Primeiras impressões LG W7: A diferença está no W

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A LG é um fabricante que conta com a nossa simpatia ao nível dos equipamentos de televisão. Preocupa-se em criar dispositivos atrativos, com uma elevada qualidade de imagem e que disponibilizam uma interface intuitiva e simples de usar. A linha do ano passado não foi exceção e nem tão pouco as apostas deste ano, fogem a esta máxima. Nas próximas linhas contamos-lhe tudo acerca da nova série LG W7.

LG W7

2016 foi um ano em que a LG apostou forte ao nível do OLED e este não será diferente. A principal diferença nos equipamentos de 2017, é que o 3D foi abandonado e todos eles partilham o mesmo chipset de nova geração. Mas vamos centrar-nos na série W.

A diferença está no W

A LG escolheu o W para batizar esta série de televisões por dois motivos: wallpaper e window. É de facto como uma janela para o mundo que a LG vê esta televisão: – uma janela fina colocada numa parede e com uma imagem muito próxima da realidade.

O Design

O design inovador da LG W7 segue a filosofia do “less is more” e dá um destaque particular ao ecrã.  Neste modelo, o painel OLED é colocado diretamente na parede através de suportes magnéticos. Isto evita espaços indesejados entre o televisor e a parede. Como resultado, a espessura final depois de instalado na parede é inferior a 4mm.

O facto de estarmos perante uma televisão tão fina, deixa pouco espaço para o hardware e portas de ligação. A solução foi integrar estes componentes num dispositivo à parte que funciona como barra de som.

O cabo que liga a barra de som ao painel é muito fino e tem uma textura que permite a sua colocação na parede e posteriormente uma pintura por cima, de modo a que seja totalmente disfarçado.

Todas as fontes de imagem são ligadas ligadas à barra de som, estando disponíveis quatro portas HDMI (HDCP 2.2) e três USB, sendo que uma delas é USB 3.0.

A diferença de ser OLED

As televisões OLED são normalmente boas por dois motivos: são ultra-finas e têm uma excelente taxa de contraste. A linha W7 não foge à regra. Destaca-se logo à partida pela sua espessura de apenas 2.57mm e pelo suporte para conteúdos 4K e HDR.

Ser OLED faz de facto toda a diferença, uma vez que com esta tecnologia cada pixel se ilumina de forma individual. Isto ganha especial relevância, quando comparamos estas televisões com os modelos mais tradicionais que utilizam painéis LCD. Estas televisões necessitam de ser mais grossas e nunca conseguem apresentar as mesmas taxas de contraste.

A imagem

O desempenho ao nível da imagem é sem dúvida fantástico. Com a W7 obtemos pretos perfeitos, uma excelente taxa de brilho e de contraste e cores fidedignas. O resultado final é uma imagem que não nos cansamos de visualizar. Esta afirmação vai ganhar ainda mais força, o Dolby Vision chegar este ano ao Blu-Ray Ultra HD.

Para além do que já referimos acima a LG adicionou um novo polarizador preto-neutro OLED à camada anti-reflexo do painel da televisão. Esta garante pretos perfeitos mesmo em salas com muito brilho.

Nos modelos anteriores que não possuíam esta polarizador, os resultados nunca eram assim tão perfeitos neste tipo de espaços.

É certo que avaliámos estas caraterísticas com vídeos especialmente produzidos para este equipamento, porém as caraterísticas numa utilização real, desde que a fonte seja boa, serão, sem dúvida, muito semelhantes.

Cena após cena, ficamos com a sensação que estamos cada vez mais perto daquilo que o diretor do filme nos quis transmitir.

O Som

Numa televisão com caraterísticas tão interessantes como a linha W7, até a barra de som é especial. A comprová-lo está a presença da tecnologia Dolby Atmos. Na prática isto significa que este sistema de som tem a capacidade de produzir um som surround que não só está à sua volta, mas também por cima de si.

Podemos confessar que numa fase inicial, estávamos algo céticos, quanto a esta capacidade sonora. Porém, depois da ouvirmos ficámos realmente impressionados. Esta barra de som relativamente fina, tem a capacidade de encher uma sala com pormenores sonoros que parecem estar em qualquer parte da sala.

Sistema operativo e realidade virtual

O WebOS é um sistema operativo que conhecemos bem e que vem carregado com diversas funcionalidades que nos permitem executar as mais variadas tarefas com facilidade.

A nova linha W inclui uma versão atualizada deste sistema operativo, o WebOS 3.5 que se destaca sobretudo pelo suporte para conteúdos de realidade virtual a 360 graus.

Tudo o que necessita é de ligar um computador ou um smartphone com capacidades de realidade virtual à televisão e poderá navegar por todos os conteúdos, fazendo também uso do Magic Remote.

E já que falamos em comando, também este sofreu uma pequena modificação, com a inclusão de um botão dedicado para acesso rápido à Netflix e outro para o serviço da Amazon.

A isto juntam-se outras funcionalidades, como a capacidade de assistir a informações acerca do que está a visualizar ou aproximar uma determinada imagem.

O que achámos

A LG W7 é sem dúvida um equipamento que não vai passar despercebido no mercado. Tem tudo o que uma televisão de topo deveria ter e estamos realmente impressionados. Por este motivo, não temos qualquer reserva em afirmar que é sem sombra de dúvida a melhor televisão que já alguma vez vimos em funcionamento!

Entretanto saibam que amanhã, sábado, poderão ver na Worten do Colombo esta televisão em funcionamento. Saibam também que o modelo de 65 polegadas já está disponível em catálogo virtual por 8499 Euros.

Mais informações podem ser encontradas aqui.

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Bruno Fonseca

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