Primeiras impressões: Nubia z11 mini, o pequeno guerreiro Núbio


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Marca da ZTE, agora totalmente independente, a Nubia despertou muito cedo o interesse do autor pela aposta firme em design refinado e grande imaginação em algumas implementações.

Contando com Cristiano Ronaldo como embaixador na China, na Europa esse passo ainda não foi dado. Mas quando tivemos a oportunidade de experimentar o Nubia Z11 Mini, nada disso importou porque o charme falou mais alto. O dispositivo chega-nos com bom design e processamento a cargo de um capaz octa-core Snapdragon 617, com 3GB de RAM, mostrando boas características noutros campos, nomeadamente nas câmaras e bateria, e alguns apontamentos louváveis na UI, embora o altifalante mono e alguns pormenores em plástico coloquem os nossos pés de novo bem assentes na terra.

 

Design e Construção

A utilização de uma traseira em vidro confere ao Z11 Mini uma estética refinada.
A utilização de uma traseira em vidro confere ao Z11 Mini uma estética refinada.

O Nubia Z11 Mini é simplesmente bonito, de um modo algo iPhone, e caracteriza-se pela simetria do seu desenho, graças ao vidro 2.5D no ecrã e no painel traseiro.

Estilisticamente, o Nubia Z11 Mini é uma afirmação. As curvas gentis continuam com as margens em metal ligeiramente convexas e aqui há que mencionar que o topo e a base não são de metal, mas de plástico.

Não há grande diferença tonal (se há alguma), e a Nubia foi ao ponto de criar duas estreitas linhas prateadas para simular o acabamento em chanfra das laterais. A nossa desconfiança veio apenas ao de cima pelos orifícios simplificados do altifalante e confirmamos a suspeita pela clara diferença de temperatura, fácil de notar neste inverno.

A solução é, na verdade, muito engenhosa, pois permite ter um painel traseiro sem interrupções para as antenas, embora não seja a única opção no mercado para o fazer, e está pelo menos bem executada.

Ainda um apontamento de classe e futurismo nas teclas capacitativas vermelhas, tal como o anel vermelho em torno da câmara, quebrando a monotonia e replicando igualmente o grafismo do lettering Nubia. No geral o dispositivo está bem acabado, é confortável na mão e impressiona com os pequenos apontamentos estilísticos que traz para a arena da diferenciação.

 

Características principais

Processamento e memória

As características técnicas do Nubia Z11 Mini são bastante regulares para a gama média com aspirações a qualidade, com o Snapdragon 617 a dar tracção ao dispositivo, juntamente com 3GB de RAM. O processador já é um nosso velho conhecido, do Coolpad Torino, Coolpad Max e BlackBerry DTEK50, e é justo dizer que o temos em elevada consideração neste segmento. O seu ponto forte é uma excelente relação entre custo, performance e eficiência energética, excelentes indicações para as prestações do Nubia.

As teclas capacitativas iluminadas são sempre bem-vindas.
As teclas capacitativas iluminadas são sempre bem-vindas.

Um ponto definitivamente positivo são os 64GB de armazenamento interno, expansíveis via microSD até 256GB. Neste segmento estamos habituados a ver bem menos, e esta capacidade de armazenamento jogará a favor do Nubia junto dos que quiserem utilizar dois cartões SIM e abdicarem assim do microSD.

 

Ecrã

Do lado do ecrã, temos um painel IPS LCD de 5 polegadas com resolução FHD que é facilmente aproveitado ao máximo graças às teclas capacitativas na base do painel. As margens laterais são sempre um ponto a ter em conta, e no caso do Nubia Z11 Mini, são razoáveis para o segmento, sem se tornarem muito intrusivas, autorizando um dispositivo que não é o mais compacto da sua classe, mas está claramente entre os melhores.

O ecrã mostra desde logo que não tem uma emissão de brilho capaz de rivalizar com dispositivos mais caros, o que poderá acarretar uma penalização em termos de contraste, mas a qualidade geral parece realmente boa: boas cores, bons ângulos de visão, e a possibilidade de programarmos uns poucos perfis de cor.

 

Câmara

Parecemos estar muito bem servidos do lado das câmaras, com um sensor de 16MP para a câmara principal, com flash e foco por detecção de fases, além de capacidade para vídeos Full HD. Também a câmara frontal tem capacidade para vídeo 1080p, e uma resolução de 8MP.

Não encontramos indicação de características avançadas, como estabilização óptica de imagem, mas a app parece interessante, com modos panorâmicos, slo-mo, ou time-lapse. Encontramos ainda um modo pro que permite controlar um número limitado de especificações, como o equilíbrio dos brancos, e foco manual. Aqui, uma pequena salva de palmas por a Nubia ter incorporado um aviso de cor quando determinado objecto está focado!

Podemos igualmente carregar filtros para aplicação nas imagens e um nível que permite ver se o telemóvel está alinhado ou não.

 

Bateria

Quanto à bateria, temos 2800mAh, que será razoavelmente generosa para este tipo de especificações, parecendo de facto uma capacidade bastante padrão para o segmento e dimensões. O carregamento faz-se via USB-C, mas não vimos indicação de carregamento rápido, pelo que estamos pouco esperançados quanto à capacidade de carregarmos o terminal em uma hora ou menos.

 

Software

Os gestos nas margens são uma excelente ideia e bastante úteis.
Os gestos nas margens são uma excelente ideia e bastante úteis.

O Nubia Z11 Mini vem com o Android Lollipop e uma interface tipicamente Chinesa, sem gaveta de aplicações. É algo que funciona contra si, pois já é uma versão Android desfasada e com menos capacidade que as Marshmallow e Nougat. A ROM é internacional e, se bem que escolhemos o idioma Português, uma grande parte da UI está em Inglês, e nem sempre em Inglês correto.

Ao autor não causa qualquer incómodo, mas é um ponto a levar em consideração para quem não for bilingue e algo que as marcas Chinesas à procura de um pé na Europa terão sempre de melhorar.

Mas, face ao hardware, a UI responde bem. O Nubia Z11 Mini não tem falta de potência, de qualquer modo. Mais interessante é a imaginação da Nubia, que integrou diversas funções nas margens do dispositivo.

Assim, arrastar ao longo de ambas as margens reduz ou aumenta o volume ou a luminosidade do ecrã. Mais útil é deslizar apenas um dedo ao longo de uma das margens, para alternar as apps. Neste caso, deslizar o polegar para baixo muda para a app seguinte, e deslizar para cima passa para a app anterior.

Excelente ideia para operar o terminal com apenas uma mão, certo?

Prova que os fabricantes estão por vezes muito à frente da Google, descobrimos que temos tap to wake, ou a possibilidade de dividir o ecrã e correr apps em paralelo. Catita? E para quem tem diversas contas Facebook, bem enterrada nas definições encontramos algo que se chama “dual instance” e permite correr apps geminadas em paralelo, com duas contas activas.

Ou podemos activar o swipe com três dedos, que nos permite trocar de aplicação com deslizes laterais, fazendo bypass à necessidade de qualquer tecla extra. Uma última peça de interesse na interface é o bloqueio do ecrã simplesmente colocando a mão sobre este.

Não falta o sensor de impressões digitais ao Nubia Z11 Mini.
Não falta o sensor de impressões digitais ao Nubia Z11 Mini.

As notificações são facilmente configuráveis, com a possibilidade de trocarmos a sua ordem no painel das notificações rápidas e, para uma maior segurança, podemos bloquear a descida do painel de notificações quando o ecrã está bloqueado. Podemos igualmente escolher quais apps podem mostrar notificações.

Igualmente configuráveis são as teclas capacitativas no fundo, com inversão das suas funções e a deliciosa possibilidade de desligarmos a luz vermelha enquanto o smartphone está a carregar. É algo que pode incomodar quando carregamos os terminais durante a noite, e muitos fabricantes simplesmente se esquecem.

Portanto, apesar de apresentar infelizmente uma versão já “antiga” do Android, o Nubia Z11 Mini tem a grande vantagem de ver implementados gestuais muito úteis e interessantes, que ultrapassam as funcionalidades básicas do Android base. São definitivamente pontos muito positivos numa UI que necessita de alguma afinação quanto à organização lógica e à qualidade dos idiomas.

 

Expectativas

O Nubia Z11 Mini é compacto e extremamente confortável.
O Nubia Z11 Mini é compacto e extremamente confortável.

Um gama média que esconde bem não ser um smartphone bem mais caro, o Nubia Z11 Mini não nos deixa indiferentes, com um design muito elegante e cuidado onde alguns pormenores são extremamente interessantes. A elegância e dimensões compactas deste dispositivo é, visivelmente, o seu maior argumento face a um mercado bastante concorrencial e diga-se de passagem que, nesse aspecto, é um argumento fortíssimo.

Do lado das especificações, encontramos dados muito sólidos para um smartphone abaixo dos 300€, onde nem sempre costumam ter o estilo aliado à performance, e o seu único ponto duvidoso é o software já antigo. Em boa parte, as funcionalidades inteligentemente integradas pela Nubia surpreendem e compensam esta omissão, mas a qualidade dos pacotes de línguas deixa a desejar. E no entanto, gostamos da interface no geral, da sua resposta, das animações suaves, os sons zen, as teclas capacitativas.

Para os fãs dos compactos, o bom e barato nem sempre é possível, mas o Nubia Z11 Mini parece andar bem lá perto, para ser um smartphone que desperta paixões. Veremos muito em breve como se comporta no terreno.

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