
7.8

Mass Effect Andromeda é o quarto título da série de jogos Mass Effect. Produzido pelos estúdios da Bioware, este jogo foi concebido com o objetivo de reinventar a série para trazer novos seguidores à franquia e para agradar aos fãs antigos que estão há cerca de cinco anos à espera de um novo Mass Effect. A última iteração da série, o Mass Effect 3, apresentou um final que foi bastante criticado, tanto pelos jogadores como pelos críticos. Devido a esta situação, a Andromeda prometeu corrigir problemas como este e melhorar a fórmula que tornou esta franquia de jogos tão especial.

Andromeda é um Soft Reboot da série, não sendo necessário conhecimento prévio de nenhum dos jogos anteriores para “saltar” para este. É o ideal para quem nunca jogou nenhum dos anteriores e que tem curiosidade em experimentar.

A ação passa-se entre o segundo e o terceiro Mass Effect em que os habitantes do planeta Terra têm como objetivo encontrar uma nova casa para a humanidade. A “Andromeda Iniciative” consiste em enviar várias arcas com exploradores e pessoas para popular novos planetas.

Desta vez não acompanhamos o comandante Shepard na luta contra os Reapers, Ryder será o protagonista. Após uma tentativa falhada de colonizar um planeta e a morte do Alec Ryder, o filho (Ryder) fica com o seu posto e torna-se o Pathfinder, líder e responsável pelas vidas a bordo da Arca e do Nexus. O Nexus é uma estação espacial que serve de base às operações dos Pathfinders. Quando chegamos pela primeira vez a esta estação espacial descobrimos que esta não se encontra nas melhores condições. Cabe ao jogador melhorar as condições de vida dos seus habitantes, descobrir outros mundos e resolver os problemas e atritos.

Compete a Ryder e a um cast variado de personagens derrotar os Kett (maus da fita) e explorar os templos dos Remnant (raça desconhecida e que esconde muitos segredos). Os Remnant Vaults impedem o normal funcionamento do clima dos planetas. Cabe ao jogador explorar e solucionar os puzzles que lá se encontram de modo a tudo poder voltar à normalidade.

 

Em termos de gameplay sobressai o combate. O “cover based shooter” é bastante mais rápido e fluido. As animações estão bastante elaboradas, tendo uma melhoria bastante significativa do Mass Effect anterior.

Desta vez, ao longo do jogo é permitido ir alterando o loadout dos skills das três árvores “on the go”. Assim, a qualquer altura é possível mudar as habilidades da personagem, escolhendo as que melhor se adequam à situação e ao estilo do jogador.

As melhores armaduras e armas apenas se conseguem construir usando o sistema de “crafting”. Por exemplo, é necessário bastante tempo para obter os recursos que permitem colecionar as melhores versões das famosas armaduras N7 utilizadas pelo comandante Shepard. É intimidante o facto de para além de existirem vários tipos de recursos também existirem três tipos de “Research points”. São estes pontos que permitem obter as “blueprints” para fazer “crafting”. Penso que se tivessem unificado os três tipos de pontos em apenas um, o jogador ficaria menos confuso.

Uma mudança significativa que se verifica deste Mass Effect para os anteriores é o sistema de moralidade em que a escolha das falas do jogadores não são caraterizadas como “boas” ou “más”. Sendo um meio termo, o que parece interessante mas na prática acaba por fazer com que as decisões do jogador não tenham um grande impacto.

As “loyalty missions” estão de volta. Estas missões desbloqueiam habilidades especiais do seu “Squad” e apresentam um formato bastante diferente comparado com as “side-quests” excessivas e desinteressantes que são “atiradas” ao jogador. Remete-nos para um aspeto que deveria ser melhorado, as “side-quests”. A maioria é bastante repetitiva e desinteressante e precisava de mais algum tempo por parte dos “developers” para ser “refinada”. A quest principal demora cerca de trinta horas para ser completada e as “side-quests” cerca de oitenta.

Em termos gráficos a “engine” é o Frostbite, o que torna o jogo deslumbrante desde os corredores do Nexus às paisagens dos diversos planetas que se visitam. A única queixa que pode ter são as animações faciais que não são muito naturais o que por vezes tira o jogador da imersão do jogo. No entanto, estas estão a ser corrigidas com “patches” regulares e a própria Bioware está a ouvir as queixas dos jogadores e a melhorar o jogo.

Penso que seja um dos melhores jogos de Sci-Fi disponíveis. Apenas os problemas técnicos como as “side quests” repetitivas e a excessiva micro-gestão de recursos impedem o jogo de ser um dos melhores do ano. O facto de ter sido lançado com uma data próxima de títulos Horizon Zero Dawn e Zelda Breath of the Wild, acabou por ter sido ofuscado, mas não deixa de ser um jogo recomendado para quem quer uma aventura por uma galáxia desconhecida, com muita ação e com uma história interessante.

 

Estamos ansiosos por testá-lo no ASUS ROG G20AJ gentilmente cedido para testes pela ASUS Portugal. Vai ser verdadeiramente fantástico!

Asus Rog G20 Leak Gaming

O nosso ASUS ROG G20AJ que utilizamos para testes gentilmente cedido pela ASUS Portugal

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