A Lenovo perdeu a cabeça! Ou não. Ser diferente é importante, e a gigante Chinesa quer enredar por este caminho. Aliás, o novo ThinkBook é tão fino, que até as portas USB-C parecem maiores. De facto, sacrificou até o teclado!
Depois da corrida ao smartphone mais fino, eis que temos a corrida para ver quem constrói o portátil mais fino do planeta. O que para mim é um bocadinho estranho, visto que já temos máquinas incrivelmente finas (e poderosas) no mercado. Dito isto, aquilo que a Lenovo está a preparar para a linha ThinkBook ultrapassa os limites do razoável.
Afinal, surgiram na internet as primeiras imagens do que parece ser o novo ThinkBook “Aeroblade”, e a verdade é que o perfil da máquina é tão ridiculamente fino que parece quase impossível de ter componentes reais lá dentro.
De facto, olhando para as imagens que caíram na rede, a base do portátil parece ter uns inacreditáveis 3 milímetros de espessura. Uma engenharia brutal, sem dúvida, mas que levanta logo a pergunta de um milhão de euros: o que é que a Lenovo teve de sacrificar para conseguir esta proeza?
Teclas rasas como uma tábua e uma “lomba” estranha para meter portas USB-C

À primeira vista, a grande vítima deste design extremo foi o teclado.
Ou seja, se estás habituado à escrita tradicional dos portáteis da Lenovo, podes esquecer. As teclas do Aeroblade são completamente rasas, aproximando-se bastante daquela experiência rasa e rija que a Apple tentou vender no passado com o famigerado teclado borboleta.
Mas, o detalhe mais curioso está nas ligações. A máquina é tão fina na zona do apoio das mãos e no teclado que as portas USB Type-C nem sequer cabiam na lateral normal. A solução da Lenovo foi criar uma espécie de saliência mais espessa na zona traseira do chassis, dedicada exclusivamente a alojar as portas físicas de carregamento e dados.
E o arrefecimento? Onde é que anda o dissipador?

Com um perfil destes, a grande dúvida que fica no ar, para além da resistência do chassis a dobragens quando anda na mochila, é como é que a Lenovo vai arrefecer o processador lá dentro. (Isto sem falar na capacidade da bateria, claro).
Não há espaço físico para ventoinhas tradicionais nem para dissipadores de calor em condições, o que sugere que poderemos estar perante uma máquina 100% arrefecida de forma passiva ou com uma solução de câmara de vapor nunca antes vista num portátil. (À imagem dos MacBook Neo e Air).
Agora resta saber se a Lenovo vai transformar este protótipo num produto comercial para o mercado de massas ou se isto é apenas uma demonstração de força técnica para mostrar o que é capaz de fazer.
Estarias disposto a ter um teclado muito mais raso só para ter um portátil super fino e leve na mochila, ou achas que a ergonomia devia estar sempre em primeiro lugar? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







