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Call of Duty WWII: A análise ao mais recente título da saga

David Ribeiro

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A série Call of Duty está de volta às origens com Call of Duty WWII. Penso que seja um regresso óbvio para a série visto que os jogadores já estavam a ficar saturados dos ambientes futuristas e das mecânicas provenientes destes como drones, robôs e jetpacks. Uma prova desse facto foi o sucesso comercial de Battlefield 1.

Call of Duty

Mas será que Call of Duty consegue voltar atrás no tempo e progredir com a série de jogos?

O single player deste jogo está simplesmente fantástico! As seis horas que este dura são repletas de ação com set pieces incríveis como o desembarque na Normandia, o descarrilar de um comboio e uma torre de uma igreja a ruir. Se analisarmos com algum cuidado reparamos que é um “Best of” de momentos históricos que já apareceram noutros jogos como Medal of Honor e Brothers in Arms.

Uma mudança bastante interessante para o single player é o facto do jogador apenas poder recuperar vida com health packs, ao contrário dos jogos anteriores em que apenas precisava de algum tempo fora do combate para curar as feridas. Deste modo o jogador tem que pensar duas vezes antes de cada batalha.

Os nossos aliados desta vez têm disponíveis health packs, munições e granadas para ajudar o jogador no campo de batalha. Cada aliado fornece algo diferente e ainda existe um deles que salienta as localizações dos inimigos para serem abatidos mais facilmente.

Em termos de história acompanhamos um batalhão desde França até à Alemanha. Durante essa viagem vamos conhecendo a backstory da personagem principal e vimos também como se desenvolve a relação com os squadmates. O problema da história é que não desenvolve o suficiente para nos chegarmos a preocupar com o destino das personagens.

Na minha opinião, a missão mais interessante da campanha é a “Liberation”. Nesta, o jogador infiltra-se num edifício repleto de nazis e tem de memorizar uma identidade falsa para poder passar pelos guardas. Esta missão é a que mais se destaca porque foge ao tipo de missão a que a série nos habituou: eliminar um certo número de indivíduos e avançar até à próxima setpiece.

O multiplayer deste jogo é onde vemos que a série está a seguir na melhor das direções. Existem vários modos de jogo por onde escolher. O combate, em comparação com os jogos anteriores é mais lento mas mais focado e as armas desta vez têm um certo peso e “kick” associado.  Já não existem as loucuras de killstreaks que também que existiam nos jogos anteriores em que o mapa ficava coberto de airstrikes, turrets e drones.

No multiplayer de Call of Duty existe algo muito parecido com a torre de Destiny onde os jogadores podem ver os objetivos diários e semanais, ir para a carreira de tiro experimentar armas, enfrentar jogadores num combate de 1vs1 e abrir loot boxes.

Um dos modos mais interessantes e que mais se destaca é o modo War onde o jogador coopera com os membros da sua equipa para cumprir objetivos que variam entre controlar um ponto, construir uma ponte ou escoltar um tank.

Para além do multiplayer e single player ainda existe o modo de zombies. Este modo é muito parecido com o dos jogos anteriores. Surge-nos um mapa gigante para explorar e à medida que vamos matando zombies vamos ganhando pontos que permitem desbloquear novas partes do mapa e comprar novas armas. Os inimigos deste modo de jogo atacam em waves e a finalidade, para além de sobreviver às waves, é cumprir certos objetivos dentro do mapa como tentar abater um zeppelin gigante.

Em suma, Call of Duty WWII como um todo, vale cada cêntimo do preço pedido, mas se procura apenas single player aconselho a aguardar por uma promoção visto que a campanha apenas dura cerca de seis horas. Para quem gosta de multiplayer tem aqui provavelmente o shooter mais divertido da série desde o Modern Warfare original sendo o modo de zombies a cereja no topo do bolo.

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