Em Portugal, já estamos mais do que habituados à situação. Quando o preço do petróleo aumenta nos mercados Internacionais, é mais do que normal ver os preços dos combustíveis a aumentar logo nessa mesma exata semana. Por vezes aumentos superiores a 10 cêntimos por litro. É assim que o mercado sempre funcionou.
Também estamos habituados ao outro lado da moeda. Ou seja, quando o petróleo começa a descer de forma muito significativa, as quedas de preço nos postos de abastecimento são bastante mais pequenas face às subidas. Aliás, por cá, até vemos cortes nas ajudas (congelamento do ISP), para ajudar ainda mais à festa.
Estas coisas não acontecem por acaso, têm alguma lógica. Claro que para nós pode fazer confusão, porque quando o petróleo aumenta, não é esse petróleo que vai ser refinado, é o que já está em armazém, que foi comprado a preços bastante mais baixos. Mas, o mercado funciona com contratos de futuros, e no fim do dia a coisa tem de bater certo.
- O que é um contrato de futuros? É um acordo financeiro que obriga as partes envolvidas a comprar ou vender um determinado ativo a um preço predeterminado numa data específica no futuro. Estes contratos são padronizados e negociados em bolsas de valores (derivativos), permitindo especulação ou proteção (hedge) contra oscilações de preço.
Porém, para Donald Trump, as coisas deviam ser mais imediatas. Quase parece Português! (Brincadeira!)
Tradução:
- As grandes companhias de petróleo não estão a baixar o preço nos postos, apesar de estarem a pagar preços significativamente mais baixos. Os preços estão a cair que nem uma pedra. Em outras palavras, os consumidores estão a ser enganados. Já instruiu o DOJ para começar a olhar para isto. Os preços da gasolina têm de começar a cair mais rapidamente.
Dito tudo isto, o barril de petróleo está agora a trocar de mãos à volta dos 72 dólares. Um valor bastante mais baixo face aos das últimas semanas. Afinal, andou à volta dos 115 dólares nos últimos meses.





