Ao que tudo indica, a PS6 pode chegar ao mercado com 1TB de SSD e sem leitor de discos. À primeira vista, soa a corte puro e duro para poupar dinheiro. Mas há aqui um detalhe importante que pode mudar a conversa. A Sony pode estar a preparar uma consola mais focada no digital, com jogos mais leves graças a novas técnicas de compressão.
Ou seja, a ideia de uma PlayStation 6 sem leitor não aparece do nada. A indústria já anda a empurrar tudo para o digital há anos, e a própria PS5 ajudou a preparar o terreno. O problema é outro. Se a PS6 chegar mesmo com apenas 1TB, a reação inicial vai ser de revolta. E com razão.
PS6 com 1TB? Parece pouco. E na verdade é pouco.
Nos tempos que correm, falar de uma consola de nova geração com apenas 1TB parece quase provocação. Especialmente numa altura em que muitos jogos já andam a ocupar um espaço absurdo, com instalações gigantes, updates pesados e texturas que comem armazenamento como se nada fosse.
A questão aqu é… Se a PS6 quer ser a consola do futuro, então devia crescer em tudo. Mais performance, mais ambição e, claro, mais espaço. Chegar com 1TB soa a compromisso demasiado cedo.
Mas há uma razão para isso!
Ao que tudo indica, a escolha de um SSD de 1TB pode ser uma forma muito simples de cortar custos. E nesta altura do campeonato, isso vale ouro. A memória continua cara, o armazenamento também, e a Sony sabe perfeitamente que o preço da PS6 vai ser um dos temas mais delicados na altura do seu anúncio e lançamento.
Ou seja, cortar no SSD é uma forma quase óbvia de tentar “agarrar” o preço final.
Ainda mais se tivermos em conta que os rumores continuam a apontar para uma consola sem leitor de discos. Menos componentes, menos custo, mais margem para a Sony respirar.
Sem leitor?
Honestamente não me choca. A Sony anda a preparar isto há muito tempo, e de facto, os jogos modernos já não correm a partir do Blu-Ray. São instalados a partir do mesmo, e por vezes o ficheiro de instalação já nem é o mais recente.
Então porque é que a Sony acha que isto pode resultar?
Porque existe uma carta na manga. A tal compressão neural de texturas.
Ao que tudo indica, a Sony pode apostar numa nova tecnologia capaz de reduzir drasticamente o tamanho dos jogos. A promessa é simples. Texturas mais leves, ficheiros mais pequenos e uma utilização muito mais eficiente do armazenamento disponível.
Se isto funcionar bem, um jogo que hoje ocupa 150GB pode passar a ocupar uma fração disso.
É aqui que a conversa muda um pouco. Porque uma PS6 com 1TB continua a parecer curta no papel, mas se os jogos começarem a ocupar muito menos espaço, esse problema deixa de ser tão grave como parece agora.
Mas atenção. Isto ainda cheira a teoria.
Este é o ponto mais importante. A ideia é boa. Faz sentido. E pode até ser uma das maiores evoluções invisíveis da próxima geração. Mas para já, continua tudo muito dependente da execução.
Porque uma coisa é prometer jogos mais leves. Outra completamente diferente é meter isso a funcionar em larga escala sem perdas, sem chatices e sem complicar o trabalho dos estúdios.
E se essa parte falhar, então a PS6 arrisca-se a chegar com pouco armazenamento e sem a desculpa tecnológica que tornaria esse corte aceitável.
No fim do dia, a Sony pode estar a preparar uma consola mais barata… mas também mais fechada
Uma PS6 com 1TB e sem leitor de discos faz sentido do ponto de vista da Sony. Corta custos, simplifica o hardware e empurra ainda mais o mercado para o digital.
Do ponto de vista do jogador? A conversa já não é tão bonita.
Dito tudo isto, se a compressão neural resultar, a jogada pode até parecer inteligente. Mas se falhar, então a PS6 vai chegar ao mercado já com cortes que ninguém pediu.









