Konkr Pocket Advance: O Game Boy Advance perfeito renasceu por menos de 100 euros! – Se há coisa que qualquer entusiasta de consolas portáteis sabe, é que o mercado dos aparelhos retro chineses está mais saturado do que nunca.
Afinal, quase todas as semanas temos marcas como a Anbernic ou a Powkiddy a lançar cópias umas das outras. Sempre com formatos repetidos e construções de plástico que parecem brinquedos dos chineses. No entanto, quando a Ayaneo decide criar uma submarca focada no segmento económico (a Konkr) e apontar baterias diretamente à nostalgia do velhinho Game Boy Advance original, a conversa muda de figura.
A consola chama-se Konkr Pocket Advance! E chega ao mercado com um preço de lançamento a rondar os 89 dólares (cerca de 80 a 90 euros). É uma autêntica homenagem de luxo a uma das consolas portáteis mais marcantes da Nintendo. Porém, com acabamentos e um ecrã desenhado à medida que envergonham muitas consolas com o dobro do preço.
Formato original e um ecrã 3:2 com escala perfeita

Portanto, a primeira coisa que impressiona na Pocket Advance é a atenção obsessiva ao detalhe. Em vez de meterem um ecrã panorâmico vulgar de 16:9 onde os jogos clássicos ficam esticados ou cheios de barras pretas gigantes, a marca colocou um painel LCD de 3,5 polegadas na proporção exata de 3:2 com resolução de 960 x 640.
Isto significa que temos uma escala 4x perfeita (integer scale) para os jogos de Game Boy Advance, com píxeis ultra nítidos e zero distorção.
A ergonomia horizontal replica na perfeição o conforto da primeira GBA de 2001. Os botões de membrana de borracha e o D-Pad têm aquele toque firme, preciso e silencioso a que a Ayaneo nos habituou no segmento de topo. Ou seja, nada daquele barulho plástico oco a ranger na mão. Como bónus nostálgico que já quase ninguém inclui nos dias de hoje, temos até uma roda física analógica para regular o volume e a clássica entrada para auscultadores de 3.5mm.
Potência com fartura: Até onde vai o Helio G90T?
Debaixo do capô encontramos o processador de 8 núcleos MediaTek Helio G90T, acompanhado por 3GB ou 4GB de memória RAM e uma bateria de 4.000 mAh.
Entretanto, a correr Android 12 como base, a consola tem força de sobra para mastigar toda a era de 8 e 16 bits (Game Boy, SNES, Mega Drive) e correr o catálogo da PlayStation 1 com total fluidez.
Aliás, graças ao sistema de arrefecimento ativo com ventoinha interna, a máquina até consegue atirar-se a emulações mais pesadas de consolas como a PSP ou a Dreamcast. No entanto, convém deixar um aviso aos navegantes: a Pocket Advance não tem manípulos analógicos (joysticks), mantendo-se fiel ao comando clássico em cruz da GBA. Ou seja, embora o processador aguente alguns títulos 3D, a sua verdadeira praia é mesmo a jogabilidade retro pura em duas dimensões.
Um verdadeiro achado para matar saudades dos clássicos!
Como é habitual nos aparelhos que correm Android sem joguinhos pirata pré-instalados. Tens de perder cerca de meia hora a descarregar emuladores (como o RetroArch ou uma interface como o ES-DE) e colocar as tuas próprias cópias de segurança num cartão microSD. Mas assim que o ecossistema fica configurado, a experiência de jogo é um mimo.
Além disso, aqui temos a qualidade de construção de uma marca que já provou saber o que anda a fazer. O que é sempre um ponto positivo.
Assim, para quem quer revisitar obras-primas da GBA como os clássicos Pokémon, The Legend of Zelda: The Minish Cap, Castlevania ou Metroid Fusion no ecrã e formato para os quais foram desenhados… É muito difícil encontrar algo com esta qualidade de construção abaixo da fasquia dos 100 euros.
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