O ecrã do iPhone, de qualquer iPhone, é quase sempre um dos seus maiores trunfos. Isto repete-te com os novos iPhone 17, graças ao painel Super Retina XDR que equipa todos os modelos da mais recente geração, e brilha com 3.000 nits de brilho máximo, e ainda traz animações ultra-fluídas graças ao ProMotion a 120 Hz.
Mas, apesar de toda a qualidade, a verdade é que a Apple não fabrica estes ecrãs. Aliás, há alguns dias dissemos que o sucesso do iPhone, era também o sucesso da Samsung. Muito por causa deste tema.
Porém, a Samsung não é a única fornecedora da Apple.
Os verdadeiros responsáveis pelo brilho do iPhone… Quem são?
A Apple adora ter o controlo sobre tudo, ou pelo menos quase tudo, daquilo que entra no iPhone. O que não é por acaso! Apesar dos muitos produtos de sucesso, é no iPhone que a Apple tem a sua verdadeira galinha dos ovos de ouro.
Dito isto, a grande parte dos ecrãs da linha iPhone 17 é produzida pela LG Display e pela Samsung Display, isto enquanto a BOE Technology Group, da China, também já recebeu luz verde para produzir painéis destinados ao mercado chinês.
Porém, esta diversificação de fornecedores não é novidade, e é até bastante saudável.
Isto porque, ao não conseguir produzir dentro de casa, a Apple prefere depender de vários fabricantes para garantir estabilidade na produção e evitar problemas na cadeia de abastecimento.
Além disso, é possível “atiçar” as diferentes fornecedoras entre si, para conseguir melhores preços, ou até evolução tecnológica. Visto que estas marcas vão tentar ter o melhor produto, para também conseguirem a melhor margem.
LTPO OLED: a tecnologia que faz a diferença
O iPhone 17 usa painéis LTPO OLED (Low-Temperature Polycrystalline Oxide), conhecidos por consumirem menos energia do que os tradicionais LTPS OLED. Curiosamente, esta tecnologia foi inicialmente desenvolvida pela própria Apple, quando introduziu o ecrã do Apple Watch Series 4.
Apesar disso, o processo de fabrico dos LTPO OLED é caro e tecnicamente complexo, o que levou a Apple a recorrer a parceiros especializados. A LG foi a primeira a produzir estes painéis para a marca, e só mais tarde a Samsung conseguiu acompanhar a qualidade exigida.
BOE ganha espaço e ameaça o duopólio sul-coreano?
Em julho de 2025, a BOE recebeu finalmente a aprovação da Apple para fabricar ecrãs do iPhone 17 destinados à China. Um enorme passo para o fabricante chinês, que até aqui só produzia painéis para modelos mais acessíveis. Isto é especialmente verdade porque é aqui que a Apple mexe com mais volume.
Assim, com a LG e a Samsung a controlarem mais de 70% do mercado LTPO OLED, a entrada da BOE dá à Apple uma margem extra de segurança e ajuda a diversificar a produção. Para a BOE, é também uma vitória estratégica, já que passa a competir diretamente com gigantes do setor, ao lado de outros nomes chineses como TCL e CSOT.
A Apple desenha, os outros constroem!
Mesmo com toda a engenharia por trás do ecrã do iPhone 17, é importante lembrar: a Apple cria a experiência, mas a grande maioria do hardware vem de fora. O design e as especificações são da Apple, mas quem transforma essa visão em realidade são parceiros como LG, Samsung e BOE, que continuam a investir fortemente para garantir o brilho e a precisão de cor que definem o iPhone.
E assim, o ecrã que todos associam à perfeição da Apple é, na verdade, resultado de uma parceria global que muda todos os anos, normalmente para melhor.






