Resident Evil bate 97% no Rotten Tomatoes. Quase que parece mentira! Até pode vir a ser o melhor filme de videojogos de sempre.
Estamos a falar da saga de jogos que curiosamente também é a que mais filmes tem desenvolvidos e lançados no mercado. E, apesar de eu gostar das primeiras adaptações, sei que são francamente más, nem têm nada a ver com os jogos.
Ou seja, Resident Evil nunca teve uma boa adaptação, seja para o Cinema ou para TV. Bem… Até agora!
Resident Evil – Finalmente um filme bom no cinema?

Portanto, se és fã de videojogos e acompanhaste a saga Resident Evil no grande ecrã ao longo dos últimos vinte anos, o mais certo é teres desenvolvido uma espécie de trauma psicológico.
Ou seja, entre os filmes absolutamente estranhos de Paul W.S. Anderson com a Milla Jovovich a dar pontapés no ar em câmara lenta e a aberração de série que a Netflix cancelou ao fim de uma temporada vergonhosa, parecia não existir espaço para muito mais.
Pois bem, prepara-te para cair da cadeira porque o impossível aconteceu! O novo reboot cinematográfico de Resident Evil, realizado por Zach Cregger, acaba de aterrar com uma pontuação inacreditável de 97% no Rotten Tomatoes. A crítica internacional não poupa nos elogios e já há quem lhe chame, sem qualquer vergonha na cara, a melhor adaptação de um videojogo alguma vez feita para o cinema!
O regresso ao medo genuíno
O grande segredo deste sucesso demolidor esteve na coragem de romper com a fórmula dos estúdios. Cregger percebeu que a alma de Resident Evil nunca foi o tiroteio desmedido estilo Matrix, mas sim o pânico de andar num corredor escuro a contar balas com as mãos a tremer.
De facto, o filme nem sequer se foca no Leon S. Kennedy ou na Claire Redfield a salvar o mundo. Acompanha Bryan, um estafeta médico comum interpretado por Austin Abrams, que fica encurralado na pior noite da sua vida em Raccoon City no meio do surto viral. Não é um super-polícia nem um soldado imbatível. É uma pessoa normal em pânico absoluto a tentar sobreviver minuto a minuto.
Quem já viu o filme nos visionamentos de imprensa relata salas inteiras a saltar das cadeiras e pessoas a esconderem a cara no casaco. Há humor negro cirúrgico, mas o gore e a tensão corporal não dão tréguas durante 90 minutos de pura adrenalina.
A forma como as salas são exploradas, a gestão das armas e o desespero de encontrar portas trancadas trazem a verdadeira atmosfera de jogar clássicos como Resident Evil 2 e Resident Evil 7 diretamente para o ecrã.
O cinema finalmente aprendeu a respeitar quem joga
Quando colocas um realizador talentoso que ama o género de terror ao comando de um projeto com 80 milhões de orçamento, liberdade criativa para ter classificação para adultos e foco absoluto na tensão, o resultado está à vista de todos. Resident Evil estreia esta semana nos cinemas e promete ser a sessão mais aterradora e recompensadora dos últimos anos para quem gosta de terror.






