Primeiras impressões Coolpad Modena 2: era dourada da gama baixa - Leak

Primeiras impressões Coolpad Modena 2: era dourada da gama baixa

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As grandes marcas roubam inquestionavelmente as luzes da ribalta com dispositivos verdadeiramente de luxo, mas o grande fervilhar do mercado dá-se mesmo nas gamas baixas onde os modelos são mais que as mães e as marcas lutam pela diferenciação.

O segmento abaixo dos 200€ está cada vez mais rico e diversificado para benefício dos consumidores que, nesta gama de preço, já não têm de comprar smartphones para “desenrascar”, nem abdicar de funções fundamentais.

É aqui que entra a Coolpad, que entra no mercado nacional em 2016 com um grande dinamismo. O Coolpad Modena 2 sobre o qual nos debruçamos hoje é prova disso: quando chegar ao mercado Português será dos mais modernos e melhores smartphones na classe dos 100€.

Quer saber porquê?

Design e construção

Adoramos o que a Coolpad fez com o design do Modena 2, transformando-o num dispositivo que grita prestígio e classe, mesmo que não encontremos aqui materiais nobres, As linhas são predominantemente rectas e as curvas que existem são suaves e discretas, com os cantos com pequeno diâmetro.

Estas linhas discretas e refinadas invocam definitivamente o Coolpad Max que analisamos recentemente e, portanto, as afirmações estilísticas de dispositivos bem mais onerosos. Embora o dispositivo possua uma espessura máxima perfeitamente banal para o segmento (7,8mm), É a ligeira curvatura na traseira e a elegância do ecrã 2.5D que contribuem para isto não ser de todo aparente, com os contornos a terem uma espessura de menos de metade do dispositivo.

Face ao Modena, o Modena 2 não só muda de abordagem estilística, como parece muito mais elegante, ergonómico, e sólido. De facto, é 1mm mais fino, parecendo definitivamente ter menos “casca”.

Os plásticos não são materiais nobres, mas o Modena 2 está muito bem rematado.

Os plásticos não são materiais nobres, mas o Modena 2 está muito bem rematado.

Por baixo desta aparência continuamos a ter um corpo de policarbonatos, parecendo-nos um pequeno milagre como é que a Coolpad consegue moldar este tipo de componentes de modo tão fino e ao mesmo tempo sólido. É que se quase percebemos um ligeiro movimento no painel traseiro, a solidez do dispositivo não está em causa e nada se move, praticamente nada range.

Os acabamentos estão, além do mais, extremamente bem conseguidos nos pormenores. Nomeadamente, os frisos cromados não parecem de todo pintura e as opções quanto a esta última questão dão um aspecto decididamente metálico ao dispositivo que só reconhecemos porque o toque é definitivamente diferente entre os dois materiais.

Se os dispositivos de plástico têm a fama de baratos, o Coolpad Modena sem dúvida que muda este modo de pensar.

 

 

 

Principais características

Processamento e memória

Não tenhamos medo: praticamente todos os jogos correm, apenas não a um nível de topo.

Não tenhamos medo: praticamente todos os jogos correm, apenas não a um nível de topo.

Este será já o nosso quarto Coolpad, após uma experiência fugaz com o Coolpad Modena original. Diremos isto: a evolução entre as duas gerações é abismal e fará muito para cimentar a fama da Coolpad como um nome a levar em conta na gama baixa.

A 169€, o Modena original estava no limite do que um Android a sério deveria ser, em virtude de um ecrã com resolução baixa e memória insuficiente para margem de manobra. Por comparação, o Modena 2 é irreconhecível.

Quanto ao processamento, a troca do Snapdragon 410 pelo MediaTek MT6735P deverá garantir alguma performance extra. Acima de tudo, o dispositivo duplica a memória, para 16GB de armazenamento e 2GB de RAM, tornando-se bastante digno. Tipicamente Android, metade da memória está quase sempre cheia, o que ilustrará bem as limitações de quem tem que sobreviver com apenas 1GB de RAM.

A gráfica é a Mali-T720MP2, o que significará que poderemos encaixar alguns jogos relativamente complexos como Dead Trigger 2 ou Unkilled, se não formos gamers aficionados nem exigirmos demasiada fluidez.

 

Ecrã

O ecrã do Modena, com a sua resolução de 540 x 960, é definitivamente um dos pontos fracos do dispositivo. Autoriza menos carga gráfica, mas a nitidez não parece promissora num dispositivo com ecrã de 5.5 polegadas. Por isso saudamos a passagem do ecrã do Modena 2 para o HD e uma densidade de pixéis melhorada em quase 30%.

Os rebordos continuam algo mais rechonchudos do que desejaríamos, mas há uma melhoria potenciada pelo desenho mais elegante no geral, que consegue disfarçar algo estas linhas negras a toda a volta. Principalmente, há que mencionar a qualidade do ecrã que parece estar perfeitamente dentro dos limites do segmento, com cores aceitáveis, bons contrastes e poucos vício dignos de monta. O ecrã tem uma coloração bastante quente, no entanto.

 

Câmara

A câmara do Coolpad é apoiada por uma app bastante completa.

A câmara do Coolpad é apoiada por uma app bastante completa.

O Coolpad Modena parece trazer a mesma câmara principal que o Modena, nomeadamente um Sony IMX219 de 8MP com abertura f/2.2 e capacidade para vídeo FHD. A maior melhoria será mesmo à frente, onde também encontramos uma câmara de 8MP face aos 2MP do Modena de primeira geração.

A app é bastante interessante, oferecendo-nos opções básicas para uma utilização avançada. Isto, porque permite controlo do ISO, da exposição, equilíbrio dos brancos ou focagem manual, com um interface surpreendentemente intuitivo que inclui a previsão em tempo real do resultado da imagem. O seu funcionamento, para já, parece-nos talvez ainda melhor que o que encontramos no Coolpad Max, o que nos deixa com algumas esperanças quanto à experiência fotográfica daqui resultante, se bem que o detalhe geral das imagens não parece surpreender dentro do segmento.

 

Bateria

A bateria mantém a capacidade de 2500mAh que já encontrávamos no Coolpad Modena inicial, e como o ecrã passa para FHD é bem possível que dure algo menos. No entanto, não temos razões para pensar que será curta, tendo em conta o hardware modesto a bordo.

 

 

Software

A Cool UI com Android Marshmallow é definitivamente a melhor de sempre da Coolpad.

A Cool UI com Android Marshmallow é definitivamente a melhor de sempre da Coolpad.

Algo que vem causando certo fascínio ao autor é a celeridade com que a Coolpad tem evoluído na qualidade das suas ofertas num curto espaço de tempo.

No caso do Coolpad Modena 2 podemos ter em mãos a melhor Cool UI de sempre, com excelentes funcionalidades e maior identidade.

Desde logo, chega-nos com o Android 6.0 Marshmallow, e com uma estética bem mais melódica que nos anteriores Coolpad que pudemos experimentar. A colagem ao Android puro é apreciável e o grafismo é puro material design, com cores pastel e sem margens ou efeitos. Mais do que gostar, adoramos a nova leveza estética da Coolpad.

Complementarmente, algo que sempre nos desperta o máximo de interesse é a vontade com que os fabricantes abordam as possibilidades que querem dar aos utilizadores em termos de personalização, ponto em que a Coolpad sempre mereceu ser destacada. Passa-se o mesmo aqui,

O ponto mais interessante é extremamente prático: as definições rápidas estão geralmente no topo do ecrã e deslizam para baixo a partir daí, mas no Coolpad Modena 2 são puxadas a partir da base do ecrã, o que facilita de modo apreciável a operação a uma só mão de um dispositivo relativamente amplo. Podemos obviamente alterar quais as funcionalidades que estão aí disponíveis e, fiel ao Android, pressionar longamente cada função leva-nos para as configurações profundas. As notificações, essas, continuam lá em cima e agregam-se em acordeão.

O Coolpad Modena 2 vai um pouco mais longe do que a concorrência em termos de personalização.

O Coolpad Modena 2 vai um pouco mais longe do que a concorrência em termos de personalização.

Outros pontos importantes são a possibilidade de desligarmos a luz notificadora por completo ou apenas para determinadas notificações ou durante o carregamento nocturno, ou trocar o esquema de teclas virtuais que surgem agora no ecrã, em vez de serem capacitativas.

O Cool Manager está de volta e, como vimos anteriormente, permite-nos gerir facilmente a bateria, limpar a memória, acelerar o dispositivo ou remover vírus, mas o mais interessante será mesmo o bloqueio de publicidade que pode ser programado app a app.

Uma ideia interessante que podemos igualmente destacar é que quanto abrimos uma categoria de apps, por exemplo Social, podemos deslizar lateralmente para navegarmos entre categorias, sem termos que voltar para o ecrã principal.

 

Expectativas

Estamos tão habituados a leitores de impressões digitais que tentamos desbloquear o Coolpad Modena 2 com eles. Constantemente. Esta será a única omissão importante no dispositivo, mas não surpreende. Quando chegar ao mercado nacional no início de 2017, o Modena 2 custará menos de 200€, um segmento onde os leitores de impressões digitais são raridades.

Mas, do lado do hardware, a melhoria é suficiente para dizermos estar definitivamente perante uma nova geração de Coolpads. Parece-nos que este refinar das linhas estéticas fará escola e será fundamental para a Coolpad ganhar tracção no mercado nacional. Isso e um software que, não sendo final, já mostra maior refinamento do que noutros dispositivos, sem abdicar de algumas possibilidades de personalização que outras marcas podem esquecer e isto é algo ao qual damos sempre máxima importância: quando mudamos de smartphone não devíamos ter de aprender grande parte das coisas de novo, e aqui, um certo grau de adaptação do software às nossas necessidades individuais é fundamental.

Para o utilizador quotidiano que quer um smartphone com algum fogo de vista, mas não tem orçamento para ultrapassar os €200, o Coolpad Modena 2 está perfeitamente alinhado para ser uma das melhores opções no mercado, quando 2017 o colocar no mercado. Fiquem atentos.

 

 

 

 

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