Durante anos, “Pro Max” foi um rótulo fácil de identificar. Era Apple, era grande, era o mais caro e era, em teoria, o melhor que a marca tinha para oferecer. Era quase como se fosse o modelo Ultra, mas com uma identidade muito mais Apple.
Igual, mas ao mesmo tempo diferente. Agora, isso acabou.
O Ultra não dá. Tem de ser Pro Max!

A Apple popularizou o nome com o iPhone 11 Pro Max em 2019, associando o termo ao maior e mais completo iPhone de cada geração. Uma ideia que pareceu estranha, mas rapidamente colou.
Aliás, a coisa corre tão bem que, em 2025, marcas como a Xiaomi e a Huawei decidiram seguir exatamente o mesmo caminho. Xiaomi 17 Pro Max. Huawei Mate 80 Pro Max. Coincidência? Nem por isso.
Segundo várias fontes da indústria, 2026 vai ser o ano em que o “Pro Max” deixa definitivamente de ser uma assinatura Apple para se tornar mais um rótulo genérico no Android, especialmente entre marcas chinesas.
Vamos ter um toque da Apple em tudo o que é topo de gama!
Porque é que todas querem um “Pro Max”?
A resposta é simples e pouco romântica. Marketing.

“Ultra” é hoje em dia Banal. Tal e qual como o velho “Pro”. Por sua vez, “Pro Max” comunica imediatamente estatuto.
Diz ao consumidor que aquele é o topo do topo, o maior e mais potente, mesmo antes de olhar para especificações, preço ou reviews. Funciona como atalho mental, e é até possível ir buscar um pouco da magia da Apple, que tanto tem resultado com o iPhone.
O risco de banalizar o nome
Aqui é que a coisa começa a ficar interessante. Porque o risco é obviamente real.
OPPO, Vivo e Honor ainda resistem, usando nomes como Ultra para identificar os seus flagships. Mas tudo indica que essa resistência pode cair em breve. Se isso acontecer, passamos a ter um mercado onde quase todas as marcas têm um Pro Max, independentemente de diferenças reais entre os equipamentos.
E quando toda a gente é Pro Max, ninguém é Pro Max.
Resultado? A Apple vai eventualmente mudar. Tal como também se afastou do Plus como topo de gama.
O que isto revela sobre a indústria?
Mais do que uma questão de nomes, isto mostra algo mais profundo. O mercado Android continua obcecado em validar escolhas através de linguagem criada pela Apple, mesmo quando critica a Apple em tudo o resto.
É… Triste.
Porque, em vez de criarem novas identidades fortes, muitas marcas preferem pegar em conceitos que já estão enraizados na cabeça do consumidor e reutilizá-los até à exaustão.
Funciona? Provavelmente sim, pelo menos no curto prazo. E quem inventou a coisa pode sempre voltar a inventar uma outra qualquer. Porque o estatuto não está colado ao nome. Está colado a tudo o resto.

