Pode parecer estranho, mas a Qualcomm quer de facto esmagar a Apple, mas as parceiras Windows preferem passar vergonha! – O mercado dos computadores portáteis sofreu um autêntico terramoto com o lançamento do MacBook Neo. E ainda bem que assim foi. O lançamento foi genial, e foi na altura certa.
Nenhuma fabricante estava preparada para ver a Apple a lançar uma máquina premium, com corpo em metal e especificações de respeito por cerca de 600€.
No entanto, a Qualcomm mexeu-se rápido e apresentou o Snapdragon C como o antídoto ideal para esta dor de cabeça. O problema? É que a Qualcomm parece estar a jogar sozinha.
Ou seja, enquanto a gigante dos chips tenta dar luta à maçã, as marcas de portáteis Windows continuam a tratar o mercado com uma falta de seriedade preocupante. Onde tudo vale para fazer dinheiro, e não deveria.
Portáteis de plástico, ecrãs medonhos, e com 4GB de RAM em 2026? É pedir para sofrer!
A Qualcomm fez a sua parte do trabalho, ao oferecer um SoC interessante a um preço apetecível. Mas, marcas como a Acer parecem não ter recebido a SMS. A prova disso é a ficha técnica do novo Aspire Go 15 baseado no Snapdragon C, que se prepara para chegar ao mercado com uns embaraçosos 4GB de memória RAM.
Assim, se tentar correr o Windows 11 com 8GB de RAM já é uma experiência dolorosa nos dias que correm, tentar fazê-lo com metade da memória é uma autêntica piada de mau gosto.
A própria Microsoft já veio dizer publicamente que 16GB de RAM é o mínimo aceitável para lidar com as tarefas de Inteligência Artificial no Windows 11.
Por isso, como é que a Acer espera que o utilizador comum consiga trabalhar com 4GB? E antes que venham os defensores do costume chorar que o MacBook Neo também começa nos 8GB de RAM, convém lembrar que o macOS gere a memória de forma totalmente diferente. O portátil de entrada da Apple consegue abrir dezenas de aplicações em simultâneo sem tossir, enquanto uma máquina Windows com 4GB de RAM vai pedir por favor para morrer assim que abrires três abas no browser e um documento de Word.
O barato sai caro. É preciso ter noção.
O SoC da Qualcomm até pode ser muito interessante e eficiente, mas o problema destas máquinas de 300€ é tudo o resto à volta. Para conseguir meter o computador a metade do preço do MacBook Neo, as fabricantes têm de cortar em tudo o que conseguem.
O resultado? Portáteis com chassis e touchpads feitos de plástico fuleiro, ecrãs medonhos com ângulos de visão pré-históricos, brilho sofrível e cores completamente lavadas que fazem doer os olhos após dez minutos de utilização.
A poupança nos materiais de construção destas máquinas Windows garante que o portátil vá durar pouco mais de um ano nas mãos do utilizador.
No fim do dia, é uma compra que não vai fazer sentido, e como tal, vai ser outra aposta que vai morrer muito cedo.





