Hoje foi dia de dar as boas-vindas a um “refresh” a uma das gamas que mais vende à escala global. Estamos a falar dos novos Redmi Note 17 da Xiaomi, que normalmente dominam a gama média do mundo mobile com um autêntico punho de ferro. Isto porque, normalmente, é aqui que os consumidores conseguem encontrar o pacote mais equilibrado e interessante do mercado. Ou seja, onde a qualidade-preço reina.
Mas, em 2026 há um problema, e é um problema grave. Não penses que estou a culpar a Xiaomi, porque isso não é verdade. De facto, até acredito que a gigante chinesa tentou fazer uma finta bastante interessante a toda esta encreca. Mas, ainda assim, é um lançamento que demonstra o buraco que é a crise de memória. Um buraco que teima em ficar maior a cada mês que passa.
Quando até a Xiaomi tem de perder a identidade… Estamos mal!

Portanto, os novos Redmi Note 17 continuam a ser aparelhos extremamente interessantes, e vão por isso mesmo saltar à vista dos consumidores. Especialmente quando tudo começar a aumentar aos 100€ e 200€ de cada vez, algo que deverá começar já no próximo mês, logo após da Apple lançar a gama iPhone 18 (que também vai ser mais cara).
Ainda assim, é inegável que apresentam cortes significativos no hardware. A Xiaomi tentou dar a volta ao problema ao apresentar baterias com capacidades absurdas (acima dos 8000 e 9000mAh!) baseadas na tecnologia de silício-carbono. Isto ao mesmo tempo que melhorou de forma muito significativa os materiais de construção, o que eleva estes aparelhos a um nível de resistência que normalmente só vemos nos topos de gama de 1500€.
Mas há cortes, e são cortes que preocupam.

A realidade é que a capacidade de memória RAM levou um corte em quase toda a gama, com os modelos mais poderosos nos 8GB, e a restante gama a cair para os 6GB e 4GB. Aqui é preciso salientar que no ano passado podias comprar um Redmi Note 15 Pro+ com 12GB de memória RAM a um preço bombástico. Este ano, essa opção nem existe.
Depois disso, as câmaras não são nada de outro mundo, e de facto, até o SoC utilizado não nos garante que vamos ter aqui um nível de performance capaz de rivalizar com aparelhos mais caros. E é aqui que está o problema.
Qual é o paradigma atual?
A Xiaomi sempre foi aquela fabricante capaz de entregar mais por menos, especialmente nas gamas Redmi. Mas… Aqui ficou de mãos atadas.
De facto, é notório que a fabricante fez o máximo possível para não aumentar preços, porque sabe que nesta gama é impossível pedir mais dinheiro. Mas, a verdade é que não é possível fazer limonada sem limões, e isso devia deixar-te preocupado. Afinal de contas, quando nem a Xiaomi é capaz de ser Xiaomi… Algo está mal no mundo.







