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Review Coolpad Max: a Coolpad mostra o que vale

O mercado internacional dos telemóveis mudou radicalmente nos últimos 5 anos, com as marcas Chinesas a passarem de baratas, a exóticas, a players mundiais de direito próprio. A Coolpad é uma das marcas mais recentes a apostar no mercado físico em Portugal, tendo introduzido um catálogo amplo com excelente relação qualidade preço, onde se destaca o Coolpad Max.

Coolpad Max, como em máximo esforço, máximas aspirações. Por um preço marginalmente abaixo dos €400, o Coolpad Max oferece especificações bastante sólidas e dos melhores designs e qualidade de construção que se podem encontrar neste preço. É uma aposta forte no mercado de prestígio, para aqueles que olham para o seu telemóvel como algo mais do que simplesmente utilitário.

Características principais

Coolpad Max
O Coolpad Max tem um conjunto completo de características, incluindo leitor de impressões digitais e giroscópio.

O Coolpad A8 Max é um phablet na classe de dispositivos com ecrã de 5.5 polegadas, nesta instância uma unidade IPS LCD com resolução Full HD.

O processamento fica a cargo dum Qualcomm Snapdragon 617 com 4GB de RAM. O armazenamento interno é particularmente interessante, com 64GB onde muitos concorrentes ficam com 32GB, e como temos ainda o cartão microSD, espaço é algo que não faltará.

Quanto às câmaras, são padrão para o segmento, com uma principal de 13MP, flash LED dual e foco por detecção de fases. Na frente ficamos com 5MP.

Temos ainda conectividade 4G LTE, carregamento rápido e giroscópio, para quem tenciona caçar uns Pokémons. Existe, no entanto, uma omissão importante, no sentido em que o Coolpad Max não nos chega com NFC, uma implementação sempre difícil em corpos de metal.

Finalmente, a Cool UI 8 baseia-se no Android 5.1 Lollipop, e esperamos que a Coolpad actualize o dispositivo para o Marshmallow em breve, visto ser com esta versão que contam muitos dos seus concorrentes mais directos.

  • Processador: Qualcomm Snapdragon 617 (4 x 1.5 GHz Cortex-A53 e 4 x 1.0 GHz Cortex-A53)
  • Gráfica: Adreno 405
  • Memória: 64GB de armazenamento, 4GB de RAM
  • Ecrã: 5.5 polegadas Full HD
  • Câmara principal: 13MP, abertura f/2.0, foco por detecção de fases, flash LED dual, vídeo FHD
  • Câmara frontal: 5MP, abertura f/2.2, vídeo Full HD
  • Bateria: 2800mAh
  • Leitor de impressões digitais: sim
  • Memória expansível: sim
  • Dual SIM: sim
  • Rádio: sim

Na caixa

O Coolpad Max começa a mostrar a sua vocação premium com uma embalagem muito bem conseguida, em preto de acabamentos aveludados e dourado.

Dentro, encontramos além do Max, um interessante carregador de cabo achatado que previne muito bem os nós espontâneos, e apresenta uma inovadora luz LED para facilitar o encaixe quando já estamos prontos para dormir.

Continuando, a Coolpad inclui um par de auriculares reminiscentes das criações da Apple. São do tipo plástico sem capas de borracha, que tendem a segurar-se mal no ouvido, mas possuem som muito razoável.

Finalmente, encontramos ainda uma capa de protecção transparente e protector para o ecrã. Uma caixa bem recheada para o preço, portanto.

  • Carregador: sim
  • Auscultadores: sim
  • Capa protectora: sim
  • Protector de ecrã: sim

Design

Com um chassis monobloco em alumínio anodizado num tom dourado, o Coolpad Max exibe linhas elegantes, simples, e extremamente eficazes.

Coolpad Max
O Coolpad tem uma construção sólida, elegante e de excelentes acabamentos.

A qualidade de construção é irrepreensível, com acabamentos subtis e o metal bem trabalhado. Os componentes integram-se bem uns nos outros, sem grandes falhas nas junções. As antenas, sempre um ponto problemático, alinham-se quase perfeitamente com os contornos do exterior, pelo que se percebe que houve um firme compromisso com a qualidade dos acabamentos. Perante estas linhas fluídas e unificadas, o Coolpad Max parece talhado de uma única peça e tem rigidez a condizer, com grande solidez no toque, quando o seguramos. Nesta gama de preço é difícil encontrar melhor.

Para a Coolpad, o importante está nos detalhes, tais como os aros dourados na circunferência do leitor de impressões digitais e da câmara, cujo módulo minúsculo é um contraponto aos módulos desmedidamente grandes que estão em voga.

As grelhas do altifalante mono encontram-se na base da caixa, ladeando a porta micro USB, enquanto o jack áudio se encontra no topo. Na lateral encontramos a gaveta para o cartão de memória ou 2 cartões SIM, uma tecla de bloqueio e os botões de volume. Também aqui os acabamentos são soberbos, com as perfurações dos altifalantes bem executadas e polidas.

Em suma, é o tipo de acabamentos que esperamos dos melhores smartphones, e tudo acaba por assentar na mão com conforto e qualidade palpáveis. A solidez do dispositivo sente-se bem.

Ecrã

Temos perante nós um ecrã de 5.5 polegadas, protegido com vidro 2.5D e, embora possa parecer idêntico ao do Coolpad Torino que analisamos recentemente, simplesmente parece mais refinado na sua curvatura e integra-se melhor nos contornos do dispositivo. As margens são algo menos escandalosas, mas permanecem espessas demais para este segmento de preço e diminui o apelo estético geral do dispositivo.

Coolpad Max
O Coolpad Max tem uma qualidade soberba para a sua classe de preço.

No entanto, o ecrã tem alguns pontos excelentes, como um elevado nível de brilho, quase ofuscante, na verdade, que acaba por se aguentar razoavelmente bem no exterior.

As cores são boas e o contraste destaca-se, obtendo-se ângulos de visualização muito interessantes, sem decréscimos acentuados do brilho ou alteração brutal das cores. O melhor ponto – a nosso ver – são os negros profundos e com pouca luminescência. Em ângulos normais rivalizam bem com a capacidade de telemóveis mais caros e começam a perder distância apenas em ângulos mais expressivos. A sua tonalidade cinza contribui para enganar um pouco os olhos e continuarmos a ver negro onde outros smartphones já mostram azul.

Por isso, a visualização multimédia é o ponto forte do ecrã. O vídeo tem grande qualidade e podemos tirar excelente proveito de serviços de streaming como o YouTube ou Netflix. A visualização a doid não está fora de questão, e para uma visualização solitária ficamos menos presos a ter de segurar o telemóvel num ângulo restrito.

Graças à qualidade do ecrã, os jogos são um prazer, e o ecrã responde adequadamente aos gráficos em rápido movimento. Este é, portanto, um ponto onde o Coolpad Max dá cartas, apesar das bordas demasiado intrusivas.

Software

Goste-se ou não da abordagem, para o autor um dos pontos mais positivos do Coolpad Max são as diversas apps de valor acrescentado que a Coolpad integrou no dispositivo. Há quem prefira um Android puro e sem acrescentos, e cada um sabe de si.

Mas se optarem pela abordagem de adquirir um smartphone que elimina a necessidade de sacarmos apps extras para um conjunto de optimizações, então o Coolpad Max tem de ser uma séria consideração. No mais banal, temos a possibilidade de fazer download de temas, e no mais complexo temos uma app específica para a gestão das impressões digitais que permite configurar diversas impressões para acções diversas. Pelo meio temos outras apps bastante completas e de grande utilidade.

A começar pelo Cool Butler, uma app auto-suficiente de optimização do sistema que reúne em si um optimizador do sistema, um excelente gestor da bateria, ou um bloqueio de chamadas. Mas inclui ainda um item de gestão do software que nos surpreendeu pela positiva, por nos dar um controlo único sobre as aplicações instaladas no nosso dispositivo.

A app permite não só desinstalar apps e gerir pacotes de instalação, como rastreia o dispositivo em busca de vírus, muda apps para o cartão microSD, e permite optar quais apps se ligam com o arranque do dispositivo. A melhor e mais única opção é mesmo o bloqueio dos reclames incomodativos em jogos e outras apps.

Coolpad Max
A barra de acesso rápida é útil, mas outras apps do Coolpad Max são ainda melhores.

Finalmente, algo único do Coolpad Max é o botão de produtividade flutuante que pode ser ancorado a uma das laterais e à qual podemos adicionar as apps mais importantes para acesso rápido. Notas, Word, ou email, qualquer app pode lá ficar para saltarmos rapidamente para o mais importante, em vez de navegarmos pelas diversas páginas de aplicações.

Há, no entanto, um conjunto de bugs e situações que a Coolpad ainda tem de resolver. As traduções para Português não são sempre as mais claras, mesmo que um Brasileiro se sentisse mais em casa com a maioria delas. Algumas são estranhas e não correspondem de todo ao que seria uma utilização quotidiana do Português, mas em defesa da Coolpad, ao longo da nossa utilização do Max notamos várias traduções que foram sendo reparadas com actualizações pontuais.

Igualmente, com a utilização intensiva do dispositivo, geraram-se algumas situações que ferem o que seria, de outro modo, uma excepcional experiência de utilização. Falamos de bugs como o dialer encravar e nos deixar fora das chamadas, ou um certo congelamento momentâneo da UI que logo de seguida retomava o funcionamento normal. Particularmente, alternar entre apps é um processo relativamente lento, com momentos em que era simplesmente necessário tocar várias vezes no ecrã antes da opção ser assumida.

Performance

Quando saímos da utilização quotidiana e passamos para os jogos, o Coolpad Max transfigura-se e mostra bem mais potencial. É certo que mantém a mesma gráfica do Coolpad Torino, a Adreno 405, e o mesmo processador, o Snapdragon 617, que têm que lidar com um ecrã de resolução bem maior, mas trata-se de uma versão do Snapdragon marginalmente mais potente, e os 4GB de RAM também fazem alguma diferença.

Coolpad Max
O Coolpad Max sai-se bem em jogos complexos.

A optimização da ROM continua a mostrar alguma lentidão na entrada e carregamento dos jogos, mas uma vez tudo carregado, o dispositivo comporta-se extremamente bem. O facto de termos um processador mediano a puxar por um ecrã FHD leva inevitavelmente ao aquecimento do dispositivo após alguns minutos com jogos mais exigentes.

Na utilização quotidiana, o Coolpad Max mostra bem a utilidade de termos 4GB ao nosso dispor, com uma excelente capacidade multitasking e um número mais do que suficiente de apps abertas sem perdermos dados.

Ao passarmos para o espaço privado, o dispositivo mantém uma boa performance, apesar das maiores exigências de hardware desta funcionalidade.

De manhã à noite, utilizamos o Max, tanto para entretenimento, quanto para trabalho, e se esta utilização mista é o que procuram, têm aqui uma excelente opção para jogar uns jogos nos tempos livres, tratar dos mails, socializar ou fazer algum trabalho a sério. Fora as gralhas e os bugs que sucederam pontualmente, a resposta do dispositivo foi sempre perfeitamente satisfatória do ponto de vista de uma utilização profissional e intensiva, mostrando capacidade suficiente para transcender uma utilização banal.

Câmara

O Coolpad Max apresenta-nos exactamente a mesma câmara de 13MP que o Coolpad Torino, uma unidade de 13MP, abertura f/2.0, flash LED dual e foco por detecção de fases.

Portanto, na prática, muito do que já dissemos do Torino volta a aplicar-se aqui e gostamos, principalmente da app com completo controlo manual, que nos permite um ajuste fino das imagens, com resultados muito mais adaptáveis às necessidades. O modo manual é facilmente acedido a partir do slider à direita do ecrã, logo ao lado da tecla do obturador e, a partir daí podemos controlar o foco manualmente, a exposição, compensação de exposição e equilíbrio de brancos, mas não o tipo de fotometria. Também não temos uma previsão em tempo real do resultado, com consequências mais ou menos desconfortáveis na hora de nos aventurarmos, uma omissão que seria importante eliminar.

Voltamos igualmente a ter modos de disparo automáticos pré-definidos como por exemplo a capacidade para alterar o ponto de foco após a captura de imagem.

Como câmara fotográfica de ocasião, o Coolpad Max agrada. As imagens não têm vícios e mostram boa captação dos detalhes, com nitidez mediana, sem exagerar no sharpening. Este é um ponto onde uns preferem mais, outros menos; o Max está num bom ponto intermédio.

À noite, não é um dispositivo que se destaque pela positiva, mas, do nascer do sol ao ocaso, temos que reconhecer ao Max a excelente capacidade para tirar fotos muito satisfatórias de modo rápido e grande controlo por parte do utilizador.

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Áudio

O Coolpad Max tem o altifalante colocado na base do ecrã, pelo que não se sujeita a ser abafado quando o dispositivo é pousado. O som é monaural, típico desta gama de preço, embora o autor preferisse que neste segmento as marcas começassem a prestar verdadeira atenção à qualidade áudio.

Mas a solidez do som e o volume são dois pontos positivos a destacar pela positiva.

Via jack 3.5mm, o som é razoável e será capaz de agradar à maioria dos utilizadores que não sejam audiófilos, com alguma contaminação dos canais estéreo, mas nada de ofensivo. Um bom par de auscultadores, particularmente se tiverem DAC próprio, são de qualquer modo recomendáveis.

Do lado da telefonia, o auscultador é apenas algo abafado, mas com bom volume, pelo que as chamadas se processam sem problemas.

Bateria

A bateria do Coolpad Max traz-nos 2800mAh, valor totalmente satisfatório para uma utilização regular e moderada do dispositivo, condições em que durará com alguma facilidade a maior parte do dia. Em standby aguenta dias a fio sem perda substancial de carga, o que é excelente.

As coisas mudarão muito rapidamente se recorrermos frequentemente à rede para verificar emails ou transmitir dados via qualquer uma das apps que usamos regularmente. Com o Word a ser bem puxado para compor textos, a bateria vai-se embora a um ritmo acelerado e poderá aguentar pouco mais de uma manhã. Com a utilização da rede 4G, a bateria vai-se particularmente depressa.

Felizmente, o carregamento rápido é excelente de ter por perto e em meia hora temos praticamente todo o sumo que necessitaremos para o resto do dia. Ponto extra para a Coolpad pela celeridade com que podemos voltar a dispor do Max numa emergência, porquanto haja uma tomada.

Para prolongar a duração da bateria, o Cool Butler inclui um gestor de bateria que permite modular a utilização da bateria às nossas necessidades específicas, sacrificando o menos essencial. Por exemplo, a luminosidade do ecrã ou a rede 4G. Recomendamos vivamente que recorram ao Butler, para garantir uma utilização bem mais prolongada do dispositivo, já que a implementação é realmente boa.

Conclusão

A Coolpad chega a Portugal com uma forte aposta no segmento budget, mas com o Coolpad A8 Max mostra a capacidade industrial e o know-how para criar dispositivos invejáveis nos segmentos superiores.

Não podemos deixar de nos sentirmos seduzidos com o chassis fosco e o tom de ouro velho, com a qualidade dos acabamentos, ou a solidez palpável do telemóvel quando o seguramos.

Nem tudo são rosas e a experiência de utilização ficou aquém do esperado, graças ao surgimento pontual de bugs, mostrando que a Coolpad ainda tem um caminho a percorrer no refinamento da sua ROM. Para os utilizadores mais avançados, o Android 5.1 também poderá ser algo antiquado, agora que o Nougat já está a ser implementado, e o Marshmallow se encontra instalado nos principais concorrentes.

Face à sua concorrência, o Coolpad Max poderia ter ido algo mais longe em termos de hardware. Ao manter o processador do Torino, acrescentado-lhe 1GB de RAM e alguma potência extra, o Max consegue manter uma boa performance, mas que começa a não se destacar face a uma concorrência moderna, com processadores e software mais recente. O que era fantástico no Torino torna-se, aqui, menos excepcional. Mas, é mesmo no estilo e no refinado dos detalhes que o Max aposta e aqui ganha pontos. A elevada qualidade do ecrã será, sem dúvida, um grande ponto a seu favor.

Globalmente, o Coolpad Max é um dispositivo muito bem conseguido e oferece uma excelente opção para quem procura um smartphone com design e qualidade de construção que não compromete, nem em câmara, nem em armazenamento, afirmando-se como um interessante dispositivo para quem quer um telemóvel a sério, tanto para lazer, quanto para a vida profissional.

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