Pode parecer algo sem sentido, mas a gama média dos smartphones tem vindo a transformar-se no verdadeiro campo de batalha onde as marcas têm de dar o litro para convencer quem não quer estoirar mais de mil euros num topo de gama. Um campo de batalha onde a linha Redmi Note sempre foi capaz de mover muitos milhões de smartphones todos os anos. Aliás, podemos até dizer que a linha Redmi Note sempre foi a galinha dos ovos de ouro da Xiaomi, somando mais de 500 milhões de unidades vendidas em todo o mundo.
É para continuar? É provável que sim. Mas, a gama média da Xiaomi não vai ser capaz de fugir aos problemas da crise de chips de memória. O que apesar de ter aberto novos caminhos para a gigante Chinesa, também significa uma má notícia para todos.
Redmi Note 17 – A Xiaomi perdeu a cabeça com a bateria!

A gigante chinesa acaba de oficializar a família Redmi Note 17 e decidiu atacar de frente as duas maiores dores de cabeça do consumidor comum: a autonomia da bateria e a durabilidade do aparelho contra quedas e água.
Dito isto, no topo da pirâmide temos o inédito Redmi Note 17 Pro Max 5G, que traz para o mercado português uma monstruosa bateria de 9.210 mAh baseada em tecnologia de silício-carbono. Porquê esta bateria monstruosa? Porque a Xiaomi se viu obrigada a focar naquilo que era possível investir sem levar os preços ao absurdo.
Obrigada ao quê?
Isto porque, apesar do facto de a Xiaomi movimentar um volume quase absurdo de aparelhos todos os anos, e como tal consegue negociar chips ao cêntimos. Continua a não ser capaz de fugir ao impacto da crise de memória RAM que levou a aumentos de 300% ou 400%. Sendo exatamente por isso que não vai existir uma versão com 12GB de memória RAM para este Pro Max, e toda a gama abaixo “cai” para os 6GB ou 4GB de RAM.
Aliás, os preços estão tão ridículos, que também não foi possível melhorar as câmaras e SoC. Por isso, estamos a olhar para um “all-in” na bateria, e de facto também na qualidade de construção.

Baterias monstruosas de silício-carbono e carregamento até 100W
Como já deves ter percebido, grande destaque técnico desta geração assenta na densidade energética das novas células de silício-carbono.
Isto porque, em vez dos velhos 5.000 mAh que já começavam a saber a pouco, o novo modelo de topo mete na mesa até três dias de utilização real com uma única carga. Sim, 3 dias. É tanta bateria, que a Xiaomi afirma que além de smartphone, este Pro Max é também uma powerbank.
Sendo exatamente por isso que suporta carregamento rápido HyperCharge de 100W e carregamento inverso de 27W para desenrascar outros aparelhos através da porta USB-C.
De facto, a preocupação com a longevidade estende-se a toda a gama. O modelo Pro 5G integra uma bateria de 8.340 mAh com carga a 67W, enquanto as versões base Note 17 e Note 17 5G chegam com 7.700 mAh e carregamento a 45W. Segundo a marca, estas baterias foram desenhadas para aguentar 1.600 ciclos completos mantendo pelo menos 80% da capacidade original, o equivalente a cerca de seis anos de uso intensivo sem perder fôlego.
A bateria é tão grande nesta nova gama que não vais precisar de carregar todos os dias. Aliás, podes carregar 20% e ter bateria para o dia todo. Sim, estamos a viver o absurdo.
Entretanto, a outra grande bandeira deste lançamento é a chamada estrutura Titan. Os modelos Pro contam com vidro Gorilla Glass Victus 2 no painel frontal e certificações industriais completas IP66, IP68, IP69 e IP69K, suportando mergulhos acidentais até dois metros de profundidade durante 72 horas e resistindo a jatos de água a alta pressão. A tecnologia Wet Touch 2.0 garante ainda que o ecrã responde na perfeição ao toque mesmo quando os teus dedos estão molhados ou suados.
Na parte visual, os ecrãs AMOLED de 6,83 polegadas dos modelos Pro contam com resolução 1,5K, taxa de atualização a 120Hz e um pico de brilho impressionante de até 3.500 nits para garantir leitura perfeita debaixo do sol forte de verão. Debaixo do capô, o Pro Max traz o processador Qualcomm Snapdragon 6 Gen 5 acompanhado por memórias rápidas LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1, rodando o novíssimo HyperOS 3 com ferramentas de Inteligência Artificial Google Gemini e Circle to Search.
No departamento fotográfico, a marca apostou num sensor principal de 50 megapíxeis com estabilização ótica de imagem (OIS) e abertura ampla de f/1.5 no modelo de topo, acompanhado por uma lente ultra grande angular de 8MP e uma câmara frontal de 32MP com gravação de vídeo em 4K.
Preços e versões para o mercado português
No que toca a valores oficiais para Portugal, o Redmi Note 17 base arranca nos 299,99 euros (4GB+128GB), a variante Note 17 5G começa nos 349,99 euros (6GB+128GB), o Note 17 Pro 5G fixa-se nos 479,99 euros (6GB+256GB).
Isto enquanto o topo de gama Note 17 Pro Max 5G atinge os 599,99 euros na versão de 8GB+256GB. E os 649,99 euros no patamar de 8GB+512GB.
Mais vamos ter descontos de 15% em toda a gama. Por isso, os preços vão ser ligeiramente mais baixos durante 1 mês. (Na altura do lançamento).
A questão aqui é… A bateria vale assim tanto para ti? Ao ponto de sacrificar outros campos?







