Eu já andei no Renault Rafale várias vezes e, por isso mesmo, já tive a oportunidade de fazer um ensaio bastante completo ao topo de gama da gigante francesa. De facto, fui à apresentação estática e aos ensaios dinâmicos. Por isso, não vou voltar a fazer uma análise tradicional a um carro que ainda não teve tempo suficiente de mercado para mudar. (Isto apesar do facto de a nova versão já ter o modo de condução automático, e uma coisa que nunca tive visto até aqui. Um carregador magnético sem fios para o telemóvel).
Dito tudo isto, tive agora a oportunidade de voltar a dar umas voltas com a versão Atelier Alpine, e… Tenho de voltar a dizer. Este automóvel mostra a evolução da Renault ao longo destes últimos 5 a 6 anos.
É bonito, é bem construído e, acima de tudo, tem também bastante performance para dar ao condutor. É até algo que acaba por não fazer grande sentido, visto que é enorme, ao ser um SUV do segmento D. Mas, ainda assim, apesar do seu tamanho e peso, é ágil. Eu costumo dizer que um automóvel é “apontado“.
O que quer isto dizer? Simples. Tu sentes que estás no controlo.

É muito comum nos dias que correm encontrar SUVs grandes e pesados, com direções extremamente leves, que parecem estar desligadas das rodas e do asfalto. Aqui não. O Rafale é grande e é pesado, mas até o mais pequeno movimento no volante dá feedback. Aliás, o carro não parece ser assim tão grande, até mesmo em cidade. É muito fácil de movimentar e de arrumar até em ruas mais estreitas.
Além de tudo isto, é um carro com uma presença que nenhum outro Renault foi capaz de ter ao longo de todos estes anos. Tem linhas muito agressivas e uma presença que é, de facto, especial.


Na minha opinião, é o automóvel da Renault, a par do Renault 5, que mais é capaz de mostrar as diferenças que foram implementadas nos últimos lançamentos da fabricante.
Temos mais segurança, tecnologia e cuidados na qualidade de construção que nem sempre existiram nos automóveis da marca, entre muitas outras coisas.
Além disso, temos uma motorização Plug-In 4×4 com uma bateria de 22kWh, que caso não saibas… Era a capacidade de bateria do Zoe original! Um veículo 100% elétrico. Isto significa uma autonomia que anda quase sempre à volta dos 80 quilómetros. Por isso, é possível ter acesso a uma personalidade poupada na grande maioria dos teus dias. Mas, se quiseres, também podes ter acesso a uma potência combinada de 300cv que torna a coisa bastante mais interessante.
Em suma, é um carro que vale a pena ser revisitado, porque acaba por ser uma espécie de máquina do tempo. A Renault mudou muito, e aqui está o perfeito exemplo disso mesmo.
Antes de mais nada, o que pensas sobre isto? Olhas para o Rafale como o verdadeiro salto de maturidade e estatuto da Renault, ou continuas de pé atrás com a aposta da marca francesa em SUVs deste calibre e preço? Ainda continuas a preferir as alternativas Alemãs que têm mais estatuto mas são significativamente mais caras?








