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Primeiras impressões: do design ao hardware, como o BQ Aquaris U Plus é um salto em frente para a BQ

Estivemos com o BQ Aquaris U pela primeira vez há duas semanas, durante o lançamento em Lisboa, e ficamos obviamente interessados no que os pequenos BQ têm para oferecer ao público que procura um telemóvel sem ultrapassar por muito a barreira dos €200. Mas agora que temos a nossa própria unidade com que brincar e explorar a oferta da BQ, tivemos a oportunidade de explorar algo mais a fundo o BQ Aquaris U Plus, a oferta mais ousada da BQ neste segmento em diversos anos.

Não temos realmente dúvidas de que o BQ Aquaris U Plus entra num mercado altamente competitivo, onde as ofertas da concorrência nesta gama de preço são muito difíceis de igualar quanto às características que oferecem. O Aquaris U Plus é, por isso, uma aposta perigosa da BQ, mas um ousado passo em frente na renovação e consolidação da sua linha de smartphones que corria o risco de estagnar com a já distante chegada ao mercado das gamas E e M. Vejamos então onde se distingue o BQ Aquaris U e porque importa para quem quer renovar o Aquaris que transporta no bolso.

Desenho e qualidade de construção

As linhas simples do BQ Aquaris U Plus resultam elegantes e ergonómicas.

O BQ Aquaris U Plus é um grande salto evolutivo para a BQ, tanto em termos de estética, quanto em termos dos materiais escolhidos para a sua construção. A BQ tem aqui o seu primeiro smartphone com exterior em metal, embora as extremidades inferior e superior da traseira sejam em plástico para simplificar a construção e não interferirem com a recepção das antenas.

O que não se tornou imediatamente aparente no nosso primeiro encontro com o BQ Aquaris U Plus foi quão confortável o dispositivo assenta na mão, graças ao perfil fino e ao plano da traseira. Esta, tem um acabamento matizado que lhe confere aderência extra, pelo que sentimos alguma segurança na preensão.

A traseira é ainda dominada pelo módulo volumoso da câmara, com o sensor de impressões digitais logo abaixo, enquanto os orifícios para o altifalante se encontram na base traseira, numa grande mudança face ao que tem sido a tradição da BQ de altifalantes alinhados longitudinalmente. Como dissemos já anteriormente, uma minúscula protuberância impede a traseira de se apoiar totalmente numa superfície, de modo que não se abafe o som.

Temos que nos deter um pouco no leitor de impressões digitais. Trata-se de uma unidade moderna que é capaz de reter até 5 digitalizações e as reconhece em qualquer posição.

Os botões de volume e tecla de bloqueio encontram-se do lado direito, facilmente acessíveis ao polegar, enquanto à frente há a destacar as teclas capacitativas na base do ecrã, replicando o logótipo da BQ. Sempre uma opção que favorecemos, por maximizarem o espaço livre do ecrã, sem tornarem o telemóvel maior. As margens do Aquaris U Plus são, nesse sentido, bastante razoáveis para a sua gama de preço, encontrando-se ao nível do que esperamos encontrar em dispositivos bem mais caros.

O melhor esconde-se nos pormenores, como o ligeiro alto que impede que o som se abafe quando pousado numa superfície.

Único ponto quiçá pouco consensual nos seus traços será a diferença tonal entre as porções de plástico e metal. É natural que existam, face às diferenças entre os materiais, mas poderiam ter sido quiçá mais atenuadas.

Resulta daqui que, para as suas 5 polegadas de ecrã, o Aquaris U Plus é um dispositivo compacto e fácil de segurar. Com 7,8mm de espessura, compara-se muito favoravelmente os dispositivos no seu segmento de mercado. Face ao design já clássico das gamas Aquaris E e M, o BQ Aquaris U Plus mostra uma BQ mais consciente das tendências estilísticas actuais. São traços efectivamente reminiscentes das apostas estéticas de alguns dos dispositivos Chineses que se procuram destacar no segmento, como as criações da UMi, e é justo dizer que, se a BQ perde alguma da sua capacidade distintiva, também se moderniza e cria uma abordagem estética muito mais agressiva.

As linhas do BQ Aquaris U Plus são altamente contrastantes, alternando o rectilíneo com os círculos perfeitos, para um look bastante vanguardista que será, para muitos, o factor decisivo, mal coloquem os olhos no telemóvel.

Características principais

Processamento e memória

O BQ Aquaris U Plus é o mais barato BQ com leitor de impressões digitais.

A BQ rompeu definitivamente com a MediaTek, algo expectável tendo em conta a diferente posição das duas marcas quanto à actualização dos seus dispositivos. Por isso, a nova geração de dispositivos que o BQ Aquaris U Plus inaugura, vem com o Qualcomm Snapdragon 430, um octa-core a 1,4GHz com núcleos Cortex-A53.

É, na verdade, um chip bastante interessante na gama baixa, com os seus oito núcleos, e com um modem X6 LTE capaz de velocidades de tráfego até 150Mbps. Processadores octa-core neste segmento de gama não são, de todo, comuns, e por isso o 430 representa uma boa aposta por parte da BQ. O seu melhor aspecto será a GPU Adreno 505, uma das mais modernas gráficas do alinhamento da Qualcomm e que, apesar de ter uma frequência de apenas 450MHz, deverá ser suficiente para aguentar o ecrã HD do Aquaris U Plus, e encaixar mesmo alguns jogos de gráficos relativamente evoluídos.

Quanto à memória, o BQ apresenta-nos 2GB de RAM na sua versão com 16GB de armazenamento, e 3GB de RAM na versão com 32GB de armazenamento que nos encontramos a testar. Felizmente, ambas as opções permitem a expansão até 256GB via microSD, também aqui um valor bastante elevado face à concorrência que suporta apenas cartões menores.

Temos que dizer que a combinação do Snapdragon 430, Adreno 505, com 3GB de RAM e ecrã HD parece cada vez mais interessante para quem necessitar de uma performance equilibrada, sem comprometer a capacidade do dispositivo para correr jogos com fluidez.

Ecrã

E porque do ecrã falamos, o painel de 5 polegadas parece para já possuir excelente luminosidade, com ângulos de visão interessantes, embora os negros não sejam totalmente negros e por isso prejudiquem um pouco a visualização de filmes com sombras predominantes.

Câmara

Viremos o Aquaris U Plus de barriga para baixo por momentos, e encontraremos um módulo esbugalhado para acolher a câmara Samsung de 16MP com autofoco por detecção de fases. A unidade 3P3 foi anunciada em 2015 como a primeira câmara móvel com pixéis individuais de 1 micrómetro. Numa altura em que muitas marcas aumentam o tamanho dos pixéis obterem melhores resultados, a capacidade de diminuir o seu tamanho sem comprometer essa mesma qualidade é de grande utilidade para marcas à procura de sensores de elevada performance, mas com espaço limitado. É aqui que entra este sensor que é mais pequeno que o presente no Samsung S6, mesmo se mantendo a mesma resolução.

A câmara e uma excelente app fotográfica são dos pontos melhor pensados do BQ Aquaris U Plus.

O grande destaque neste campo será mesmo a introdução de uma nova app fotográfica que, segundo a marca, se tornará padrão nos futuros telemóveis e francamente mal podemos esperar por esses dispositivos do futuro da BQ. A app fotográfica é funcional e relativamente extensa, com uma tecla virtual para alternarmos rapidamente entre o modo manual e o automático. Este inclui um slider muito útil que permite ajustar a exposição rapidamente em momentos de elevado contraste quando arriscaríamos queimar a imagem se deixássemos tudo nas mãos do telemóvel.

Graças a uma área de sensibilidade bastante ampla, a utilização dos ajustes manuais é francamente fácil. Mais interessante, o Aquaris U Plus sobe como um foguetão na nossa consideração por cada ajuste se reflectir na pré-visualização da imagem no ecrã. É um pormenor de utilidade colossal, que a esmagadora maioria dos smartphones nem sequer leva em consideração, reduzindo a utilidade da exposição manual para quem não é particularmente perito em fotografia. E para estes últimos a BQ introduz a capacidade de guardarmos as fotografias em formato RAW para edição posterior.

À frente encontramos uma Omnivision de 5MP com abertura f/2.4, por comparação aos f/2.0 da câmara principal. Ambas são capazes de filmar em FHD, mas a câmara principal vem com a funcionalidade Selfie Indicator, para sjudar os mais azelhas a olhar para o local certo do ecrã.

Bateria

Um ponto interessante no BQ Aquaris U Plus é a bateria de 3080mAh que, com estas especificações de hardware, é das mais generosas no mercado. Por exemplo, excede a capacidade de uma das nossas preferências do ano, o LG G5, que possui uma capacidade de processamento incomparavelmente superior, e será obviamente bastante mais duradoura. De resto, compara-se muito favoravelmente com as baterias de dispositivos na mesma classe.

A razão para uma capacidade tão inesperada encontra-se na ausência do carregamento rápido. Apesar do Snapdragon 430 ter capacidade Quick Charge 3.0, a BQ considerou que seria preferível oferecer uma bateria que durasse o suficiente para não ter que ser carregada a meio do dia. Se utilizarmos o Aquaris de forma regrada, esta aposta faz todo o sentido, mas se formos propensos a abusar do telemóvel, podemos sentir a falta do carregamento rápido.

Outras funcionalidades

A experiência Android no Aquaris U Plus é puramente stock, praticamente sem nada adicionado que venha das mãos da BQ. É uma postura a que a tecnológica Espanhola já nos habituou, e uma das razões pelas quais os seus dispositivos sempre conseguiram obter uma excelente performance com hardware económico. Afinal, quando mais acrescentamos a um sistema operativo de base, maior o número de situações que temos de controlar e optimizar, ponto onde alguns smartphones baratos falham, criando interfaces desajeitadas e pesadas.

Gostamos das teclas capacitativas que libertam o ecrã. Melhor, só se fossem iluminadas.

No entanto a BQ introduz no Aquaris U Plus o chamado Ecrã Ambiente. Muitos smartphones possuem hoje os ecrãs “always on”, onde notificações e horas ficam visíveis sem termos de recorrer a um ecrã totalmente ligado. A abordagem tem os seus méritos, mas por vezes é conhecida por produzir demasiada luz, mesmo nos pixéis que permanecem a negro. E necessita geralmente de um co-processador que mantenha os dados activos no ecrã.

No caso da BQ, temos algo semelhante, que apenas se activa quando agarramos o smartphone após recebermos notificações. O ecrã activa-se no modo de economia de bateria, apresentando as notificações a preto e branco, de modo a poupar seriamente a bateria que, de outro modo, seria drenada pela activação de todos os pixéis, e pela necessidade de, para isso, activar totalmente GPU e processador.

Outra característica já expectável na BQ e que muitas marcas negligenciam, é a luz de notificação perfonalizável, que permite optar entre 7 tonalidades, e escolher uma tonalidade específica para notificações de apps específicas, como o azul para o Facebook e vermelho para YouTube, por exemplo. A capacidade de configuração desta luz LED de notificação será das melhores em todo o mercado.

Expectativa

Após o nosso primeiro contacto com o BQ Aquaris U Plus, ficamos interessados no dispositivo, mas este contacto mais íntimo com o dispositivo revelou outras questões importantes onde a BQ merece ser congratulada pelas suas opções. Do surpreendente ecrã ambiente à bateria generosa, o Aquaris U Plus está a configurar-se como um dispositivo modesto, mas equilibrado e muito bem pensado pela tecnológica, para maximizar aquilo que coloca a nosso dispor. Talvez igualmente importante, o design do dispositivo parece-nos melhor hoje do que pareceu inicialmente.

Se possui um Aquaris E5 ou M5 e sente ser altura de actualizar, o Aquaris U Plus pode ser desde já uma boa opção. Fiquem atentos à Leak para conhecerem mais a fundo a aposta da BQ, quando analisarmos o Aquaris U Plus a sério.

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