A Xiaomi decidiu antecipar o lançamento da sua gama média no mercado global, o que também nos diz que se calhar vamos ter algumas surpresas até ao final do ano (podes piscar o olho aos novos Xiaomi 18 ainda este ano), ao anunciar os seus novos Redmi Note 17, onde a estrela é obviamente o modelo de topo: o Redmi Note 17 Pro Max.
Pro Max? Sim, isto não é um iPhone. É um Xiaomi.

Sim, a nomenclatura que normalmente é associada ao iPhone, e que já foi adotada pela Xiaomi no ano passado com os Xiaomi 17 Pro e 17 Pro Max, chega agora à gama da submarca REDMI. Podes gostar, podes não gostar, é o que é.
Mas este é inegavelmente o topo de gama da REDMI e é, por isso mesmo, um aparelho que vai muito provavelmente definir aquilo que é a gama média para os próximos tempos dentro do ecossistema Android. E isto é importante, porque há muito a reter neste lançamento.
Vale a pena? É preciso olhar para o mercado!
Há aqui muito a dizer. Especialmente no lado da bateria. Mas é preciso perceber o porquê das escolhas da Xiaomi, que entretanto deram vida a toda a gama Redmi Note 17 e, mais concretamente, ao modelo Pro Max.

O mundo mobile está a passar por uma altura complicadíssima. Desenvolver e lançar smartphones é um pesadelo de proporções épicas para qualquer fabricante, incluindo a Xiaomi, que até tem poder suficiente para negociar com as suas fornecedoras. A memória RAM está caríssima, o armazenamento também não está barato e, de facto, até o SoC está a roçar valores absurdos.
Por isso, na gama média, onde as margens são muito mais magras, não é fácil lançar modelos interessantes que ao mesmo tempo consigam ser melhores, ou pelo menos diferentes, face ao que já existe nas prateleiras.
Mas… A Xiaomi tentou! E é aqui que o REDMI Note 17 Pro Max impressiona.
A Xiaomi percebeu que não ia conseguir meter 12GB de memória RAM e que um SoC de topo também seria complicado. Teve de fazer compromissos neste aspeto. Por isso, apostou num corpo com uma qualidade de construção digna de menção, um ecrã de grande qualidade e, claro, uma bateria ENORME.
Aliás, a fabricante afirma que é possível usar este telemóvel durante 3 dias sem nunca o ligar ao carregador. Porquê? Porque a bateria tem uma capacidade de 9210 mAh.
Sim, é isso mesmo. Quase 10.000 mAh de capacidade num smartphone de gama média. É quase o dobro da grande maioria dos aparelhos que andam por aí. De facto, o topo de gama mais famoso do mundo Android, o Galaxy S26 Ultra, continua com uma bateria de 5000 mAh. Parece uma loucura, mas foi o caminho que a Xiaomi descobriu para tentar oferecer algo de diferente, e com impacto real, na vida dos seus consumidores.
Isto sem aumentar preços, que vai ser muito provavelmente o caminho escolhido pela esmagadora maioria das marcas.
Vale a pena?
Para os entusiastas, os “cortes” nas câmaras, memória e processador vão ser notórios. Mas, para a esmagadora maioria das pessoas, pouco ou nada interessam.
O smartphone sente-se como um produto refinado e maduro na mão. Aliás, como disse em cima, este é muito provavelmente o REDMI mais bem construído de sempre.
Depois, há um outro detalhe. A Xiaomi sabe que as coisas estão complicadas em termos de preço no mundo da tecnologia. Por isso, toda a gama REDMI vai ter uma campanha de desconto de lançamento de 15%. Assim, este REDMI Note 17 Pro Max não vai custar 599€ no arranque das vendas. Vai ficar nos 509€, o que o torna muitíssimo mais interessante para quem quer esquecer o carregador em casa durante todo o fim de semana.
Achas que a aposta numa bateria de 9.210 mAh compensa os cortes no processador e na memória RAM ou esperavas mais deste Pro Max? Deixa a tua opinião na caixa de comentários em baixo.







