Há alguns dias atrás, falei um bocadinho sobre o Geely E2, um carro que anda a fazer as delícias dos condutores lá fora, e que agora chega finalmente ao nosso território. De facto, olhas para a China e vês um fenómeno chamado Geely Xingyuan a vender que nem pãezinhos quentes por menos de 9 mil euros… Tornando-se facilmente no elétrico mais vendido por aquelas bandas.
Mas, ter esses preços em Portugal é impossível. O carro tem de ser modificado para entrar no mercado europeu, há custos de transporte, legalização, e muitas tarifas para pagar. Ainda assim, mesmo com tudo isto em cima, o Geely E2 chega oficialmente a Portugal com um preço de arromba a começar nos 21.900 euros!
De facto, nem sequer vem sozinho ou vem a medo!
Traz distribuição e assistência oficial do gigante Salvador Caetano, garantia de 8 anos (ou 200.000 km) para a bateria e para o carro, 5 anos de manutenção incluída, tração traseira e um frunk de 70 litros à frente!
Assim, enquanto as marcas europeias continuam a pedir 35 mil euros por citadinos com baterias minúsculas, este chinês chega para partir a loiça toda. E agora?
Três versões, baterias LFP e tração traseira!

Portanto, não estamos a falar de um carrinho de brincar sem espaço para as pernas. O Geely E2 mede 4,13 metros de comprimento e arruma a gama nacional em três sabores: PRO, MAX e ULTRA. O segredo de durabilidade está na química das baterias, que recorre ao fosfato de ferro-lítio (LFP), muito mais resistente à degradação e a ciclos diários de carga a 100%.
A folha de especificações foi desenhada à medida das necessidades reais:
- Versão PRO (21.900€): O bilhete de entrada traz bateria de 35,35 kWh, motor elétrico montado no eixo traseiro com 60 kW (80 cv) e 150 Nm de binário, oferecendo até 252 km de autonomia WLTP. Para voltas urbanas e suburbanas no dia a dia, é muito interessante.
- Versões MAX e ULTRA: Sobem a fasquia para uma bateria de 47,14 kWh e um motor mais vivo de 85 kW (116 cv), esticando a autonomia para os 345 km em ciclo combinado WLTP.
- Carregamento rápido: Demora apenas 26 minutos dos 10% aos 80% num posto rápido em corrente contínua (DC). Em corrente alternada (AC), fica-se pelos 6,6 kW para carregar calmamente em casa durante a noite.
Tecnologia de série que envergonha a concorrência.
Esquece aquela velha conversa de que para ter um carro a 21 mil euros tens de andar num caixote despido de extras. O interior vem munido de um painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas e um ecrã central tátil brutal de 14,6 polegadas a correr o sistema FLYME Auto.
De série, traz logo Apple CarPlay, Android Auto, atualizações remotas Over-The-Air (OTA), rádio digital DAB e conectividade 4G. Além de tudo isto, no capítulo da segurança, não pouparam. São 7 airbags e 24 sistemas de assistência à condução (ADAS), incluindo cruise control adaptativo, travagem de emergência autónoma, monitorização de fadiga e deteção de ângulo morto.
A paz de espírito da Salvador Caetano.
O maior trunfo deste lançamento em solo nacional não é apenas o preço de arromba. É quem está por trás dele. O carro é importado e assistido de norte a sul do país pela Salvador Caetano Auto, eliminando de vez aquele medo clássico de “e se a marca desaparece e fico sem peças?”.
Junta a isso o facto de o preço de 21.900€ já incluir 5 anos de manutenção programada (ou 75.000 km) e uma garantia de 8 anos ou 200.000 km tanto para o carro como para a bateria, e percebes o tamanho da dor de cabeça para os concessionários da Renault, Peugeot, Citroën ou Volkswagen.
O consumidor comum não é parvo nem quer saber de teorias protecionistas quando a fatura no concessionário ao lado é 10 mil euros mais cara. Isto por um carro com menos equipamento e garantias mais curtas. Por isso, se as marcas tradicionais não acordarem rapidamente para a vida, a Geely vai varrer o segmento de entrada em Portugal sem pedir desculpa a ninguém.
Antes de mais nada, interessado? Podes saber mais aqui.






